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20 Expressões brasileiras ilustradas para você sair por aí falando pelos cotovelos

O objetivo principal da linguagem é a comunicação, mas é a forma como a usamos que pode dar intensidade, beleza, humor, poesia e brilho ao que queremos dizer. Quer “uma mãozinha” para entender? Confira este post que é uma “mão na roda”!

Incrível.club ilustrou as expressões idiomáticas mais comuns da Língua Portuguesa e explicou cada uma delas, venha ver!

Dar uma mão

Às vezes, duas mãos podem ser pouco. O significado dessa expressão mostra bem isso. Quando pedimos ou oferecemos uma mão, estamos nos prontificando a auxiliar a outra pessoa, somando nossa mão às dela.

  • Ajudar, auxiliar.
  • Exemplo: “Nunca esqueci de quem, quando eu estava precisando, me deu uma mãozinha”.

Quebrar um galho

Pelo dinamismo presente no idioma, torna-se difícil ter certeza da origem de algumas expressões. Para a expressão “quebrar um galho” é perfeitamente possível pensarmos sobre galhos que obstruem um caminho, por exemplo, e quebrá-los facilitaria avançar por uma estrada. Mas, não é exatamente isso que a história nos diz. Uma das possíveis origens dessa expressão, indica que o “galho” é um rio que compõe uma bacia hidrográfica, e “quebrar o galho” seria como criar um atalho para chegar ao rio principal. A outra, em referência às religiões de matriz africana, traz a figura do Exu Quebra-Galho, que seria o responsável por separar e unir casais.

  • Ajudar, fazer um favor, improvisar para resolver uma situação.
  • Exemplo: “Como nossa televisão está no conserto, usaremos a da vovó para quebrar um galho”.

Ser uma mão na roda

Da expressão, acredita-se que, antigamente, como os meios de transporte contavam com tração animal e as estradas não possuíam pavimentação, quando atolavam, nada melhor do que uma “mão na roda” para resolver o problema.

  • Ajuda importante, de muita utilidade.
  • Exemplo: “O aplicativo é uma mão na roda para quem precisa estudar em casa”.

Tirar água do joelho

Essa é uma expressão com uma origem incerta, e a gente entende, desde que o mundo é mundo, que as pessoas têm necessidades fisiológicas. Mas há algumas explicações, a primeira afirma que se trata apenas de um eufemismo, uma expressão para amenizar o ato de urinar. Outra, que vem do fim do século XIX, refere-se à criação de mictórios no Rio de Janeiro, que, dependendo da perspectiva, davam a impressão de que a pessoa estava “tirando água do joelho”, e vamos combinar, se pensarmos na expressão literalmente, é bem engraçado.

  • Urinar.
  • Exemplo: “Pode me esperar um pouquinho? Vou ali tirar água do joelho e já vamos”.

Meter o pé na jaca

Agora uma informação bombástica. Você sabia que a expressão original não é “meter o pé na jaca” e sim “meter o pé no jacá”? Acredite: nós não! A expressão faz referência a um tempo em que bares tinham, na entrada, cestos de cipó trançados, os jacás, com frutas e verduras expostos na entrada. Quando a pessoa cometia exageros que envolviam a bebida, dizia-se que metiam o pé no jacá. Por uma questão de sonoridade, e a quase inexistência do dito cesto nos tempos atuais, “meter o pé na jaca” caiu nas graças dos falantes do português. Informalmente, existe até o verbo jacar.

  • Cometer um excesso, um exagero.
  • Exemplo: “Segunda-feira eu volto para a dieta, sábado meti o pé na jaca”.

Descascar um abacaxi

A origem da expressão provavelmente deve-se à aparência do abacaxi, que é seco e com espinhos, e ao fato de que era relativamente difícil de descascá-lo sem se espetar ou machucar as mãos na sua coroa.

  • Resolver um problema difícil.
  • Exemplo: “Só poderei descansar depois de descascar o abacaxi que é o balancete desta empresa”.

Resolver um pepino

As línguas têm mecanismos particulares que dão as tonalidades do seu uso conforme nossos conhecimentos. Para os falantes do português, “problema” é uma palavra muito ampla e, a tentativa nesse caso, é de ilustrar visualmente uma palavra genérica. Para isso, usamos “resolver um pepino”.

  • Resolver um problema.
  • Exemplo: “Acho que em meia hora mexendo no computador consigo resolver esse pepino”.

Curiosidade: usamos pepino e abacaxi como referência a problemas, porque, no passado, abacaxi era difícil de descascar e o pepino, difícil de digerir.

Engolir sapo

É provável que a expressão “engolir sapo” seja bem antiga, e historiadores acreditam que ela tenha surgido a partir dos textos do Antigo Testamento da Bíblia, que falam das Pragas do Egito e da infestação, na época do profeta Moisés, por rãs e outros batráquios (anfíbios). Diz-se que eram tantos que até comer ou abrir a boca era difícil sem “engolir sapos”. Outra explicação possível é a que fala dos sapos como essenciais na bruxaria, fazendo uma alusão a forças ocultas. De qualquer jeito, parece bem gosmento e desagradável.

  • Ouvir coisas de que se discorda sem revidar.
  • Exemplo: “...nem tô aqui pra engolir sapo não, eu quero solução”.

Pisar na bola

Pisar na bola tem origem incerta e, aparentemente, não é bíblica ou mitológica. Ao que tudo indica, tem a ver exatamente com a atividade de estar correndo, ou caminhando, se deparar com a bola, tropeçar ou talvez cair e, sendo assim, decepcionar, ou não fazer o combinado.

  • Errar, decepcionar alguém.
  • Exemplo: “Eu andei errado, eu pisei na bola, troquei quem mais amava por uma ilusão”.

Chá de cadeira

A origem da expressão “chá de cadeira” data da época da independência do Brasil. Foi um dos grandes e nada sutis diferenciais e distanciamentos inseridos entre os fidalgos e seus súditos. Falar com o Senhor Fulano, ou Senhor Beltrano, por mais que não houvesse nenhum contratempo, era uma missão que poderia levar horas na sala de espera. Nesse momento, servia-se chá para passar o tempo, que começou a ser chamado de chá de cadeira.

  • Esperar alguma coisa por um longo tempo.
  • Exemplo: “Você tomando o seu chá de cadeira, se lembrando da besteira que fez antes de São João”.

Tirar o cavalinho da chuva

A origem dessa expressão é de antes do século XIX, quando o meio de transporte mais comum ainda era o cavalo. Nessa época, quando a pessoa chegava à casa de outra, já era possível saber se a intenção era fazer uma visita rápida, ou se a conversa se estenderia um pouco mais. Se o visitante estivesse pensando em sair logo, deixaria o cavalo na frente da casa. Caso fosse demorar, colocaria o animal em um lugar abrigado do sol ou da chuva. O que poderia acontecer era de o anfitrião apreciar a visita e não querer que o visitante o deixasse tão cedo, assim sugerindo que ele “tirasse o cavalinho da chuva”, pois demoraria mais. A expressão se popularizou e hoje é utilizada amplamente.

Chutar o balde

A expressão chutar o balde tem duas origens estudadas e possíveis, uma delas refere-se ao enforcamento, quando os carrascos chutavam o balde ou outro objeto a fim de “tirar o chão” do condenado e deixá-lo suspenso. A outra, é sobre o descontentamento das vacas no momento da ordenha, quando elas chutavam o balde.

  • Desistir de algo, nesse caso, movido pela raiva.
  • Exemplo: “De hoje não passa, vou chutar o balde e pedir demissão!”

Falar pelos cotovelos

A origem, talvez, nos remeta à imagem acima. Geralmente uma pessoa que costuma falar bastante e com desenvoltura, também gesticula de forma ampla, dando a impressão de que além de falar com a boca, e se expressando com as mãos, também fala pelos cotovelos (que para piorar são dois!).

  • Falar muito.
  • Exemplo: “Chego a ficar tonta com a minha mãe, a velha fala pelos cotovelos!”

Estar com a faca e o queijo na mão

Ter ou estar com a faca e o queijo na mão significa ter consigo todas as ferramentas e os elementos necessários para resolver uma situação. O que fica faltando, nesse caso, é uma atitude do indivíduo com relação a isso.

  • Ter o poder de decidir ou resolver uma situação.
  • Exemplo: “Não ganhou dinheiro porque não quis, pois estava com a faca e o queijo na mão”.

Bater as botas

A possível origem da expressão “bater as botas” pode ser uma referência à guerra do Paraguai, quando, ao serem atingidos, os combatentes caíam, batendo com uma bota na outra. Ou também pode indicar a falta de intimidade com as roupas e os armamentos que pode ter ocorrido durante a invasão dos holandeses ao Brasil, fato que colocava os lutadores locais em uma posição vulnerável, visto que “batiam as botas” e se tornavam alvos fáceis para serem abatidos.

  • Morrer.
  • Exemplo: “Padre, o cardeal bateu as botas”.

Mala sem alça

Não existem estudos capazes de assegurar a origem da expressão “mala sem alça”, porém, é possível inferir que se trata exatamente da metáfora de uma mala, justamente, sem alça. Quando tem a alça, pode ser fácil de carregar, prática, que torna a vida da pessoa mais fácil. Imagine-se na seguinte situação: aeroporto cheio ou rodoviária lotada e você com uma mala imensa, pesada, cheia de coisas que precisa levar, mas não tem... alça. Isso torna a tarefa difícil, parece que aumenta o peso e causa um incômodo. A mesma coisa acontece com uma pessoa que é mala sem alça. A expressão já ganhou variações e graduações, a pessoa pode ser só “mala” ou “mala sem alça e sem rodinha”.

  • Ser chato, cansativo.
  • Exemplo: “Não posso aguentar a minha vizinha, ela é uma mala sem alça”.

Procurar pelo em ovo

Você não vai acreditar, mas procurar pelo em ovo é praticamente a mesma coisa que procurar chifre em cabeça de cavalo. Também se trata de uma metáfora para justificar ou melhor, explicar, a situação de procurar coisas que não existem, que são sem cabimento.

  • Procurar coisas que não existem.
  • Exemplo: “Repetir o ultrassom pela terceira vez já é procurar pelo em ovo!”

Pisar em ovos

Mais uma expressão com sentido figurado e autoexplicativa. Os ovos são conhecidos pela sua casca frágil. Agora vamos imaginar caminhar sobre eles, pisar em suas cascas. O trabalho será enorme, porque será necessária muita calma e cautela, muita manha.

  • Agir cuidadosamente, com muita cautela.
  • Exemplo: “Minha irmã é tão desconfiada, com ela tenho de estar sempre pisando em ovos, nunca sei o que dizer”.

Encher linguiça

Alguns estudiosos afirmam que a expressão “encher linguiça” tenha origem na época em que apenas as pessoas mais abastadas tinham condições de comer carne fresca e, sendo assim, colocavam a gordura e tudo aquilo que era rejeitado para servir de recheio para tripas de porcos, ou para “encher linguiça”. A expressão serve para definir as pessoas que embromam, seja em textos ou conversas, colocando palavras ou assuntos sem importância para ganhar tempo ou espaço na folha.

  • Enrolar, embromar, preencher um vazio com coisas insignificantes, vagas.
  • Exemplo: “Nas 35 linhas da redação, apenas 20 eram de assuntos relevantes, o resto era só para encher linguiça”.

Chorar sobre o leite derramado

Diz-se que essa expressão tem origem na fábula A Camponesa e o Balde de Leite, que conta a história de uma camponesa que está indo à cidade levando sobre a cabeça um balde de leite para vender e, no caminho, ela vai pensando no que fará com o dinheiro da venda do leite. Mas, como está desatenta, acaba tropeçando e caindo, derramando o leite e chorando sobre o líquido derramado.

Moral da história: não contar com algo que ainda não se tem, caso contrário, não adianta chorar pelo leite derramado.

  • Lamentar-se ou reclamar por algo ruim que já aconteceu.
  • Exemplo: “Avisei que era para ter cuidado ao estacionar, você fez pouco caso, agora não adianta chorar pelo leite derramado”.

Você conhecia todas essas expressões? Tem mais alguma para incluir na nossa lista? Conte para a gente nos comentários!

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