Como uma mulher visitou um psicólogo e, em seguida, toda a sua vida “desmoronou”

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há 2 anos

Ir a um psicólogo pode mudar radicalmente sua vida. E isso aconteceu com a heroína de uma história contada pela neurologista Maria Panova, autora do blog “Ciência Cerebral”. Neste breve texto, Maria descreve a vida de Lena, uma mulher que parecia levar uma vida confortável e que era boa para todos, mas não era feliz.

O Incrível.club publica essa história com a permissão da autora. Confira. E reflita se você conhece alguém com as mesmas características.

Lena foi boa durante toda a vida. Ela era amada pelos vizinhos, pelos colegas de trabalho, pelos filhos de conhecidos e, literalmente, por todos ao seu redor. Não havia mágica nisso. Lena era uma pessoa “confortável”.

Ela sempre emprestava dinheiro para os vizinhos e ajudava seus colegas da clínica onde trabalhava a escrever relatórios, sendo que essa não era sua responsabilidade. Os filhos dos amigos sentavam-se, literalmente, na cabeça dela, ao mesmo tempo que ela lia contos de fadas para eles. Enquanto isso, seus amigos celebravam mais um dia de folga em sua cozinha, descansando a mente e o corpo.

A vida de Lena era boa. Ela percorreu aquele “caminho de vida” que todos imaginam como ideal: se casou aos 20 anos, deu à luz duas filhas. Não brigava com a sogra. Ao contrário, ela a respeitava, mesmo sofrendo pequenos ataques, ouvindo conselhos não solicitados e, às vezes, insultos diretos. Fazer o quê? Era da família.

Ela não se destacava no trabalho, executava suas tarefas com tranquilidade, sem reclamar. Lena não tinha hobbies porque não tinha tempo. No verão, ia à casa de fazenda e preparava conservas para o inverno. No outono, ia à casa de fazenda e preparava mais conservas. Como os dias são mais curtos no inverno, a meta era arrumar tempo para preparar o jantar depois do trabalho, dar comida para todos e fazer o dever de casa com as crianças.

Uma vez, Lena fez algo diferente. Simplesmente decidiu ir a um psicólogo.

Daquele momento em diante, sua vida maravilhosa foi por água abaixo.

Lena largou o emprego. Quando questionada pela diretora da clínica e pelo chefe, ela encolheu os ombros com um sorriso: “Vocês pagam pouco, mas eu sempre trabalhei por mim e por aquele cara. Há algum tempo, me ofereceram outro emprego. E agora, resolvi aceitar”. E a verdade é que depois de duas semanas ela entrou no outro emprego, em um centro médico conhecido.

Lena começou a estudar. Estudar o que aos 30? Não importa, porque agora, depois do trabalho, ela abre seu notebook, assiste às aulas, é aprovada em seus exames e sorri como a Mona Lisa. Para ela, não era um esforço, era um tempo bem investido. Ela só poderia estar maluca!

Além do mais, após um mês de consultas com o psicólogo, Lena pediu o divórcio. O ex-marido ficou chocado! Como ele iria pagar as contas de água, luz e todo o resto agora? Como encontraria os pares das meias? Quem iria fazer o jantar? Ela largou um bom marido sem motivo. Diante de todas as perguntas da sogra e do ex-cônjuge, ela simplesmente ligava o modo “sorriso da Mona Lisa”, encolhia os ombros, dizendo: “Desculpem, sinto muito”.

E ela está brilhando de felicidade! Era como se um par de asas invisíveis tivesse crescido sobre seus ombros.

Suas filhas foram embora com ela. Lena matriculou uma delas nas aulas de dança e a outra em aulas de desenho. As filhas estão felizes, progredindo. E ela sorri para si mesma: “É bom ter tempo para vocês. E dinheiro, certo?”

Lena era boa, mas se tornou “má” para todos ao seu redor. Exceto para suas filhas. Mais do que isso: o diretor do centro médico onde trabalha atualmente adora seu trabalho. Lena dobrou os resultados da empresa e sua agenda para consultas está lotada por dois meses. Ela realiza suas atividades sorrindo. Um sorriso familiar para quem conhece arte, aprecia a pintura de um grande artista... Leonardo da Vinci, não é?

As pessoas que conviviam com ela pensam: “É isso que os psicólogos fazem com as pessoas. Arruínam casamentos felizes, fazem as pessoas pedirem demissão de bons empregos e noras simpáticas brigarem com as sogras.” A única coisa que Lena consegue pensar é que hoje ela aprendeu a usar sua massa cinzenta.

Talvez você também tenha histórias sobre como ir a um psicólogo muda a vida das pessoas, certo? Compartilhe conosco!

Comentários

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Uma vez cheguei a começar uma terapia mas meu marido falou que ela estava mexendo com a minha cabeça então eu parei

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Temo que nem todos vão entender a mensagem que eles estão querendo passar, mas me ajudou bastante

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Eu como psicologa digo que isso acontece bastante, pois as pessoas só querem o que voce pode oferecer, não se importando com sua dor. Falar não para os outros é dizer SIM para voce, não carreguem bagagem que não é sua, se priorizem, nem toda zona de conforto é bo ou saudavel. Não viva a vida que os outros querem que voce viva. Enfim coloque vida em sua vida!!!

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