Incrível
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18 Histórias sobre pessoas que fizeram o bem sem esperar nada em troca

Um ato sincero de bondade é capaz de marcar para sempre a vida de uma pessoa. O amor ao próximo, ainda que demonstrado por um gesto que pareça pequeno diante das mazelas do mundo, tem o poder transformador de melhorar o nosso humor depois de um dia difícil. São registros que trazem alento ao coração e renovam a esperança na humanidade.

Foi com esse sentimento no peito que os leitores do Incrível.club compartilharam histórias pessoais e emocionantes, que provam que o altruísmo continua vivo nas ações de muita gente por aí. É um relato mais especial que o outro. Acompanhe!

  • Eu tinha uma loja e, por ocasião do Natal, vendia árvores montadas, prontas para levar para casa.
    Um dia, entrou uma senhora idosa, bem simples, e ficou admirando as árvores. Conversamos, ela me contou onde morava, que tinha seis filhos e me disse que nunca havia tido uma árvore. Saiu logo em seguida e foi para o ponto de ônibus. Nesse momento, peguei uma e rapidamente coloquei numa dessas sacolas bem grandes. Pedi para minha funcionária correr e entregar para ela. Não conseguia entender como uma mãe com tantos filhos ainda sonhasse com algo tão pequeno perto de tudo que havia feito por eles. A sensação de realizar um sonho de alguém, por menor que seja, nunca terá preço. Anos depois, ela me disse: “Ainda tenho a árvore que você me deu!” E o coração fica em paz... © Eliani Téles de Ataide / Facebook
  • Meu filho, que hoje é um adulto lindo em todos os sentidos, foi uma criança que vez ou outra nos levava ao hospital com problemas de cansaço. Em uma dessas ocasiões, tivemos de ficar até bem tarde da noite com ele tomando medicamentos. Lembro que ele ficava me perguntando como iríamos para casa, se conseguiríamos ônibus àquela hora. E não tínhamos dinheiro para táxi. Pois bem, no momento em que pusemos os pés fora da clínica, um carro parou bem na frente. Um senhor de olhos bondosos nos disse que estava de saída e nos ofereceu uma carona. Fomos e, no caminho, nos contou que, quando o filho dele era pequeno, já tinha passado muito pelo aperto de sair de consultas e não ter como voltar para casa. E agora ele fazia isso, ajudava pais nas saídas dos hospitais. Fiquei não só grata, mas também maravilhada com sua atitude. Por mais pessoas assim no mundo! © Iolanda Paiva / Facebook
  • Uns cinco anos atrás, perdi meus documentos e fui com minha filha tirar a segunda via. Na saída, apareceu um senhorzinho com uma pasta na mão, perguntando se eu tinha 1,50 reais para completar a passagem de ônibus. Eu não tinha, mas dei 20,00 reais e disse que podia ficar com o troco. Ele respondeu: “Não, minha filha, não quero isso tudo”. Eu falei que era de coração. Então, ele encostou em uma parede próxima e começou a chorar. Disse que aquele dinheiro ia dar para pagar um lanche, porque não tinha comido nada. Sei que não era muito, mas, só de ver ele feliz, me fez um bem tão grande. E minha filha ficou emocionada com o jeito humilde dele. Nunca o esqueci. 🥺 © Maria Maria / Facebook
  • Quando me mudei para outra cidade, resolvemos ir à pizzaria com nossos filhos, um deles com 8 meses. Fomos a pé, pois não tínhamos carro. Após jantarmos, na hora de ir embora, caiu uma chuva torrencial. Armamos os guarda-chuvas, peguei o carrinho do bebê e minha esposa carregou meu filho mais novo. Quando íamos sair, o dono da pizzaria não deixou. Colocou o carrinho no porta-malas e nos levou até nossa residência. Inesquecível! Não tive oportunidade de voltar mais lá para agradecer, mas o que se planta, se colhe: ele abriu outra pizzaria maravilhosa, bem maior! © Hilton Barbosa / Facebook
  • Uma vez, entrei em uma loja de doces. Estava escolhendo um pedaço de bolo e entrou uma senhora muito simples e simpática, perguntando pela fatia. Ao ouvir o preço, agradeceu e disse que voltaria na semana seguinte, depois que recebesse o pagamento. Olhou para mim e falou: “Esse sabor é uma maravilha, né?” Em seguida, saiu. Não pude deixar aquela senhorinha ir embora com vontade do bolo. Pedi para a balconista embrulhar uma fatia para viagem e saí à sua procura. Estava anoitecendo e ela estava num ponto de ônibus, sentada, onde havia muitas pessoas. Para não a constranger, disse: “Olha, a senhora esqueceu seu bolo de ameixa com coco na loja”. Dei uma piscadinha e ela abriu um sorrisão lindo. 🤗 © Ivana Eloisa / Facebook
  • Um dia, estava em desespero pois meu esposo não recebia bem. O dinheiro era muito pouco. Estávamos passando por grandes necessidades. Quando ele saiu para trabalhar, me sentei no chão da cozinha e comecei a chorar, pedindo ajuda a Deus, pois não tinha nem arroz para fazer naquele dia. Não se passou nem um minuto e bateram no portão. Ainda com os olhos encharcados de lágrimas, abri. Era minha vizinha com uma cesta básica e frango. Até hoje não tenho como demonstrar gratidão pelo coração dela. Aquilo me fez tomar mais um fôlego. © Sarah Fantino / Facebook
  • O meu filho era operador de caixa em um atacadista. No final do expediente, passou um moço com pão, leite e mais algumas coisinhas. Na hora de pagar, ele procurou o dinheiro em sua mochila, disse que não estava encontrando e pediu para cancelar a compra. Meu filho se comoveu e pensou que talvez ele tivesse filhos pequenos em casa, que estaria voltando do trabalho e levaria comida para eles. Então, deixou o senhor passar com as compras e depois fechou o caixa. Assinou um vale, feliz pela boa ação, e não falou para ninguém por que faltou dinheiro no fechamento. © Rosi M. Penteado / Facebook
  • Estava na época mais fria do ano. Eu tinha acabado de dar uma aula e passei no banco. Estava toda empacotada, com a minha melhor e mais quente blusa. Quando cheguei no banco, vi uma moça em situação de rua, bem magrinha, sentada na escada, com muito frio. Entrei, fiz minhas coisas e, quando saí, ela pediu dinheiro para comer. Eu não tinha, mas vi que ela estava com frio. Tirei a minha blusa e dei para ela, que me agradeceu demais. Peguei minha bike e fui embora. Quase congelei, mas o coração estava fervendo de gratidão por poder ajudar alguém mais necessitado que eu. © Glediane Conti / Facebook
  • No meio de uma tempestade, sem carro, resolvi voltar para casa a pé. Passou um veículo em alta velocidade, jogando toda a água acumulada na estrada em cima de mim. Fiquei completamente encharcada. O guarda-chuva quebrou e ainda havia uns quilômetros para andar, lutando com o vento e a chuva, completamente desanimada. Foi quando um carro parou e um jovem insistiu para eu entrar, mesmo depois de eu dizer que ia molhar o assento. Pedi que me deixasse numa rua perto de casa, para não atrapalhar o seu caminho. Mas ele deu uma volta enorme e me deixou no portão. Agradeci imensamente, mas esqueci de perguntar o seu nome. Naquele dia tão cinzento, uma luz de esperança invadiu o meu coração. Ainda existem anjos neste mundo. © Vera Dias / Facebook
  • Há 46 anos, faltando quatro dias para o Natal, passei na porta de uma loja com minha filha e o homem vestido de Papai Noel que trabalha lá insistiu para ela escolher o presente que ele levaria. Para mim, era impossível comprar aquilo. Era um velotrol lindo, em forma de joaninha. Chegou o dia do Natal e eu não tinha o presente. O Papai Noel não o levou. Eu fiquei sem saber o que dizer para ela, não sabia como conseguiria o brinquedo. Acreditem: quando acordei no dia seguinte, a vizinha me chamou para me entregar um embrulho que um amigo havia deixado para minha filha. Era exatamente a joaninha que ela pediu. Até hoje, me emociono com isso. Nunca vou esquecer esse meu amigo. © Alayde Maria Dos Santos / Facebook
  • Uma vez, atendi uma senhora que estava renovando sua habilitação. Ela estava acompanhada do filho, que tinha síndrome de Down, e esqueceu a bolsinha com dinheiro em cima da minha mesa. Guardei e falei com meu supervisor, que queria colocá-la no “Achados e perdidos”. Mas, como vi que tinha dinheiro, preferi eu mesma guardar e fiquei a manhã inteira ligando para o celular que estava no cadastro. Quando foi na parte da tarde, ela retornou. Imediatamente, a reconheci e entreguei a carteira. Ela me agradeceu muito porque aquele era o dinheiro dos remédios do filho. Fiquei muito feliz em ter cumprido com a minha obrigação como humana. ❤️ © Karine Coelho / Facebook
  • Eu moro fora do Brasil e precisei fazer uma cirurgia. Na época, os meus dois filhos eram pequenos (2 e 4 anos). Tenho uma amiga que também tinha dois filhos com a mesma idade. Ela ficava me perguntando quando ia ser a minha operação e eu pensava que era apenas por curiosidade. Quando marquei o procedimento, a avisei. Ela tirou folga por três dias e cuidou dos meus filhos, com a mãe dela. Pouco depois, passei muito mal. Ela veio na minha casa e passamos a noite na emergência. Obrigada, amiga, nunca vou esquecer do quanto sempre me ajudou. © Nara De Franca / Facebook
  • Em 2017, fui com meu marido ao supermercado. Na esquina, me deparei com uma mulher jovem, venezuelana e sua bebê no colo, pedindo ajuda, sentada na calçada. Ao me aproximar, abaixei e falei, em espanhol: “Cuál es el nombre de la wawita?” (“Qual é o nome da bebê?”) Essa última palavra é quéchua e ela conhecia bem. Depois de conversar um pouco, fui ao supermercado, comprei biscoitos, leite, pão, fralda, lenços umedecidos, hidratante para neném, iogurte e entreguei para ela, dizendo: “Não me agradeça, somos todos latino-americanos, irmãos e imigrantes na Mãe Terra”. © CF Gaby / Facebook

E você, já sentiu na pele como é receber o afeto inesperado de alguém? Ou marcou a vida de uma pessoa com um gesto de generosidade? Compartilhe a sua história nos comentários. Vamos adorar conhecê-la!

Imagem de capa Maria Maria / Facebook
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