Incrível

Ela é a primeira mulher e brasileira campeã de duas categorias no UFC

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Amanda Nunes, baiana, 31 anos, é dona de um sorriso tímido fora do octógono, apesar de seu apelido de “Leoa”, recebido logo no início da carreira no jiu-jítsu. Amanda, como boa parte dos atuais brasileiros que lutam no UFC (caso de José Aldo, por exemplo), enfrentou muitos obstáculos para vencer na vida e no esporte.

Mas, como boa lutadora, ela seguiu em frente apesar de todas as dificuldades e se tornou a primeira mulher campeã de duas categorias na série, os pesos galo e pena — este último conquistado com uma vitória em novembro sobre a também brasileira Cris Cyborg, que até então estava há 13 anos sem perder uma luta.

Por isso, o Incrível.club decidiu contar um pouco da trajetória de vida de Amanda e das dificuldades que enfrentou para se transformar numa lutadora profissional e em uma campeã.

Trajetória

Antes de se tornar a atleta dedicada e focada dos dias de hoje, Amanda foi uma criança cheia de energia e bastante indisciplinada. A paixão pelos esportes começou desde pequena, ainda no ensino fundamental, quando ela se encantou pelo futebol.

A mãe da lutadora, Dona Ivete, foi quem a incentivou a praticar todo tipo de esporte, na esperança de diminuir as travessuras da filha.

Como nasceu a “Leoa”

Aos poucos, a dedicação de Amanda aos esportes, e os castigos de dona Ivete (que a proibia de participar campeonatos de futebol quando ela aprontava) foram surtindo efeito e disciplinando a atleta. Aos 16 anos, ela conheceu o jiu-jítsu, arte marcial que mudaria o rumo de sua carreira para sempre.

A vontade de aprender mais e mais a fez mudar de cidade,e como não tinha boas condições financeiras passou a morar na academia em que treinava. Às 4h30 da manhã, ela acordava para limpar a academia toda com seu mestre. Ela dividia o espaço com outros atletas que também tinham dificuldades financeiras. Mas todos eles eram homens. De mulher, só havia Amanda.

Estreia no MMA

Campeã em várias competições de jiu-jítsu, a migração para o MMA (Artes Marciais Mistas) seria algo natural, e a lutadora passou a considerar a mudança, inspirada na carreira do tio, José Alves, que já lutava MMA.

No Brasil, quando treinava, seu mestre sempre lhe dizia que um dia a veria lutar no UFC — Ultimate Fight Championship, principal organizaador de lutas de MMA do mundo. E isso numa época em que o UFC nem tinha categorias femininas.

A conquista dos cinturões

Amanda foi a primeira brasileira a ser campeã no UFC, conquistando o cinturão do peso galo (até 61,2 kg), ao vencer a americana Miesha Tate com um mata-leão ainda no primeiro round da luta.

Após algumas defesas do cinturão dos pesos galo, em dezembro do ano passado, Amanda fez história ao vencer o confonto contra a brsileira Cris Cyborg e se tornou a primeira mulher a deter dois cinturões, se tornando campeã também dos pesos pena — até 65,8 quilos.

O que você acha dos espaços que as mulheres têm ocupado e conquistado?

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