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6 Estereótipos ultrapassados que comprometem nossas carreiras, nossos relacionamentos e até nossa segurança

O ser humano é, por natureza, apegado a crenças e tradições sociais. Algumas são úteis e podem salvar vidas ou evitar acidentes — por exemplo, a crença de que cães de rua sempre atacam pessoas faz com que muitos tomem cuidado e levem um spray de pimenta ao sair de casa. Outras são neutras, mas com conotação positiva, como a pontualidade alemã. Mas há ainda aquelas que geram polêmica como, por exemplo, qualquer estereótipo relacionado ao gênero.

O fato é que alguns costumes e tradições podem prejudicar nossa vida. Nós, do Incrível.club, decidimos relembrar e refutar alguns dos equívocos que deveriam ser deixados no passado. Confira!

É preciso respeitar os mais velhos

O respeito pela idade vem do tempo das cavernas, quando as gerações mais velhas eram a única fonte de conhecimento sobre o mundo. Obviamente, com o passar dos séculos, a expectativa de vida aumentou e os idosos representam hoje uma parcela cada vez maior da população; além disso, o mundo está mudando tão rapidamente que a experiência das gerações anteriores fica desatualizada a cada instante. Hoje, não é a avó que ensina sua neta a tricotar, mas a neta é que ensina sua avó a usar gadgets e escrever blogs.

É claro que isso não significa que os mais velhos possam ou devam ser tratados com desprezo. Boas maneiras são sempre importantes, mas isso não tem a ver com idade, e sim com educação. É muito difícil ser cordial com um idoso grosseiro que costuma maltratar seus parentes, vizinhos e até animais. Além disso, todos merecem respeito, independentemente da idade.

A propósito, o excesso de respeito pelos idosos também pode ser perigoso. Há uma grande possibilidade de que uma criança que tenha esse conceito embutido na cabeça não tenha coragem de recusar o contato de um adulto, seja conhecido ou estranho. Ou seja, é bem provável que o pequeno obedeça a desconhecidos (mesmo que não sejam seus parentes) sem pestanejar, não importa o que lhe falem, só por serem mais velhos.

Relacionamentos dão trabalho

“Família e relacionamento não são trabalho nem guerra” — afirmam os psicólogos. Ou seja, ninguém é obrigado a ficar em um relacionamento tóxico. Ter um relacionamento saudável pressupõe que os parceiros não sejam rivais, mas trabalhem em equipe. Conflitos são inevitáveis, mas ambos devem estar dispostos a resolvê-los. Por isso, cuidar do relacionamento é cuidar de si, acima de tudo.

Se seu relacionamento lhe faz mal e machuca, você se sente ignorado e o tempo passado juntos deixou de trazer alegria, então você está em um desses relacionamentos tóxicos, e não há motivo para seguir. Isso não quer dizer que seu parceiro seja uma pessoa ruim, mas que vocês têm planos diferentes, isto é, talvez não sejam capazes de formar uma boa equipe. É difícil se sentir à vontade em tal união, uma vez que uma das partes estará na posição de vítima ou fazendo o papel de um “pai tentando educar um filho desobediente”.

A preguiça faz mal

Todo mundo já postergou, pelo menos uma vez na vida, tarefas importantes. Por exemplo, ficou lendo um livro interessante em vez de se preparar para uma prova. Via de regra, sentimos vergonha quando cedemos à preguiça. Pessoas preguiçosas são vistas como fracas ou malandras.

Na verdade, todos têm o direito de se dar uma folga. Se você sabe lidar com a preguiça de forma saudável, não há nada para se envergonhar, porque assim seu corpo se protege de sobrecargas. Muitas vezes, após o descanso, a pessoa se torna mais produtiva e encontra soluções interessantes para uma atividade criativa complexa. O fato é que, durante os momentos de relaxamento, no cérebro são ativados algoritmos para o processamento inconsciente de dados acumulados.

“Nunca peça favores, especialmente àqueles que são mais poderosos e influentes do que você”

O romance do escritor russo Mikhail Bulgákov, O Mestre e Margarida, tornou-se uma referência para várias gerações, e a frase do autor “Nunca peça nada! Nunca e nada, especialmente entre aqueles que são mais fortes que você” foi superestimada. Seguindo esse lema, muita gente se sacrifica apenas para não pedir ajuda.

Contudo, vale lembrar que Bulgákov colocou essas palavras na boca de um charmoso, mas astuto diabo. Por isso, a frase acabou ganhando uma conotação exageradamente negativa. Por outro lado, por que não pedir aumento de salário ao seu chefe, pedir que sua mãe fique algumas horas com seu filho, ou pedir para um passageiro ceder lugar se você tiver dificuldade para ficar em pé por algum motivo?

O escritor russo acrescentou, com suas palavras, que pessoas poderosas irão oferecer espontaneamente, uma espécie de recompensa por esforços e entenderão as necessidades de cada um. Mas por que os outros devem adivinhar o que precisamos? As instituições de caridade muitas vezes só conseguem ajudar quem pede ajuda.

Há trabalhos “masculinos” e trabalhos “femininos”

Até hoje, acredita-se que existem profissões masculinas e femininas: dizem que as mulheres não entendem de tecnologia e os homens são incapazes de ter empatia; por isso os serviços de cuidados de crianças e idosos não seriam sua área. No entanto, a neurobiologia provou que a capacidade cerebral independe do gênero.

A massa cinzenta reflete a vida que levamos. Se um menino for presenteado com um conjunto de peças de LEGO e for envolvido em atividades como projetar e construir objetos a partir delas, há uma grande chance de que seja um bom engenheiro. Se uma menina ganhar bonecas e for ensinada a brincar de mamãe e filhinha, seu cérebro se ajustará a esse tipo de atividade. Ou seja, nós mesmos programamos atitudes vinculadas ao gênero em nossos filhos. Então, podemos concluir que as inclinações profissionais não são ditadas pelo cérebro.

Se uma mulher formada em Programação e um homem formado em Pedagogia Infantil conseguem empregos nos campos correspondentes, significa que seus cérebros se adaptaram a esses ramos de atuação. A questão é que, infelizmente, as convenções sociais fazem com que em muitas sociedades tenham menos chances de emprego.

Apenas as mulheres gostam de fazer fofocas

Muita gente considera o hábito de fazer fofoca uma característica feminina. Esse estereótipo, inclusive, costuma ser um dos motivos de rejeição de certas candidatas a vagas.

No entanto, cientistas conduziram um experimento que mostrou que fofocar é um hábito inerente a todos, independentemente do gênero, e que na verdade não ocupa tanto tempo quanto imaginamos — as fofocas constituem apenas cerca de 14% das conversas. Ao mesmo tempo, a maioria das fofocas femininas normalmente tem conotação positiva ou neutra, enquanto as intrigas masculinas podem possuir implicações negativas.

A propósito, contrariando a crença popular, os mais velhos se mostram menos propensos às críticas e mais às discussões positivas do que os jovens.

Quais dos estereótipos mencionados no post você considera mais nocivos? Conte para nós na seção de comentários!