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10 Frases que poderiam ser removidas do vocabulário para evitar prejudicar os filhos

Frases impensadas podem ter um efeito negativo significativo para adultos e, especialmente, para as crianças. Afinal, elas ainda estão aprendendo sobre o mundo, não conseguem filtrar as informações que recebem e tomam quase tudo como verdade absoluta. No entanto, não queremos dizer que pais não podem errar: todos somos passíveis de erro, mesmo com vasta experiência de vida. De qualquer forma, certas frases educativas são passadas de geração em geração e têm potencial de prejudicar o desenvolvimento psicológico dos pequenos mais do que imaginamos.

Nós, do Incrível.club, decidimos analisar as frases mais recorrentes que pais dizem aos seus filhos e que há muito tempo deveriam ter sido deixadas de lado — para que os pequenos cresçam mais felizes, saudáveis e confiantes. Acompanhe!

“Não acredito em você”

Geralmente, os pais têm interesse que seus filhos se comuniquem ativa e abertamente com eles. Afinal, essa é a maneira mais fácil de ficar a par de tudo o que estiver acontecendo e, se houver algo importante, possivelmente manter a criança longe de problemas. Por isso, se você estiver disposto a seguir por esse caminho, é essencial prestar atenção no que o seu pequeno diz e faz e respeitar o desejo dele — de se abrir ou não.

Ao exprimir afirmações um tanto quanto indelicadas, como “você está mentindo” ou “não acredito em você”, sem realmente entender a situação por completo, os pais arriscam pôr em jogo a relação que têm com seus filhos. Como resultado, a criança pode perder a confiança em você e começar a se esconder. Isso porque, nos momentos decisivos, quando ela, de fato, precisava de ajuda, percebeu que não podia contar com você como fonte de apoio.

“Vou embora agora e não volto mais, hein”

Ameaças de qualquer tipo não são a maneira mais amigável de se comunicar e não encorajam a paciência na resolução de conflitos. Se uma criança entra em uma discussão com você, ou se se mostra muito sensível, esse pode ser um sinal de estresse. E declarações como “você vai se arrepender disso” ou “vou embora e você não nunca mais vai me ver” só aumentarão a tensão — fazendo a criança se sentir insegura em sua própria casa.

Se a discussão se estendeu e você sente que não têm mais forças para dizer nada de construtivo, o melhor a fazer é sugerir que todos se acalmem e finalizar a conversa, em vez de correr o risco de dizer algo ameaçador.

“Você não muda nunca”

Diversos especialistas aconselham evitar linguagem categórica como “sempre/nunca” com os filhos. O uso dessas frases pode instigar uma sensação de impotência. Acusações como “você sempre faz tudo errado” ou “você não vai mudar nunca” colocam os pequenos em uma moldura psicológica não apenas limitada, mas também bastante negativa — da qual pode ser bem difícil sair depois.

Como resultado, tais frases, que podem ser ditas sem intenção de machucar, apenas para estimular mudanças positivas na criança, podem, em vez disso, instigá-la a manter o comportamento ruim demonstrado anteriormente — o que, imaginamos, não é o desejo de nenhum pai ou mãe.

“Porque eu disse que sim”

Talvez essa seja a figurinha mais recorrente na coleção de frases parentais “de ouro”. A verdade é que, dificilmente, podemos considerá-la construtiva. Em primeiro lugar, o mau uso desse argumento pode fazer com que as crianças sintam que seus sentimentos não importam. Em segundo, ele não lhes ensina a compreender o contexto e a desenvolver empatia pelo próximo, o que são traços muito benéficos na vida adulta.

Por exemplo, seu filho está implorando para ir ao parquinho, e você precisa lavar as roupas e a louça. Se você não explicar o motivo e disser apenas “não”, a criança não reagirá bem: afinal, você será a pessoa que a está impedindo de sair para se divertir sem motivo. Em contraponto, se explicar a situação, ela entenderá que não é porque você não quer, mesmo que ainda fique chateada.

“Já estava na hora de você saber...”

O perigo de culpar uma criança pela “estupidez” dela, e suas variações, reside em alguns detalhes. Primeiro, até mesmo nos círculos infantis, essa é considerada uma forma bastante desrespeitosa e depreciativa. Em segundo lugar, ouvir tal comentário de uma pessoa que detém conhecimento, experiência de vida e a qual você ama, pode doer duplamente. Afinal, os adultos devem saber do que estão falando, certo? Por fim, há o risco de a criança sentir essas palavras no fundo do peito — o que pode se tornar motivo de desenvolvimento de complexos na vida adulta.

“Tem certeza de que consegue sozinho(a)?”

Pais superprotetores, geralmente, recorrem aos seguintes recursos mais comuns: esclarecimento, dúvidas e ajuda obsessiva. Isto é, ao tentarem fazer tudo por seus filhos, ou ao convencê-los de não fazer algo, pais acreditam que estão protegendo seus pequenos de perigo e decepção. No entanto, é quase inevitável que as crianças tomem essa atitude de forma negativa e notem, principalmente, a falta de confiança que seus pais têm nas habilidades e capacidades delas. Esse comportamento, portanto, pode levar ao desenvolvimento de complexos na vida adulta — a criança, potencialmente, terá medo de assumir novas atividades sozinha.

“Nada de doce até você terminar o jantar”

Frases desse tipo dão a ideia de que a comida salgada e nutritiva não é tão saborosa quanto a sobremesa. Eventualmente, assim, os pequenos podem criar uma associação negativa e irão querer cada vez menos a comida que estão sendo forçados a comer — mesmo que antes tivessem uma boa relação com as refeições.

Portanto, se não quiser que seu filho desenvolva hábitos alimentares ruins, não coloque a sobremesa em um “pedestal”, ou seja, não crie um contraste tão grande entre ela e os outros alimentos. E não menos importante, não a apresente como uma recompensa. O melhor a fazer é permanecer neutro e dar à criança o poder de escolha. Por exemplo, você pode dizer: “Você pode comer a sobremesa, se quiser, depois do jantar”.

“Olhaaa, estou indo pegar o cinto, hein!”

Outra forma comum de ameaça é a promessa de recorrer à punição física — usando o famoso cinto. Com esse método, não se aumenta apenas o estresse e a falta da sensação de segurança, mas também o fato de que, com o tempo, o aviso pode começar a ser tomado como uma “ameaça vazia”. A criança vai crescendo e, em algum momento, irá desobedecer, apesar das intimidações.

Eventualmente, o pequeno irá notar que a intimação de pegar o cinto, ou de largá-lo na floresta sozinho, não era real. E, assim, ele acabará ignorando suas ameaças ao perceber que tudo não passava de um blefe, apenas porque você não sabia mais o que fazer. Para evitar que isso aconteça, o ideal é não forçar a criança a lhe obedecer, e sim tentar estabelecer um vínculo forte de confiança e respeito mútuos.

“Mas por que você é assim?!”

Se um adulto, em quem a criança confia, aponta que há algo de errado com ela, podemos ter uma certeza: ela irá absorver a informação e acreditará nela. O maior risco, contudo, é por essa frase ser abstrata demais. Isto é, a pergunta irá ecoar na cabeça da criança o tempo inteiro, mas sem resposta. Ou ela interpretará à sua maneira, ou irá inflar o problema e concluir: “Sou uma pessoa ruim”. Por fim, talvez sejam necessários anos de terapia para superar esse complexo.

“Odeio meu trabalho”

Todos passam por momentos difíceis e atribulados no trabalho. Portanto, não é incomum voltarmos para casa reclamando em voz alta, para a esposa ou para o marido, o quanto o trabalho foi terrível. Parece ser uma prática comum e até inofensiva, contudo, as crianças absorvem tudo como esponjas. Estudos já demonstraram que nossas atitudes em relação à vida podem ter um grande impacto na forma como os pequenos enxergam o mundo.

Consequentemente, tais protestos e reclamações sobre o trabalho na frente das crianças podem levá-las a pensar que o ofício é uma ocupação indesejada e que arruína a vida. Como resultado, ou elas crescerão acreditando que a idade adulta é um pesadelo, ou poderão evitar escolher uma carreira por estarem com medo das consequências.

Na sua opinião, que outras frases os pais deveriam parar de dizer aos seus filhos? Comente!

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