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15+ Vezes que atitudes de adultos marcaram a memória de uma criança

As lembranças da infância são geralmente para toda a vida. Infelizmente, nem tudo o que acontece durante esses anos de inocência são situações divertidas de se lembrar. Às vezes, os adultos têm atitudes que, mesmo que não saibam, deixam uma lembrança amarga nos pequenos que pode durar a vida toda.

Nós, do Incrível.club, reunimos algumas lembranças não muito agradáveis de nossos leitores, mas que trabalharam duro para não repeti-las com seus filhos. Confira!

  • Eu cresci em um lar com meus três irmãos. Lembro-me de que era uma menina de 5 anos, livre e feliz até meu pai me dizer: “Venha, bebê, sente no meu colo”. Até aquele dia eu o adorava, e de repente ele falou: “Nós te amamos muito, mas pegamos você no hospital e te criamos”. Senti o céu e a terra afundarem e me esmagarem. Entre aquelas três crianças, havia uma que sentiu sua vida virar de ponta cabeça ou ser chamada de “recolhida”. E quando perguntavam à dona da casa: “Quem é a menina?”, sua resposta sempre era: “Eu a peguei no hospital e a criei”. Nunca na minha vida voltei a ser livre ou feliz novamente. © Sonia Ríos / Facebook
  • Quando minha mãe se uniu com seu ex-parceiro, ele nunca permitia que eu e minha irmã usássemos vestidos ou saias, sempre tínhamos de usar calças, suéter no calor ou blusas de manga comprida. Também não podíamos cortar o cabelo e, quando crescemos, não podíamos tirar as sobrancelhas, usar maquiagem, pintar as unhas, muito menos ter amigos homens. Mas quando éramos mais novas e antes da minha mãe ficar com ele era totalmente o oposto: ela cortava nosso cabelo bem curtinho. © Mariana Rocha / Facebook
  • Nunca fui amada pelos meus pais, toda a minha vida fui comparada ao meu irmão, ele era o inteligente, o filho exemplar e eu era “burra”, como diziam, uma vergonha! Agora que sou adulta e mãe decidi criar minha filha na base do amor e respeito para que ela seja uma menina muito feliz e, mais tarde, uma mulher autoconfiante e destemida que nunca conheça a dor e a amargura que vivi. © Akiko Denisu Pavez / Facebook
  • Tem uma bebida específica que eu não bebo porque, quando eu ia na casa de uma senhora que supostamente cuidava de nós, ela nos ameaçava para nos fazer beber essa bebida para adormecer. © Ely Ceden Fernández Ramos / Facebook
  • Minha mãe me encarregou de cuidar do meu irmão quando éramos crianças, eu tinha 6 anos e meu irmãozinho, 3. Certa vez, ela me pediu para desligar a água que estava fervendo no fogão, mas adormeci e a água secou de tanto ferver e a chama se apagou. Duas horas depois, quando minha mãe finalmente chegou e abriu a porta, a casa inteira cheirava a gás. Fui repreendida por colocar meu irmão em perigo e não cuidar dele. © Jack Medina / Facebook
  • Eles nunca me deixaram usar cabelo comprido, nem quando criança, nem adolescente, nem já maiorzinho. Sempre fui fã de rock e adorava cabelo comprido, mas em casa e na escola isso não era permitido para os homens. Agora, já velho, eu o uso bem longo e acho que será assim até meu último suspiro. © Alejandro Lozoya / Facebook
  • Quando éramos pequenas, meus pais quase não tinham recursos. Certo Natal, meu pai foi comprar umas bonecas para nós. Ele as carregava nos braços e as pessoas pensavam que na verdade ele as estava vendendo. Assim, ele viu a oportunidade de ganhar algum dinheiro extra. Então comprava mais para vender, mas, em uma dessas ocasiões, a polícia chegou e o prendeu, pois era proibido fazer isso. Passamos o Natal sem bonecas e com o meu pai preso até o dia seguinte. Acho que é por isso que não gosto de Natal e me sinto muito nostálgica. © Elizabeth Montoya Urrego / Facebook
  • Minha mãe sempre dizia aos meus irmãos “meu filho”, “minha filha”. E eu? Quando pergunto por que ela não me chamava de filha, ela fica brava e diz que me lembro de tudo e sou rancorosa. E há mais coisas que ainda me machucam. © Paty Garcia / Facebook
  • Aos 17 anos, eu tinha um namoradinho que sinceramente não gostava tanto, mas pensava: “Talvez um dia eu goste”. Ele dizia me amar muito, entre outras coisas. Pois, ele me amava tanto que um dia encontrei ele beijando minha irmã. Não me importo se chegaram a algo mais, o que partiu minha alma mais do que a “traição” foi o que minha mãe me falou. Ela ficou sabendo da situação, porque obviamente eu lhe contei e a resposta dela foi: “Bem, o que esperava? Me parecia estranho que aquele menino tenha notado você. Acho que apostou com alguém ou sei lá. Sua irmã sim é bonita e não é culpa dela que ele tenha se apaixonado por ela, e de uma vez por todas vou te dizer que se você atrapalhar a felicidade dela, vai se ver comigo”. Ouvi, vivi, e não podia acreditar. Até hoje não a perdoei. Eu a amo, ela é minha mãe, mas estou muito feliz longe dela. Moro em outro estado e só a vejo uma vez por ano. © Mara Ramos / Facebook
  • Eu tenho uma irmã seis anos mais nova do que eu. Somos filhas do mesmo pai, mas não da mesma mãe. Nosso pai sempre andava com os filhos dos vizinhos e praticamente nos ignorava. Em uma ocasião, fizeram a festa de aniversário da minha vizinha e convidaram meu pai e sua nova esposa. A minha irmã veio em casa para poder ir comigo à festa, ela tinha uns 5 anos e eu, 11, mas o meu pai nos mandou para casa e disse que nos daria algo para comer pelo pátio que separava a casa do vizinho com a minha. Minha irmã chorou muito, se sentiu humilhada e magoada. Não consigo me esquecer desse dia, prometi a ela que sempre estaria ao seu lado. Daquele dia em diante, o pouco carinho que eu tinha pelo meu pai se foi. Hoje somos adultas, ela tem um bebê lindo e ainda somos aquelas meninas muito próximas que se amam incondicionalmente, mas esse tipo de rejeição causou muito dano a ela. Eu sou mais forte, mas aos 32 anos ainda não quero ter filhos. © Anita Dominguez / Facebook
  • Quando terminei o ensino médio, queria seguir carreira e havia duas opções que me interessavam: Serviço Social ou Ciências da Comunicação. Quando comentei meus planos com os meus pais, a resposta deles foi: “Não, porque você só vai ficar maluca”, e ao insistir no trabalho social disseram: “Você vai passar fome, se estudar isso” (minha mãe estudou isso na juventude e tinha um bom emprego). Enfim, eles preferiram me ver casada aos 20 anos, mas agora dizem que eu não quis estudar por ser louca. © May Dugram / Facebook
  • Em uma ocasião, por causa da comemoração do Dia da Mulher, a professora da minha turma fez com que todos os meninos pagassem uma taxa para comprar um chocolate para as meninas do curso e dar a elas. Quando os chocolates chegaram, ela disse às crianças que pegassem um e entregassem a qualquer colega de classe. A caixa de bombons estava cheia e aos poucos fui vendo os bombons sumirem, conforme os meninos os distribuíam para cada menina, até que no final não sobrou nenhum. Adivinha quem não ganhou chocolate? Eu me senti muito triste, mas soube esconder muito bem. A professora da turma apenas se desculpou dizendo que eu não tinha ganhado porque falei em ocasiões anteriores que não poderia participar de atividades que envolvessem dinheiro, pois meus pais não podiam pagar, e essa era a razão pela qual eu não tinha ganhado nem um bombom naquele dia. © Lidiany Quiñonez / Facebook
  • Meu filho não esquece que, aos 3 anos, estava brincando na calçada com seus carros Hot Wheels e uma criança passou e levou um. Naquela ocasião, meu filho ficou olhando para ele sem saber o que fazer. Hoje ele ainda ama e coleciona seus carrinhos. © Lïra Yenïffër / Facebook
  • Minha avó materna me criou e desde criança sempre me tratou mal, nunca houve uma palavra de carinho. Ela sempre gritava comigo, dizendo que eu era louca e que vinha de uma família com problemas mentais, ela me tratava mal todos os dias. Guardei isso dentro de mim e foi difícil crescer com esse sentimento. Então decidi mudar esse padrão de abuso com a minha filha, mas sofro de depressão e luto com isso diariamente. © Silvia Vega Cardona / Facebook
  • Acho que os pais não faziam por mal, mas minha mãe me perguntou o que eu queria ser quando crescesse e eu respondi que queria ser “freia” (que era como eu chamava aquelas mulheres religiosas). Então, ela me disse rindo: “Feia você já é!” Cresci com a ideia que eu era feia. Hoje, com 73 anos, vejo que eu era uma menina, uma adolescente, uma mulher linda! © Bernadete Mariani / Facebook

Que coisas aconteceram com você quando era criança que foram tão chocantes que você ainda se lembra delas hoje?

Observação: Este artigo foi atualizado em Novembro de 2022 para corrigir o material de origem e/ou imprecisões factuais.
Imagem de capa Mara Ramos / Facebook
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