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10 Obras de arte ridículas que custam uma fortuna

Você pode até achar estranho, mas a verdade é que tem muita coisa estranha por aí que foi transformada em obras de arte. Por exemplo, uma xícara e pires de pele, um ferro de passar com espinhos, um mictório e até um frasco com excrementos humanos. Tudo depende daquilo que você entende por arte. Todos esses objetos foram bem recebidos pela crítica e pelo público, numa prova de que o olhar artístico pode recair até sobre os objetos mais esquisitos.

O Incrível.club traz a você uma pequena coleção com obras de arte incomuns, que renderam fama e dinheiro aos seus criadores.

"Jogo de café da manhã em pele", Meret Oppenheim

Uma xícara, um pires e uma colher, tudo coberto por pele natural, garantiu fama mundial a uma artista surrealista da Suíça em 1936. A composição virou um clássico do surrealismo e do dadaísmo, pois combina o que é incompatível e desafia o senso comum.

Atualmente, a obra está no Museu de Arte Moderna de Nova York. Pelo visto, os anos se passaram sem que a peça sofresse ataques de insetos. Assim, caso fosse leiloada, a obra certamente renderia milhares de dólares.

"Cocô de artista", Piero Manzoni

O artista conceitual italiano afirmou que seu projeto baseia-se na crença de que os compradores "só gostam de m*rda". Acredita-se que cada uma das latas numeradas (são 90 no total) contenha 30 gramas de fezes do próprio Manzoni, mas segundo seu colega, o artista Agostino Bonalumi, os frascos possuem apenas gesso.

As inscrições em italiano, inglês, francês e alemão dizem: "M*rda de artista. Conteúdo: 30 gramas. Conservada naturalmente. Produzida e embalada em maio de 1961". Quanto ao custo, inicialmente o preço era o mesmo de uma barra de ouro com a mesma massa: 37 dólares. Mas em 23 de maior de 2017, uma das latas foi vendida por 124 mil euros num leilão da Sotheby's.

Foto "Rhein II", Andreas Gursky

Como se pode adivinhar pelo título, a foto mostra o rio Reno, o mais importante da Alemanha. É interessante como todos os detalhes da paisagem (uma estação de energia, instalações portuárias e um homem passeando com o cachorro) foram apagados digitalmente. Mas nem mesmo o retoque evitou que a obra de Gursky se transformasse num reconhecido ícone, e a segunda foto mais cara já vendida no mundo. A imagem foi vendida por 4,3 milhões de dólares e só perdeu para o trabalho fotográfico “Phantom", de Peter Lik (6,5 milhões de dólares).

"Conceito espacial", Lucho Fontana

Geralmente, os defeitos comprometem as obras de arte, mas não no caso de Lucho Fontana. O artista se especializou em pinturas com muitos cortes, sendo que várias delas foram vendidas a preços astronômicos. A obra-prima que você vê na foto foi vendida em 2012 num leilão da Christie's, em Londres, por 1,5 milhão de dólares. No entanto, em comparação com o preço de outras pinturas, o preço foi até razoável.

"Quadrado negro", Kazimir Malevich

Já que estamos falando de pinturas, seria injusto ignorar a famosa obra "Quadrado negro", de Malevich. Nem todo mundo sabe, mas existem outros dois quadrados básicos do mesmo artista: vermelho e branco. E também há outros quadros da mesma série: "Círculo negro", "Cruz negra", além de várias versões do original feitas pelo próprio Malevich, diferentes em textura e cor.

O quadro está atualmente num museu e não está à venda, mas segundo a casa de leilões Sotheby's, o valor do "Quadrado negro" pode ser estimado em 20 milhões de dólares.

"Vênus de Milo com gavetas", Salvador Dalí

É uma das obras mais famosas de Dalí, com um significado ainda por ser decifrado. Por que, afinal, o artista precisaria desfigurar a bela Vênus usando gavetas? Provavelmente, Dalí tentou representar a tentativa de uma pessoa de "penetrar na fachada" de outra, para compreender o que ela esconde em sua alma.

A escultura está num museu, mas é fácil imaginar que colecionadores privados pagariam milhões por ela. O molde da Vênus, aliás, foi feito por Marcel Duchamp, colega de Dalí e não menos excêntrico que ele. Você poderá ver sua obra-prima ao fim deste post.

"Presente", Man Ray

Este objeto incomum virou arte de uma maneira acidental. O artista planejou usá-lo como um presente para o poeta Philippe Soupault, dono de uma galeria em Paris, mas mudou de opinião e incluiu a obra em sua exposição. O "Presente" tornou-se incrivelmente popular, inspirando a produção de várias cópias (como a da foto). Como outras obras de Man Ray foram vendidas por milhões de dólares, é fácil supor que o ferro de passar com espinhos também arrecadaria um montante considerável.

"Sem título", Cy Twombly

A pintura lembra garranchos de crianças ou uma folha de papel em que alguém testou uma caneta. Mas, aparentemente, os verdadeiros conhecedores das belas artes enxergam em Twombly algo a mais. Do contrário, como seria possível explicar o fato de que o quadro "Sem Título" tenha arrecadado 70 milhões de dólares num leilão que a Sotheby's realizou em 2015?

“Blue Fool”, Christopher Wool

Diferentemente do artista anterior, o norte-americano Christopher Wool prefere não usar garranchos caóticos, e sim letras claras e bem perfiladas. Apesar da aparente simplicidade, as obras desse artista não são baratas. O quadro da foto acima foi vendido por 5 milhões de dólares. Infelizmente, outra obra de Wool sofreu nas mãos de um vândalo desconhecido. Em maio de 2017, numa exposição na Opera Gallery, em Aspen, um homem mascarado destruiu a pintura "Sem título 2004", avaliada em 3 milhões de dólares.

"A Fonte", Duchamp

Como é fácil notar, “A Fonte" é um mictório comum com a assinatura "R. Mutt” (R. Tonto). Pode parecer incrível, mas o objeto foi reconhecido como a melhor obra de sua época, sendo considerado de grande importância para a arte do século 20.

O próprio artista reagiu à popularidade de sua criação dizendo o seguinte: "Joguei na cara de todos uma estante com um mictório, e agora sua perfeição estética é admirada."

O original de “A Fonte" desapareceu. Acredita-se que tenha sido jogado fora, como se fosse lixo. Mas uma das cópias da obra foi vendida em 1999 num leilão da Sotheby's por 1,7 milhão de dólares.

Imagem de capa Wikipedia Commons