10 Coisas que uma pessoa sábia nunca faria com sua cara metade

Pesquisas sobre comportamento são, em geral, fascinantes. E uma das últimas e mais curiosas descobertas nesse sentido é a de que nossos sentimentos e como influenciam em um relacionamento são geneticamente programados e condicionados por processos bioquímicos. Não importa o quanto você lute para manter uma paixão, em algum momento o nosso corpo não consegue suportá-la — pelo menos é que mostram algumas pesquisas.
Decidimos avançar na questão de por que a paixão acaba e como salvar um relacionamento quando os ’hormônios da do amor’ param de funcionar.
Alguns cientistas acreditam que a euforia causada pela paixão tem semelhanças com os sentimentos vividos por viciados em drogas depois de uma boa dose. Foram os neurocientistas Andreas Bartels e Semir Zeki, da University College, de Londres, que chegaram a essa conclusão.
Esse efeito acontece porque no cérebro e nas glândulas suprarrenais de uma pessoa apaixonada é produzido o hormônio noradrenalina. O mesmo hormônio é produzido após o consumo de drogas como a heroína ou a cocaína. Uma pessoa apaixonada sente dependência dos encontros com o objeto da paixão porque quer sentir a mesma euforia de novo. Como acontece com qualquer droga.
Quando estamos apaixonados, em nosso cérebro ocorrem processos químicos que não nos deixam perceber os defeitos da outra pessoa. Sentimos apenas plenitude na presença dela, além de dependência emocional. Os hormônios têm um papel importante nesse processo.
Esse ’coquetel hormonal’ leva a uma série de reações fisiológicas na pessoa apaixonada, como o aumento do suor, as palpitações, a dilatação das pupilas, transtornos de sono e apetite.
As leis biológicas são implacáveis: o que sentimos quando estamos apaixonados é apenas um processo químico de curto prazo e que dura no máximo 3 anos.
A paixão precisou existir para que a humanidade pudesse se reproduzir. Além disso, permitia que um casal ficasse unido pelo bem da sobrevivência do filho. Após mais ou menos 3 anos, com o filho maior, a paixão se acabava. Acredite, somos reféns da natureza e de sua programação genética.
Após os 3 anos as terminações nervosas ficam insensíveis à produção dos hormônios. Eles são produzidos em quantidades menores, o trabalho do cérebro se normaliza e os hormônios deixam de estimular a dependência emocional em relação ao outro.
O período da paixão forte é um tipo de estresse e uma condição extrema para o corpo. Mas, por mais que seja ótimo sentir essa emoção, quase ninguém aguenta vivê-la por décadas a fio. Muito melhor para nosso organismo é manter um ritmo mais tranquilo. Quando o ’coquetel hormonal’ para de funcionar o amor verdadeiro acontece.
Cientistas descobriram que a sensação de apego, que faz com que as pessoas queiram ir morar juntas, se relaciona com os hormônios oxitocina e vasopressina. O nível de oxitocina aumenta quando duas pessoas se abraçam, fazem amor, se beijam ou simplesmente conversam em voz baixa durante o jantar.
Portanto, podemos concluir que o carinho é uma forma segura e ao mesmo tempo agradável de manter uma relação de longo prazo. Além disso, a capacidade de escutar, expressar gratidão, superar conflitos e crescer juntos, também ajuda a manter a chama acesa.