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Como era a aparência real de 10 heroínas de romances que marcaram nossa juventude

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As histórias sobre mulheres com um destino difícil sempre são excepcionais e despertam nos leitores um interesse genuíno e uma empatia sincera. Muitos adoram ler livros em que uma personagem forte não tem medo de ir contra as regras, circunstâncias ou seus próprios sentimentos. E se imaginarmos que algumas personagens não foram criadas por escritores, mas ganharam vida graças aos seus protótipos da vida real?

Nós, do Incrível.club, analisamos alguns livros e encontramos mulheres cujas vidas serviram de base para as páginas de grandes obras literárias. Veja como eram nossas heroínas favoritas na vida real.

Margarida de Valois (A Rainha Margot, Alexandre Dumas)

O casamento da princesa francesa Margarida de Valois, irmã do rei Carlos IX, com o huguenote Henrique de Navarra, foi arranjado por motivos políticos. Teve como objetivo reconciliar católicos e protestantes. No entanto, casos amorosos, intrigas palacianas e conspirações sangrentas fizeram com que esse plano fosse alterado.

O difícil destino da Rainha Margot foi retratado por Alexandre Dumas e, posteriormente, ganhou vida nas telas. Isabelle Adjani foi uma das atrizes que interpretou a figura histórica com maestria.

Joan Madou (O Arco do Triunfo, Erich Maria Remarque)

Marlene Dietrich foi o protótipo da bela e rebelde cantora Joan Madou de O Arco do Triunfo, escrito por Remarque. O autor estava apaixonado por Dietrich. Seu romance vívido e dramático serviu de base para a relação amorosa entre o cirurgião alemão Ravik e a cantora Joan. A aparência da protagonista lembra muito a de Marlene.

Hürrem Haseki Sultan (Roxelana, Pavel Zagrebelny)

Hürrem Haseki Sultan (também conhecida como Roxelana) era a concubina favorita do sultão otomano Solimão, o Magnífico, que se tornou sua esposa oficial. Segundo uma lenda, Roxelana era uma mulher de origem eslava, e seu nome verdadeiro era Aleksandra Gavrilovna Lisowska. Os contemporâneos alegavam que Roxelana recorreu aos feitiços de amor para conquistar o coração de Solimão. Talvez seja por isso que a historiografia europeia atribua a Roxelana a imagem de uma mulher astuta e sedenta de poder.

Roberta Alden (Uma Tragédia Americana, Theodore Dreiser)

Grace Brown foi uma jovem americana assassinada por seu namorado no lago Big Moose, depois que ele descobriu sua gravidez. O julgamento do suspeito recebeu ampla cobertura da imprensa. Em 1925, Theodore Dreiser escreveu um romance inspirado no fatídico acontecimento e deu à sua personagem o nome de Roberta Alden. Algumas décadas depois, foi lançada uma adaptação cinematográfica do livro.

Wu Zetian (A Imperatriz, Shan Sa)

Em seu romance, Shan Sa revela alguns segredos palacianos do Oriente. Wu Zetian foi a única mulher a reinar por 40 anos. Os contemporâneos de Wu Zetian, que percorreu um caminho árduo de concubina à imperatriz, não chegaram a uma opinião unânime sobre sua postura. Alguns a consideravam cruel e pecadora; outros, sábia e justa.

Emma Bovary (Madame Bovary, Gustave Flaubert)

A personagem Emma Bovary foi inspirada em Delphine Delamar (Couturier), uma jovem que não conseguiu viver a entediante vida burguesa ao lado de seu marido. Flaubert estudou cuidadosamente sua história e descreveu a imagem da heroína nos mínimos detalhes, às vezes trabalhando os mesmos trechos durante semanas e até meses.

“Os cabelos, cujos bandós pretos pareciam inteiriços, de tão lisos, repartiam-se-lhe no meio da cabeça, por uma risca fina seguindo a curva do crânio em duas porções que deixavam ver apenas o lóbulo da orelha, antes de juntar-se em trança abundante na nuca, de onde partiam em ondulações em direção às frontes, coisa que o médico de aldeia viu pela primeira vez na vida. Tinha faces rosadas e trazia, como os homens, enfiada entre dois botões do corpete, uma luneta de tartaruga.”

Ana da Áustria (Os Três Mosqueteiros, Alexandre Dumas)

O relacionamento de Ana da Áustria com Luís XIII foi retratado por Alexandre Dumas no famoso romance Os Três Mosqueteiros. Vale destacar que a rainha desempenhou um papel importante nos acontecimentos do turbulento século XVII. A figura de Ana foi marcada por diversas intrigas palacianas e por suas relações amorosas com os cardeais Richelieu e Mazarino, com o rei da França e com o duque de Buckingham.

Ana da Áustria era uma mulher loira de olhos claros, e foi Rubens que imortalizou sua beleza deslumbrante na tela.

Anna Kirillovna (Morfina, Mikhail Bulgakov)

Tatyana Nikolaevna Lappa, a primeira esposa de Mikhail Bulgakov, é considerada o protótipo de Anna Kirillovna, da obra literária Morfina. Lappa esteve ao lado de Bulgakov nos momentos mais difíceis. Ela lhe deu apoio na província de Smolensk, incentivando o escritor a combater o vício em morfina; ajudou-o a se recuperar da febre tifoide na cidade de Vladikavkaz; compartilhou com ele o primeiro e o mais doloroso ano de fome em Moscou.

Grace Marks (Vulgo Grace, Margaret Atwood)

O livro é inspirado em acontecimentos reais. Em 1843, Grace Marks foi acusada de tirar a vida do fazendeiro Thomas Kinnear, em cuja casa trabalhava como empregada. Ao contrário de seu cúmplice, Marks escapou da execução. Condenada à prisão perpétua, foi perdoada e libertada após 30 anos de prisão.

“Seus ombros estão envoltos em uma pelerine; a aba de uma touca circunda-lhe a cabeça como uma auréola escura. O nariz é reto, a boca delicada, a expressão convencionalmente sentimental — a melancolia insípida de uma Madalena, com os grandes olhos contemplativos.”

Catherine Barkley (Adeus às Armas, Ernest Hemingway)

Durante a Primeira Guerra Mundial, Hemingway foi ferido e internado em um hospital da Cruz Vermelha, em Milão. Lá, ele conheceu a enfermeira Agnes von Kurowsky, que “era loura e tinha pele
bronzeada e olhos cinzentos”
. Agnes prometeu se casar com o escritor, mas acabou se apaixonando por outro homem e se recusou a segui-lo para os Estados Unidos. Ela ficou no coração de Hemingway por muito tempo e, consequentemente, deu vida à personagem Catherine Barkley, do romance Adeus às Armas.

Quais personagens lhe parecem mais próximas de seus protótipos? E quais heroínas você acrescentaria a esta lista? Comente!

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