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10 Filmes que não corresponderam à grande expectativa do público

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Certamente, a grande maioria dos filmes depende muito da propaganda para sua divulgação. E, às vezes, nós ficamos tão animados e ansiosos após assistir a um trailer emocionante, que não esperamos nada menos do que a perfeição. Mas então acaba que, após finalmente assistirmos ao tão esperado longa, ele nos desaponta e nos sentimos enganados. No entanto, o que é mais frustrante é saber que uma ideia de roteiro com tanto potencial acabou se tornando um fracasso na realidade. Sim, o tema de nosso post são filmes que acabaram não correspondendo às nossas altas expectativas.

Incrível.club assistiu as estreias mais esperadas dos últimos 2 anos, e escolheu 10 cuja expectativa tanto da audiência quanto dos críticos acabou se transformando em decepção. Confira!

X-Men: Fênix Negra (2019) deveria ter sido o grande final para os filmes da franquia

Expectativa: um grande e épico final para a franquia de X-Men. Nos anúncios do filme foi possível perceber que a trama girava em torno de Jean Grey, uma mutante que acaba sendo atingida por uma entidade cósmica superpoderosa, transformando-a em um dos personagens mais poderosos do universo do longa — a Fênix Negra. Mas nem tudo é tão simples assim. Por causa de sua luta interna com os traumas de seu passado, Jean acaba perdendo o controle sobre si e se separando dos X-Men.

Realidade: algo que é simplesmente difícil de chamar de “final” para quase 20 anos de franquia. Diálogos pouco expressivos, um roteiro fraco e uma motivação inconstante dos personagens acerca do seu papel são os principais motivos pelos quais não podemos amar essa produção.

O diretor Simon Kinberg ainda teve que regravar o final do filme, porque ele acabou ficando muito parecido com o do longa Capitã Marvel (2019), que foi lançado um pouco antes nas telonas. Mas nem isso salvou o filme de receber a pior classificação dos críticos de toda a história da franquia X-Men.

Esperava-se uma supercomédia sobre vigaristas e seus negócios no longa As Trapaceiras (2019)

Expectativa: um remake adaptado da antiga e bastante popular comédia Os Safados de 1988, com, no caso, uma mudança no sexo dos protagonistas, uma adição de piadas modernas, e heroínas bastante engraçadas.

Realidade: a principal mensagem do filme é que as mulheres são as melhores golpistas, pois nenhum homem jamais acreditará que o sexo oposto possa ser mais esperto que ele. E isso, apesar de toda a controvérsia, poderia ter funcionado muito bem na comédia se as heroínas usassem o cérebro e não o corpo em seus golpes. O remake segue quase que exatamente o roteiro do original, com exceção da adição de algumas piadas vulgares e sem graça, que nos deixam até em dúvida se devemos rir ou chorar de decepção.

O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos (2018) era para ser um conto natalino voltado para o público infantil

Expectativa: uma fantasia voltada para o público infantil inspirada no famoso conto “O Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos”, com protagonistas corajosos, reviravoltas empolgantes e clássicos imortais da música infantil. 2 diretores aclamados trabalharam simultaneamente na produção: Lasse Hallström, que nos presenteou com uma adaptação cinematográfica da emocionante história do cachorro Hachiko no filme Sempre ao Seu Lado (2009), e Joe Johnston, que nos encantou com o mundo de Jumanji (1995).

Realidade: fotografia e paisagens incríveis com uma narrativa superficial, na qual os criadores tentam conversar com o público sobre alguns assuntos sérios, mas nada vai além de alguns diálogos mecânicos. A protagonista é uma jovem emancipada que entende melhor sobre tecnologia e física do que ninguém, enquanto o soldado, por sua vez, lidera as cenas de luta, distribuindo socos a torto e a direito. E o quebra-nozes é apenas um sujeito que humildemente realiza tudo o que é exigido dele. Para o crítico Jeff Mitchell, a obra é como um presente muito bem embalado, mas que na verdade só esconde um par de meias brancas em seu interior. Você gostaria de receber tal presente?

De Vidro (2019) era esperado uma boa continuação dos sucessos que foram Corpo Fechado (2000) e Fragmentado (2016)

Expectativa: um final épico para a trilogia de M. Night Shyamalan, iniciada ainda em 2000 com o filme Corpo Fechado. Quase 20 anos depois, o diretor reuniu os protagonistas interpretados por Bruce Willis, Samuel L. Jackson e James McAvoy, interligando suas histórias. Ele interna os personagens em um hospital psiquiátrico, onde os médicos tentam convencê-los de que são pessoas absolutamente comuns. No entanto, isso não parece ser uma tarefa nada fácil.

Realidade: as histórias incríveis dos super-heróis acabam perdendo seu brilho, enquanto todo o passado deles é posto sob questionamento, desacreditando os filmes anteriores. O longa acaba se afogando em muitos contornos e reviravoltas na história, o que acaba por tirar o foco dos protagonistas. A crítica Karen Hahn destacou, e com fundamento, que todos os ganchos do roteiro de Vidro acabam levando a lugar nenhum. O próprio roteiro tenta explicar tudo que já foi entendido pela audiência há muito tempo. Essa decisão da produção acabou por inibir muito a narrativa, impedindo que o espectador se surpreendesse à medida que alguns acontecimentos do filme fossem acontecendo.

Robin Hood: A Origem (2018) deveria ser o ponto de partida para uma emocionante série de filmes de aventura

Expectativa: uma nova versão para a antiga lenda inglesa do corajoso e nobre ladrão Robin Hood. Um clássico com elementos modernos. Um filme de ação animado, dinâmico, divertido, bem produzido e de alta qualidade.

Realidade: apenas a história de como o personagem se tornou o lendário Robin Hood que todos nós já conhecemos. Esse formato de filme (quando o público pode prever a história), a propósito, vem sendo evitado pelos principais estúdios de cinema, pois ele acaba deixando o filme chato para a audiência. Além disso, na adaptação cinematográfica de 2010, a parte da vida de Robin Hood mostrada no filme de 2018 já havia sido bem explorada, e de uma forma muito bem-feita. Dentre os pontos positivos do filme podemos destacar a fotografia, no entanto, no final do filme, ela já não é mais tão bem elaborada assim. E como resultado, todas as ações acabam aparentando sem sentido e um tanto decepcionante.

O longa Cemitério Maldito (2019) deveria, ao menos, alcançar o mesmo sucesso do livro que o inspirou

Expectativa: uma adaptação cinematográfica de um dos livros mais populares de Stephen King, mantendo sua melancolia, o suspense e a atmosfera de terror característicos. Aqueles que não leram o livro, queriam ver um filme sobre uma família que se mudou para uma casa nova, localizada ao lado de um antigo cemitério de animais domésticos. E quando o gato deles morre, o pai, seguindo um conselho do vizinho, o enterra no terreno do cemitério. Pouco tempo depois o gatinho retorna vivo para casa, mas ele já não é o mesmo.

Realidade: tudo foi mostrado no trailer, até o final. Por isso, a pergunta “Por que assistir ao filme?” acaba se tornando retórica. No geral, o longa acabou se tornando um terror primitivo, cheio de gritos, clichês e atributos para criar uma atmosfera de terror utilizada geralmente pelo cinema alternativo. O roteiro resumiu tanto a história do livro, que quase não sobrou nada da trama original.

Uma Dobra no Tempo (2018) poderia ter atingido o mesmo nível de popularidade e qualidade dos longas Alice no País das Maravilhas (2010) e As Crônicas de Nárnia (2005-2010)

Expectativa: uma história fantástica sobre um astrofísico responsável por fazer uma descoberta científica inacreditável — encontrou uma maneira de se teletransportar no tempo e no espaço. Infelizmente, durante um experimento, o cientista desaparece sem deixar rastros, deixando sua esposa e dois filhos para trás. Desde aquele momento, as duas crianças passaram a sonhar em trazer o pai de volta para casa. Até que eles encontram três estranhos misteriosos, com quem começam a viajar e a se aventurar por mundos distantes.

Realidade: uma animação cinematográfica do homônimo e popular livro infantil de Madeleine L’Engle que resultou em altos gastos para a produção da imagem e em diversos buracos na história. Ao longo de sua jornada, os pequenos acabam repetindo por mais vezes do que o necessário algumas verdades morais universais, como “a felicidade é o centro do universo”, “é através das feridas da vida que aprendemos e crescemos”, “seja um guerreiro”, entre outros. No fim, o filme acabou sendo muito infantil, ingênuo e primitivo.

Esperava-se um suspense de qualidade no filme Calmaria (2019), daqueles que recomendamos com orgulho para os amigos

Expectativa: um suspense bem elaborado, no qual atores renomados interpretariam os protagonistas. A vida tranquila do capitão de um navio de pesca entra em colapso quando sua ex-mulher o aborda com um pedido desesperado de ajuda para salvá-la de seu atual marido agressor. O retorno de sua ex acaba trazendo de volta o homem que o capitão queria há muito esquecer. E enquanto ele mergulha em uma luta interna entre o certo e o errado, seu mundo é imerso em uma nova realidade, em que nem tudo pode ser o que aparenta.

Realidade: uma boa reviravolta na trama que acaba levando a lugar nenhum. Ao assistir, vai surgindo uma sensação de que o diretor e o roteirista Stephen Knight pensaram primeiramente nessa principal reviravolta do roteiro, e só então foram construindo o resto da trama e das ações dos personagens. Fora isso, em vez de dedicar mais tempo às preocupações e aos problemas dos protagonistas, o espectador recebe altas doses de conversas sobre pesca, preparativos para a pesca e sobre a própria pesca. Chato, não é?

A Família Addams (2019) deveria ter representado bem a fama da franquia e ocupado um lugar no pedestal das melhores animações

Expectativa: um retorno da família mais sombria e sarcástica do cinema às telonas. A primeira comédia de animação sobre a Família Addams deveria ter uma pegada diferente, divertindo o público e nos servindo uma boa dose de ironia sobre a cultura popular. Em outras palavras, uma boa paródia sobre a vida familiar.

Realidade: apesar de ter uma classificação indicativa razoavelmente alta (+12), a complexidade do roteiro pode ser facilmente compreendida até por crianças da pré-escola e dos primeiros anos do colégio. Não sobrou quase nada da atmosfera de terror característica dessa família, tendo tudo ficado entrelaçado com comédia. A crítica Cath Clarke destacou que, apesar de em teoria o filme passar a mensagem de resistência às pressões sociais e da importância das particularidades de cada um, o roteiro acaba sendo uma mistura de influências de dezenas de outros filmes de temática familiar, com os quais já estamos muito bem familiarizados. O que falta, na verdade, é ação.

O Pintassilgo (2019) já era esperado por todos como melhor filme do ano

Expectativa: uma boa adaptação cinematográfica do livro bestseller de mesmo nome, pelo qual a autora Donna Tartt ganhou um prêmio Pulitzer. O filme tinha tudo que precisava para ser um sucesso, incluindo um orçamento bastante generoso. Muitos até já especulavam com antecedência que o filme receberia, no mínimo, algumas indicações ao Oscar.

Realidade: o roteiro não conseguiu adaptar e refletir bem o romance de 800 páginas. 2 horas e meia de filme não foram suficientes para que os produtores conseguissem desenvolver bem os personagens de uma forma que o público pudesse compreender as razões que os motivam na trama. No fim, o ritmo da narrativa acabou ficando lento, o que não é uma boa semelhança para se manter com o livro quando se faz uma adaptação para as telonas.

A própria Donna Tartt queria participar na construção do roteiro, mas, por causa das nuances do contrato, ela não pôde. Segundo o crítico Kevin Maher, O Pintassilgo é um daqueles filmes que temos vontade de pegar pela mão, abraçar e dizer: “Está tudo bem, você fez tudo que podia”.

Quais filmes lançados nos últimos anos acabaram decepcionando todas as suas expectativas? Conte para a gente na seção de comentários.

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