14 Histórias sobre a vida e o cotidiano dos profissionais que trabalham com crianças

Para trabalhar com crianças, certamente é necessário ter um coração gigante, uma paciência sem limites e nervos de aço. E às vezes nem isso é o suficiente, afinal, os pequenos são imprevisíveis e podem aprontar de tudo, isso quando não falam coisas as quais não estávamos preparados para ouvir. No entanto, felizmente existem pessoas — e não são poucas — que sabem como lidar com as crianças, e fazem isso com muito amor.

Nós, do Incrível.club, temos imensa admiração pelos professores, médicos, educadores e por todos que se dedicam a trabalhar com crianças. E em homenagem a eles, o nosso artigo de hoje é uma seleção de relatos sobre a difícil, porém inesquecível vida cotidiana dessas pessoas. Confira!

  • Meu filho encontrou sua antiga pediatra recentemente. Eles não se viam desde que ele tinha 12 anos, ou seja, já tinha se passado 25 anos desde o último encontro. A médica o chamou pelo nome e sobrenome. Quando meu filho perguntou: “Como você me reconheceu? Eu era criança, e agora sou um adulto com barba!”, ela respondeu: “Os olhos não mudam nada”. © cyjdfz / Pikabu
  • Na escola em que trabalho, os professores saem pela manhã para recepcionar os estudantes diretamente na entrada do prédio. Quando tenho oportunidade, eu sempre me junto a eles. Acho que essa é uma ótima maneira de começar o dia. © pipcleaves / Twitter
  • Moro no mesmo bairro há 37 anos. Não muito tempo atrás, estava no ônibus quando entrou uma enfermeira que trabalhava na clínica pediátrica local. Ela tinha se aposentado há pouco tempo. Essa senhora já cuidou tanto de mim como do meu irmão, e depois nós dois ainda levamos nossas filhas para se consultar nessa mesma clínica. Ela entrou, me cumprimentou e seguiu pelo corredor. Quase metade do ônibus a cumprimentou. Meu coração ficou quentinho. © TheFrostMsk / Pikabu
  • Na minha escola, a professora de geografia escrevia pequenos contos sobre os biomas terrestres e as zonas climáticas, solo e lagos, e assim por diante. As histórias tinham dois protagonistas: o garoto Valik e sua irmã Vania. A professora tentava contar tudo que os personagens viam em forma de aventura e, claro, incluir o máximo de informações importantes tiradas dos parágrafos do livro didático. Todo mundo lia com prazer e chegava preparado para a aula. Periodicamente, ela também passava uma tarefa: escrever contos nós mesmos, e não tinha quem tentasse se esquivar de fazer. Anos depois, me lembro com carinho de Natalia Ivanovna e sou muito grata a ela pela sua metodologia de ensino. Ficaria muito feliz se todos pudessem ter acesso a uma coletânea desses contos. © VK / Palata № 6
  • Quando eu era criança, meus pais tinham o costume de falar: “Desculpe pelo meu francês”, depois de dizer algo severo. Nunca vou me esquecer do dia em que a professora perguntou na escola se alguém da nossa classe sabia francês... © DocAtCDI / Twitter
  • Antigamente, encontrava minha pediatra com frequência na rua. O bairro é antigo e a clínica local ficava três prédios depois do meu.
    — Olá, Irina Borisovna!
    — Oi, um quilo e oitocentos!
    Esse era o meu peso quando nasci. A última vez que me consultei com ela foi há 14 anos! © Leene / Pikabu
  • Meu professor de História do Ensino Médio. Um dia, estávamos estudando o imperialismo britânico. Ele parou, pegou uma pedra do seu bolso e disse que o imperialismo era como uma rocha. Então, bateu com ela sobre a mesa na frente de toda a classe e saiu da sala apressado. Ficamos todos sentados em choque por cerca de dois minutos antes dele voltar com um sorriso no rosto. Ele era um cara legal, um dos meus professores preferidos, mas um tanto estranho. © TerribleBison3 / Reddit
  • Todo mundo: “Por que você escolheu estudar pedagogia e ser professora do Ensino Fundamental? As crianças vão fazer você chorar com suas malcriações!”
    As crianças: os pequenos definitivamente me fazem chorar, mas porque quase todos eles correm para me abraçar assim que entro na sala. E um garotinho ainda me chamou para ir a sua festa de aniversário. © anima_tua / Twitter
  • Quando tinha 5 anos de idade, eu pensava que a minha professora era a melhor do mundo e a convidei para ir a minha festa de aniversário. Ela veio e ainda me deu um presente. Olhando para trás, isso foi muito legal da parte dela. Ela era como a professora Honey do filme Matilda, só que da vida real. © Unknown author / Reddit
  • Trabalho como professor em uma escola de música. Toda vez que vejo uma pessoa vindo na minha direção os meus órgãos internos se contraem, começo a suar e o coração começa a querer sair pela boca. E tudo isso por causa de uma mulher inacreditavelmente escandalosa que era mãe de uma aluna. Ela brigou com todos os professores da nossa instituição e destruiu os nervos de todo mundo, com exceção de mim. Surpreendentemente, nunca fez confusão comigo. Até que pensei ter chegado o dia. Depois da aula, quando as crianças estavam saindo da sala, ela começou a se aproximar lentamente de mim. Passo a passo, cada vez mais perto, e o meu coração já queria saltar pela janela e fugir para o lugar mais longe possível. Então, ela chegou na minha frente, olhou diretamente nos meus olhos e disse: “Arthur Leonidovich, você está livre hoje às 18h? Gostaria de dar um passeio e tomar um café juntos?” © VK / Palata № 6
  • Me lembro que uma vez, durante a aula, a coordenadora entrou na sala, gritou o meu nome e pediu para que eu arrumasse minhas coisas e a acompanhasse. Saí e fiquei com muito medo. Eu era um aluno exemplar, não conseguia entender o que poderia estar acontecendo. Quando cheguei na coordenação, descobri que ela apenas queria me parabenizar pelo meu aniversário e me dar uma caixa de chocolates, e ainda se desculpou por ter me assustado. É assim que alguns professores desejam feliz aniversário! © VK / Palata № 6
  • Sou professor do Ensino Fundamental. Era dia 1º de setembro, minha primeira aula e eu estava com muito medo. Do nada um garoto se aproximou, me deu um buquê de flores e disse: “Feliz aniversário!” E o medo desapareceu por si só! © VK / Palata № 6
  • Trabalho como professor do Ensino Fundamental em uma escola. Uma vez, pedi como tarefa de casa para que os alunos preparassem um texto sobre um representante da classe dos répteis. Uma criança escreveu sobre o elefante. Eu disse a ela que esse animal era um mamífero, e que a tarefa era sobre os répteis. Então, pedi para que refizesse o dever de casa.
    Mais tarde, a mãe da criança me escreveu uma mensagem: “Você tinha passado uma tarefa sobre os répteis. Era para ter feito sobre um específico ou sobre os tipos? Existem vários deles. Marsupiais, ovíparos. Nós fizemos sobre o elefante, mas você disse para meu filho que estava errado. Por quê?”
    E lá vou eu explicar o assunto do segundo ano para a mulher: que animais são considerados répteis e quais são mamíferos. A informação foi um choque para ela! © VK / Palata № 6
  • Eu tive uma professora no terceiro ano do Ensino Fundamental que era muito boa comigo. Ela sabia que a situação na minha casa na época não estava das melhores e ficava comigo na escola se eu não quisesse voltar para casa. Me deixava visitá-la e jogar videogame com o filho dela. Às vezes me dava jantar quando eu não tinha dinheiro suficiente para o almoço. Quando os pais dos outros alunos vinham buscá-los e eu ficava lá sentado, ela se aproximava, levantava o braço e dizia com um sorriso no rosto: “Que tal uns palitinhos de peixe empanado?” Ela foi a única estabilidade na minha infância. © PresentPolicy / Reddit

Qual a sua lembrança mais vívida dos seus antigos professores ou médicos da infância? Compartilhe seus relatos com a gente na seção de comentários.

Imagem de capa cyjdfz / Pikabu
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