Minha enteada e seus filhos viraram nossa casa de cabeça para baixo. Saí e me recuso a voltar enquanto estiverem lá

Crianças
há 3 meses

Na vida, muitas vezes nos deparamos com reviravoltas inesperadas, enfrentando desafios que nunca imaginamos. Uma dessas surpresas veio na forma de uma enteada adulta e seus filhos. O que começou como uma oportunidade de recebê-los em sua casa logo se transformou em um turbilhão de problemas para uma usuária do Reddit. Esta é uma história de amor, limites e escolhas difíceis que às vezes precisamos fazer para o nosso próprio bem-estar.

Mulher compartilhou a sua versão da história

Eu me casei com meu marido quando a filha dele, Trudi, tinha 22 anos, e hoje está com 36. Quando nos casamos, ele tinha 47 anos e eu, 32. Tenho dois filhos, um de 20 e outro de 18 anos. Ambos estão na faculdade.

Trudi nunca gostou de mim, e isso até que era bom. Ela tem mãe, já era adulta e vivia sozinha quando comecei a relação com seu pai, que, quando nos conhecemos, já era divorciado da mãe dela há seis anos.

Como moramos em uma cidade turística, foi fácil decidir manter meu apartamento e alugá-lo para temporadas de curto prazo, quando meus filhos e eu fomos morar com meu marido. Também usamos o imóvel para receber hóspedes de fora da cidade.

Trudi e seu marido enfrentaram alguns problemas financeiros no ano passado. Então, ela e sua família de quatro pessoas se mudaram para nossa casa. Combinamos que, depois das férias, eu deixaria de aceitar reservas para o meu apartamento e eles poderiam se mudar para lá. Inclusive assinariam um contrato de locação e nós “alugaríamos” o imóvel para eles sem cobrar aluguel, assim, poderiam acumular um tempo como locatários e economizar.

Trudi foi morar conosco em outubro do ano passado. Foi um inferno. Tanto ela quanto os filhos não colaboram nas tarefas domésticas. Seu marido trabalha duro para conseguir dinheiro e chega em casa exausto. Ainda assim, ajuda mais do que ela ou os filhos.

Os três deixam louça e roupa suja por toda parte. A casa é uma bagunça só. Já conversei com todos a esse respeito, inclusive com meu marido. Meu genro é o único que se esforça. Trudi disse que moro na casa do pai dela, portanto, não posso lhe dizer o que fazer. Meu marido não me apoiou.

Então, me mudei. Meu apartamento agora está vazio, pois as festas de fim de ano acabaram. Disse que não queria que tratassem minha propriedade como tratavam a casa do meu marido.

Estão todos bravos comigo por ter saído e mudado o plano. Na verdade, ela ameaçou me processar, pois eles têm um contrato de aluguel assinado. Disse-lhe que fosse em frente, pois poderia provar nunca ter recebido o depósito acordado ou o primeiro e o último mês de aluguel (que iríamos “cobrir” para ajudá-los a recomeçar).

Estou aqui há uma semana e é ótimo. Sem barulho, sem bagunça e com um trajeto muito melhor para o meu trabalho. Meu marido passa algumas noites comigo. Ele quer que eu volte a morar com ele e lhes entregue o apartamento, como combinamos. Respondi que o faria se voltássemos para a casa dele naquele minuto e ela estivesse em bom estado.

Só que não estava. Estava nojenta e cheirava mal. Como se cinco adolescentes estivessem morando lá sem nenhuma supervisão.

Ela me viu olhando em volta com nojo e disse não ser culpa sua, que a bagunça se devia ao fato de não terem um espaço próprio para morar. Sim, claro. Dei meia-volta e retornei à minha casa.

Sugeri ao meu marido que viesse morar comigo se quisesse que eles tivessem seu próprio espaço. Ele não aceitou, por ser aposentado e gostar de onde está.

Como afirmei, estão todos bravos comigo. Trudi, seu pai e seus filhos. O marido dela é o único que entende minha posição. Não concordarei mais em deixá-los no meu apartamento e só voltarei para a casa do meu marido quando eles forem embora.

As pessoas a apoiaram

  • “A falta de firmeza do seu marido e sua incapacidade de apoiá-la criaram essa confusão toda. Ele não pode usar seu santuário para fugir do problema. Pare de lhe dar essa escapatória. Faça-o viver na bagunça que ele está permitindo.” notforcommentinohgoo / Reddit
  • “Entendo que pais divorciados ou casados outra vez, geralmente carreguem um pouco de complexo de culpa em relação aos filhos, especialmente em relação às filhas. Mas ele já está fazendo todo o possível. Não se pode esperar ficar na casa das pessoas por muito tempo e ser um fardo para elas com as tarefas domésticas. Parece que o genro entende perfeitamente a situação. Gostaria de saber se o seu marido poderia conversar com seu genro sobre o assunto.” monsterseatmonsters / Reddit
  • “Seu marido precisará receber um ultimato: ou você, ou eles. E pare de deixá-lo dormir na sua casa. Dessa forma, está permitindo que ele escape da situação. Certifique-se de não estar pagando nenhuma das contas da casa dele, diga-lhe que não se mudará de volta até que tenham ido embora e todo o lugar tenha sido limpo por profissionais (ele está pagando por isso!).” Successful_Bath1200 / Reddit
  • “Você tem sido solidária e gentil. Tentou fazer concessões. Tudo isso foi rejeitado. É hora de consultar um advogado para discutir suas opções e proteger seus interesses. É óbvio que seu marido não o fará.” GTFU-Already / Reddit
  • “Você não está sendo firme o suficiente em sua resposta, seu marido claramente não entende estar permitindo não apenas que sua casa seja desrespeitada, mas que VOCÊ também o seja. Isso não está certo. Por que você gostaria de regressar a esse ambiente? Não digo divórcio, mas a terapia pode ser uma excelente opção.” Adorable-Substance21 / Reddit
  • “Você deve ajudar a família, mas eles não agem como se fossem seus familiares. Pelo contrário, sua enteada mostra não pretender vê-la como parte da família, então, por que você deveria abdicar de sua casa e de uma renda adicional para ajudá-los? E, ao que parece, eles ainda acabariam destruindo o seu imóvel, ou seja, você precisaria pagar por uma reforma sem ter recebido nenhum aluguel deles.” Trevena_Ice / Reddit

Embora a decisão de se afastar de sua casa tenha sem dúvida sido uma das mais difíceis que já enfrentou, também foi um ato de autopreservação, um limite necessário estabelecido em nome da sua própria saúde mental e emocional. No entanto, em meio à dor e à incerteza, ainda há um vislumbre de esperança — a de que um dia, por meio da comunicação, da compreensão e talvez até da reconciliação, sua família possa encontrar o caminho de volta a um lugar de harmonia e respeito mútuo.

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Faria o mesmo. Capaz que eu iria deixar esse povo mal educado, folgado e sem noção usufruindo de um bem meu.

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