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Por que uma mesma peça de roupa pode transformar sua amiga na Bela e você na Fera

Olá! Sou Carina, tenho 31 anos e minha amiga se chama Marina e tem 37 anos. Temos quase o mesmo peso e a mesma altura, gostos parecidos e adotamos os mesmos estilos quando o assunto é moda. Por isso, a diferença de idade (seis anos) quase não é perceptível. Tenho, no entanto, dois problemas: às vezes pareço mais cheinha e mais velha que a minha amiga e recentemente me dei conta de que tenho um guarda-roupa sem graça, que não realça meu verdadeiro jeito de ser.

Eu e Marina convidamos uma estilista para realizar um experimento e comprovar para os leitores do Incrível.club que não há mulheres feias; o que há são aquelas que ainda não identificaram o próprio estilo. Compartilhamos, neste post, muitas fotos e, no final, um bônus que fez até as atendentes de lojas chorarem de tanto rir.

Como surgiu a ideia do experimento

Marina à esquerda, eu à direita

Sou uma pessoa que não acompanha as tendências da moda, mas quer ter um visual descolado e interessante. Acontece que muito frequentemente me encanto com uma peça, mas na hora de prová-la fico parecendo uma jeca. Quanto ao penteado, também sofro bastante. Tenho cabelo liso, o sonho de muitas mulheres, mas que sempre achei entediante...meu sonho sempre foi realizar nele uma transformação extraordinária. Então, mesmo que eu pudesse dar um jeito na parte das roupas, restaria o cabelo.

Eu e minha amiga já tínhamos publicado um post sobre o estilista americano David Kibbe e sua classificação de estilos — sistema aprimorado por Dwin Larson. Fiquei curiosa para descobrir qual seria o meu perfil. Dramático, Romântico, Natural, Gamine ou outro. Esse estilo permanece invariável independentemente da idade ou do peso. Ao identificar o seu perfil, é possível definir a maquiagem, o penteado e os estilos de roupas mais relevantes. Cada detalhe vale e influencia o visual.

Na classificaçaõ de Kibbe, os perfis “puros” (não influenciados por outros) são extremamente raros, o que pode dificultar a escolha entre 16 combinações. Fiz vários testes rápidos, me comparei com celebridades que pareciam ter o mesmo perfil que eu, li todas as descrições de perfis muitas vezes, mas não cheguei a uma conclusão sobre qual seria, afinal, meu padrão. Minha aparência possui traços diferentes, portanto obtenho resultados diferentes dos catalogados.

O objetivo em todo esse processo era descobrir o meu perfil e deixar de gastar dinheiro com roupas que estragassem o meu visual. Como autora do Incrível.club, me senti na obrigação de fazer o experimento a seguir, no intuito de verificar como uma mesma peça produz diferentes looks em pessoas com perfis diferentes. E como nem sempre a roupa que você ama é a ideal para você.

Na tabela acima, para atingir o efeito desejado, é importante aprender a distinguir as roupas dos itens 2 e 3. No meu caso específico, tenho muitas roupas de que gosto (na verdade, metade do meu guarda-roupa), mas que não me caem bem (quadrante 2).

A rigor, qualquer uma pode tentar determinar o próprio perfil, ler as dicas (vários textos, vídeos e testes estão disponíveis de graça na Internet) e colocá-las em prática.

Mantendo essa ideia na cabeça, chamei uma estilista para garantir a precisão dos resultados do experimento. Conheci a Cristina (a profissional dessa área que me ajudou) por hashtags no Instagram. Realizamos os testes práticos e pedimos que ela avaliasse, por meio das fotos, se o look que havíamos escolhido tinha sido adequado ou não.

Vale destacar que identificamos o nosso perfil usando informações disponíveis gratuitamente, sem recorrer à ajuda da Cristina antes do início do experimento.

Temos muitas características semelhantes, mas o que vale ao escolher roupa é o traço dominante

Nosso estilo casual, antes do experimento

Descobrimos que o meu perfil é Gamine Dramático e o perfil da Marina é Dramático Natural. O perfil indicado primeiro é que prevalece; ou seja, seguimos tanto dicas em comum como recomendações específicas. Antes de iniciar o teste, observei alguns detalhes que não cairiam bem a nenhuma de nós duas:

  • roupas de pouco contraste;
  • linhas arredondadas suaves;
  • tecidos macios e felpudos;
  • babados e estampas pequenas;
  • maquiagem brilhante.

Já as peças coloridas em camadas e com estampas geométricas ficariam bem em ambas.

Passamos 4,5 horas provando roupas para chegarmos a uma conclusão importante

A fim de realizar o nosso experimento, fomos a uma loja com uma ampla variedade de roupas. Mas havia um imprevisto — eles não vendiam calçados. No entanto, isso não nos atrapalhou. Foi um detalhe ignorado.

Vale enfatizar que nenhuma de nós pretende ser um ícone de estilo ou uma referência de moda. Portanto, decidimos que não haveria looks inspirados em modelos profissionais ou itens de marca. Nosso objetivo era mostrar como a mesma peça ficaria em duas mulheres com formatos de corpo parecidos, mas perfis diferentes.

1.

Nesse teste, atuei como “a estilista” da dupla, seguindo as recomendações encontradas na Internet, e escolhi roupas para nós duas. Já Marina era intuitiva e, por isso, precisava da minha orientação. Quando ela pegou o suéter branco, eu já sabia que esse look seria um fracasso. Porém, conseguimos consertar a situação deixando a peça embaixo de uma saia de cintura alta.

2.

look acima é o meu preferido. Eu o chamo de “look de camponesa”. É um vestido com dobras de chiffon e flores. Curiosamente, nem eu nem a Marina conseguimos definir o que havia de errado na nossa escolha: obviamente, a peça não combinou com o nosso perfil, mas o porquê de isso ter acontecido permaneceu um enigma.

3.

Evito comprar camisetas com gola canoa, uma vez que elas não me caem bem. No entanto, não imaginava que camisetas encurtadas e listradas seriam a escolha certa. Também descobrimos que a cor escura, mas saturada, fica ótima na Marina.

4.

Um estilo que nunca tínhamos escolhido antes ficou surpreendentemente perfeito em nós duas. Por outro lado, um vestido curto, que é mais relevante para o perfil “Gamine”, distorceu a aparência da minha amiga, além de causar desconforto.

5.

Marina acreditava que cores brilhantes e combinações ousadas não seriam adequadas para sua idade, mas o resultado nos surpreendeu. Quanto ao jeans, nos sentimos bem vestindo calça skinny sem marcas desbotadas. Notamos que a peça mais larga nos deu uma aparência mais “cheia”.

6.

Em geral, gostei de provar roupas que nunca escolheria por vontade própria, mas que acabaram vestindo bem conforme o meu perfil — e esse foi o caso. Tive de convencer minha amiga a experimentar a blusa bordô acima. A Marina não gostou da cor nem do estilo, mas o resultado foi realmente impressionante — a peça definitivamente refrescou o seu look!

7.

Depois dos bem-sucedidos testes acima, iniciei uma sequência de fracassos. Gostei muito do macaquinho acima e provavelmente teria comprado a peça. Mas conclui que ela fazia com que eu parecesse uma irmã mais velha que vestiu a roupa da irmã caçula. À direita está a Marina vestida de acordo com o seu perfil, enquanto o meu look parece ridículo.

8.

Duas semanas antes, havia passado na loja da foto acima e encontrado uma saia plissada de que gostei bastante. Mas durante o nosso teste ficou claro que ela não me cairia bem. Ao mesmo tempo, a Marina vestiu peças de que não gostou e que, de fato, não ficaram bem nela.

9.

Aqui, consegui acertar. Duas peças de que gostei e que me caíram bem. Imaginava que o preto deixaria a minha aparência mais agressiva, mas o contraste fez bem ao visual. Enquanto isso, a Marina disse que nunca teria escolhido um vestido verde.

10.

Encontramos um vestido que distorceu completamente a imagem do nosso corpo, provando mais uma vez que é importante saber quais cores combinam com a sua aparência para criar um visual harmonioso.

O nosso objetivo inicial foi escolher looks sem ter de recorrer às recomendações da estilista. Assim, ficaria claro se seria possível confiar nas informações da Internet e aplicá-las na prática com sucesso. A Cristina deu uma olhada em nossos looks e chegou às seguintes conclusões:

  • Vocês conseguiram acertar em cheio apenas algumas vezes. A escolha de peças para a Marina da foto № 7 foi bem inteligente. O suéter com ombros abaixados fica ótimo no perfil Natural e os padrões em forma de ângulos, no Dramático. As calças de couro também enfatizam a característica dominante do Dramático. A jaqueta de couro preta, que ressaltou a aparência, combinou com vocês duas, uma vez que ambas possuem os traços do perfil Dramático. Ao mesmo tempo, eu aconselharia a Carina escolher looks na mesma linha da foto № 1, que fazem a silhueta parecer dividida em duas partes: a parte superior tem uma cor diferente da inferior, o que acrescenta harmonia ao perfil Gamine.

Ou seja, ainda temos muito a aprender. Ainda preciso ler mais a respeito para aprimorar o meu estilo. O importante, de qualquer forma, é que já “mudei de patamar”, prestando mais atenção a detalhes que antes passavam despercebidos.

Bônus

Cansadas, mas de bom humor, resolvemos encerrar o nosso experimento provando roupas que não correspondiam aos nossos perfis de jeito nenhum. Deu certo: as atendentes da loja caíram na risada.

Conclusões e dicas

  1. Metade do meu guarda-roupa é inadequada ao meu perfil e a outra metade consiste em peças que não combinam entre si. Mas percebi o principal erro: comprando roupas separadamente, a ideia de montar um guarda-roupa cápsula passava despercebida (mas não deveria).
  2. Se você quer analisar o seu perfil sem estilistas, é melhor pedir para que o marido ou uma amiga (evidentemente, desde tenha noções de moda) avaliem os traços do seu rosto e corpo.
  3. Tirar selfies no provador não é uma ideia tão boba como parece. Após o experimento, faria uma viagem. Para escolher o que levar, resolvi provar um método que achei eficaz: tirei selfies vestindo roupas que pretendia colocar na bagagem e só então escolhi apenas aquelas que me caíram bem.

Você possui um estilo para se vestir? Gosta dele? Ou costuma experimentar? Quais são suas dicas para escolher uma roupa que, além de alegrar os olhos, cai bem?