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15+ Fatos sobre o Egito Antigo que te surpreenderão tanto quanto neve no deserto

Quando falamos sobre os tempos antigos, na nossa mente pode surgir imagens de pessoas sem instrução, que trabalham na colheita, e que acreditam em espíritos malignos e em maldições. Mas esses são simplesmente estereótipos que se enraizaram em nossas cabeças. A vida dos egípcios era tão intensa que surpreenderia até mesmo quem vive na agitação dos dias de hoje.

Nós, do Incrível.club, vasculhamos as enciclopédias para encontrar fatos interessantes sobre os egípcios antigos que você não encontrará nos livros escolares.

  • Pode parecer que o Egito Antigo é um período histórico curto, pois são dadas poucas aulas sobre o assunto nas escolas. Mas isso está longe de ser verdade. O período pré-histórico do Egito remonta a 9.000 a.C. As primeiras pirâmides começaram a ser construídas quando os mamutes ainda andavam pela Terra, e o fim chegou apenas no século VII, pouco antes do aparecimento dos vikings.
  • Não havia faraós no Egito Antigo. A primeira menção do título “faraó” nas obras sacerdotais é datada de 17 d.C., mas a palavra “faraó” era mais usada na Bíblia e foi traduzida como “palácio”. O governante era chamado de rei ou de ’’senhor de duas terras’’. E os títulos de Antef I (criador da 11ª dinastia) eram “Príncipe herdeiro’’, ’’O grande monarca de Tebas’’, e o maior era ’’Hórus, aquele que agrada as duas terras”.
  • O recorde de maior tempo no poder é de Pepi II. Dificilmente alguém conseguirá batê-lo. Alguns pesquisadores afirmam que o governo dele durou 94 anos. Ele ascendeu ao trono aos 6 anos de idade e morreu pouco antes de completar 100 anos.
  • O poder dos governantes era transmitido de pai para filho. Mas, se não houvesse herdeiros homens, uma mulher se tornava a governante. Uma das primeiras a ascender ao trono foi Hatexepsute. Ela tinha de usar coroa, cetro, mangual, cajado e barba falsa, igual aos homens. Portanto, Hatexepsute é mais frequentemente retratada com barba.
  • Ao contrário da crença popular, os servos, a esposa e a tropa do exército não eram enterrados com o governante falecido. Os funerais eram muito caros, e os servos eram muito mais úteis vivos do que mumificados.
  • A tumba deveria ser como uma casa para o rei. Para uma vida após a morte confortável, colocava-se tudo o que era tido como necessário no túmulo. Durante escavações, os arqueólogos encontraram barcos, tronos de ouro, joias, perfumes e cosméticos dentro das pirâmides. No outro mundo, era necessário comer e beber alguma coisa, então o falecido recebia bebidas e frutas. E, claro, todo governante que se prezasse tinha de ter um banheiro na tumba.
  • Os egípcios antigos foram uns dos primeiros a domesticar animais. Eles domesticaram a cabra há 9.000 anos; a vaca há 8.000 anos; o burro em 5000 a.C.; e o ganso em 3000 a.C. Mas os gatos, tão amados pelos egípcios, começaram a viver ao lado do ser humano em Chipre, e só depois se estabeleceram com agricultores em todo o Oriente Médio.
  • Em dias de casamento, eles não faziam grandes comemorações nem iam ao templo, simplesmente trocavam presentes. A maioria dos jovens se mudava para a casa dos pais da noiva. Criar uma família era economicamente benéfico, pois o casamento ajudava em promoções no serviço ou a adquirir patrimônio.
  • Os egípcios antigos foram os primeiros a usar alianças no dedo anelar. As alianças eram feitas de cana e couro trançados e simbolizavam a vida eterna e o amor.
  • Os contratos de casamento também surgiram no Egito Antigo. Eles eram corroborados pelos vice-reis locais do faraó. De acordo com o contrato, o marido era obrigado a sustentar a esposa e, em caso de divórcio, devolver o dote.
  • A julgar pelos filmes de Hollywood, os egípcios pareciam se cobrir apenas com panos brancos. Mas as escavações arqueológicas revelaram uma história diferente. Os tecidos não eram frequentemente tingidos, e permaneciam na cor natural. Os que eram tingidos, tinham uma coloração azul e verde. Os homens usavam uma shenti (tanga), e só a partir de 1420 a.C. surgiram as túnicas. O traje feminino consistia em um vestido e um xale de linho que era folgado e escondia todas as curvas do corpo. O marido não podia ditar à esposa como se vestir.
  • A medicina egípcia deixaria muitas clínicas modernas no chinelo. Cada médico tinha uma especialidade e um bom conhecimento de anatomia, afinal, eles mumificavam corpos. Os médicos removiam tumores, faziam cirurgia de ponte de safena e transplantavam órgãos. As próteses eram bem desenvolvidas. Os artesãos faziam olhos, dedos, dentes e membros artificiais. Os egípcios inventaram os antibióticos muito antes de Alexander Fleming. Compressas de mel eram usadas para curar e desinfetar feridas.
  • A polícia também foi uma criação dos egípcios, e surgiu durante o Império Médio (aproximadamente 2050 a.C. a 1800 a.C.). Era formada por guerreiros e mercenários estrangeiros que garantiam a ordem na cidade, lutavam contra fraudes, procuravam criminosos, faziam com que os vendedores nas feiras não enganassem os compradores e guardavam palácios e caravanas. Os policiais eram acompanhados por cães e macacos.
  • Nas horas livres, os egípcios divertiam-se com jogos de tabuleiro. O mais famoso era o Senet, o ancestral do xadrez moderno. O jogo surgiu no período pré-dinástico (cerca de 3500 a.C.). Segundo a lenda, ele foi criado pelo deus do conhecimento, Tote, para salvar a deusa Nut da maldição de Rá. Senet é uma imitação da vida após a morte. As regras exatas são desconhecidas, pois elas mudavam com o tempo, mas o objetivo do jogo é remover todas as suas fichas do campo antes do oponente.
  • Nos filmes sobre múmias ressuscitadas, sempre falam de uma antiga língua egípcia. Mas ela não existia. Claro, os egípcios conversavam, correspondiam-se, escreviam livros, testamentos e faziam contratos. Mas, ao longo dos 40 séculos de existência do Egito Antigo, a linguagem e a escrita mudaram. Além da língua principal, havia vários dialetos. Os egiptólogos distinguem as línguas egípcia em média, nova e tardia, bem como a linguagem altamente especializada dos textos das pirâmides.
  • Os vitorianos gostavam muito de egiptologia. Eles faziam festas nas quais retiravam pedaços de pano das múmias ou as alugavam para decorar o salão.
  • Os arqueólogos modernos não precisam abrir os sarcófagos, desembrulhar as múmias e desmontá-las peça por peça. A pesquisa é realizada por tomógrafo. Com sua ajuda, pode ser descoberto a idade, o gênero, o status social, quais doenças a pessoa teve durante sua vida, o que comeu e muito mais.

Você iria ao Egito Antigo se pudesse viajar no tempo? Que fato achou mais interessante?

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