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8 Tratamentos médicos estranhos que ficaram no passado

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No passado, quando as pessoas adoeciam, muitas culturas já dominavam conhecimentos sobre tratamentos eficazes, chegando inclusive a inspirar técnicas usadas até hoje. Por outro lado, em diversos casos, as recomendações médicas eram, para dizer o mínimo, estranhas.

O Incrível.club pesquisou sobre alguns tratamentos do passado e resolveu compartilhar com você esses dados tão curiosos.

8. Dor de dentes era tratada com uma mistura de gordura de cabra

Já na antiguidade, algumas sociedades sabiam fazer restaurações e próteses dentárias. Um dente humano foi encontrado no norte da Itália com sinas de ter sido submetido a tratamento. O dono do dente viveu há cerca de 14 mil anos.

Mas algumas técnicas antigas surpreendem. Por exemplo, Avicena afirmava que, para tratar cáries, era preciso queimar uma mistura feita de gordura de cabra, meimendro e cebola em volta do paciente. Plínio, o Velho, acreditava que a única forma de acabar com uma dor de dentes era capturando um sapo à meia-noite e cuspindo em sua boca, pronunciando palavras "curativas".

7. Mães davam à luz sentadas ou de cócoras

Antigamente, durante o parto, a mulher não era colocada numa posição horizontal como acontece muito hoje em dia, e sim dava à luz de cócoras ou em pé.

Na Índia Antiga, já se sabia como virar o feto caso o bebê estivesse numa posição incorreta para o parto. Já em tribos africanas, os "médicos" conseguiam fazer cesáreas usando ferramentas primitivas.

Durante a Idade Média, a obstetrícia, por influência da Igreja quase não se desenvolveu . Conhecimentos antigos foram esquecidos, e os números de mortes de mães e bebês durante o parto aumentaram.

6. Olíbano e extrato de mandrágora eram usados como anestésicos

Nossos antepassados, com o passar do tempo, atingiram grandes resultados no mundo das cirurgias. Mas o que será que eles usavam para anestesiar os pacientes? Há milhares de anos, na Mesopotâmia, os "médicos" recorriam ao álcool e ao ópio.

Já no Egito Antigo, a anestesia era feita a partir do extrato de frutos da mandrágora. Na Índia e na China, esse objetivo era atingido com o uso do olíbano, cannabis e acônito. Hoje, não se sabe até que ponto a técnica era eficiente, mas a verdade é que era amplamente utilizada.

5. Água benta e exercícios físicos para tratar de doenças crônicas

Nos tempos de Hipócrates (460-370 a.C.), acreditava-se que a epilepsia representava uma vontade de Deus. Mas o "pai da medicina" afirmava que esta doença era provocada pelo vento, frio e pelo sol. Na Idade Média, o comum era pensar que pessoas epiléticas estavam possuídas pelo demônio, sendo tratadas com orações e água benta.

Os "doutores" da antiguidade, até a Idade Média, prescreviam exercícios físicos e ervas curativas para tratar o diabetes. Obviamente, os pacientes costumavam morrer, depois de passarem algum tempo sem demonstrar sinais de melhoras.

Na época, doenças de pele como psoríase eram incuráveis. Ainda na Idade Média, as pessoas portadoras desse problema tinham de usar um sino para avisar aos demais que estavam se aproximando.

4. Quase todas as doenças eram tratadas com sangrias

Durante séculos, quase todas as doenças eram tratadas com a prática da sangria. Esse método era muito popular na Índia e em países árabes. As primeiras menções à técnica foram feitas na Grécia Antiga e também no Egito.

A crença era de que o sangue continha o "líquido maligno", que devia ser liberado para a cura do paciente. Na época medieval, a prática era executada pelos barbeiros. O tratamento foi muito aplicado até o século 19. Até George Washington se submeteu a uma sangria numa tentativa de curar a pneumonia que acabou sendo a causa de sua morte.

3. Remédios à base de veneno de cobras e de ervas tóxicas

Quando os antibióticos ainda não tinham sido inventados, as pessoas lutavam contra as infecções com a ajuda de remédios à base de venenos presentes em certas ervas e nas toxinas das cobras. Pesquisadores atuais chegaram à conclusão de que estas substâncias possuíam desintegrina e proteínas que eliminavam bactérias ou tinham efeitos bactericidas.

No Antigo Egito, cannabis, ópio e meimendro eram muito usados. Já os "médicos" medievais acrescentaram serpentes e escorpiões dissecados às suas fórmulas.

2. A trepanação do crânio era utilizada

Há muito tempo, casos de enxaqueca, epilepsia e outros transtornos psíquicos eram tratados com uma medida drástica: os pacientes tinham o crânio perfurado.

A trepanação é a intervenção cirúrgica mais antiga. Provas de sua realização foram encontrados pela primeira vez em restos humanos da época neolítica. Esse método foi muito popular nas civilizações da América pré-hispânica, assim como no Renascimento.

1. Enema com fumaça de tabaco era muito popular

Problemas com digestão, sonolência, cólicas estomacais e parasitoses eram tratados com enema de fumaça de tabaco. Esse método foi herdado de nativos da América do Norte. Contudo, já no século 19, quando foi descoberto que o tabaco continha nicotina, os enemas de fumaça foram deixados de lado.

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