Como deveria ser o corpo humano para conseguir viver no fundo do mar

Curiosidades
há 7 meses

Ter curiosidade sobre o fundo do mar é algo comum, afinal, o ambiente é pouco explorado. No entanto, sem equipamentos adequados, só conseguimos atingir uma certa profundidade. O mergulhador egípcio Ahmed Gabr detém o recorde até hoje, tendo alcançado a marca de 332 metros. Mas o que existe além disso? O ponto mais profundo já localizado é a Fossa das Marianas, porém, para chegarmos lá sem o uso de submarinos, precisaríamos de adaptações naturais em nossos corpos. Com isso, deixe sua imaginação fluir e veja como seria a anatomia perfeita para cada nível do mar.

1. Zona Epipelágica

Apesar do nome complexo, a zona epipelágica é justamente aquela que utilizamos. Ela se estende desde a região mais rasa até os 200 metros de profundidade. Em outras palavras, quando estamos nadando próximo à superfície ou mergulhando para observar a vida marinha, estamos nesse ponto.

Os animais que habitam esse espaço costumam ser migratórios, ou seja, conseguem se deslocar para camadas profundas, embora possam viver tranquilamente aqui. Além disso, na zona epipelágica, a luz solar penetra na água, permitindo a ocorrência de fotossíntese e o crescimento de muitas plantas aquáticas. Ainda assim, se a ideia fosse não apenas dar um mergulho, mas sim viver por lá, o nosso corpo precisaria de certas adaptações. As guelras auxiliariam na nossa respiração, e talvez algumas escamas seriam bem-vindas para proteger a pele e facilitar a natação.

2. Zona Mesopelágica

zona mesopelágica vai um pouco mais fundo dentro do mar, começando em 200 metros de profundidade e terminando em 1000 metros. Outro nome dado a essa área é zona crepuscular, pois a luz solar ainda consegue ser detectada, em níveis baixos. Existem animais capazes de viver nessa área sem grandes problemas. Com isso, poderíamos desenvolver adaptações como olhos maiores, para enxergarmos melhor nessa profundezas.

3. Zona Batial

Pode parecer surpreendente, mas existe uma região na Terra onde a luz natural é escassa e, em alguns casos, inexistente: a zona batial. Devido à ausência de luminosidade, não ocorre fotossíntese nessa parte do oceano. Os animais que habitam essa zona dependem de partículas de comida que caem do alto, predam outros peixes do local ou realizam migrações, aproximando-se da superfície.

Viver lá não seria uma tarefa fácil, portanto, uma ideia de corpo adaptável seria algo semelhante ao da Úrsula, de A Pequena Sereia, ou seja, um polvo. Esses moluscos possuem habilidades notáveis, como natação ágil e uma camuflagem excelente, o que os torna um combo perfeito para as profundezas. Essas características permitem que eles evitem ser predados por animais como moreias, raias e tubarões.

4. Zona Abissal

zona abissal está localizada no ponto conhecido como oceano profundo e alcança aproximadamente 6000 metros. Diferentemente das áreas superiores, essa região é caracterizada pela ausência total de luz visível, resultando em completa escuridão. Devido às condições desafiadoras, os animais que habitam essa localidade precisaram se adaptar ao ambiente, adquirindo características distintas, como corpos moles, peles transparentes e dentes afiados.

Além disso, eles possuem bioluminescência, o que significa que podem produzir luz por meio de reações químicas. Essa capacidade lhes permite se defender, localizar alimentos e desempenhar outras funções nas profundezas. Para sobreviver nessas condições, o corpo humano também precisaria passar por modificações significativas. Acreditamos que um corpo transparente combinado com a emissão de luminosidade poderia ser uma adaptação ideal para a zona abissal.

5. Zona Hadal

A Fossa das Marianas é o ponto mais profundo do oceano do qual se tem conhecimento, e está localizada na zona hadal, que se inicia abaixo dos 6000 metros. A pressão nessa região é imensa, e as temperaturas permanecem um pouco acima de zero. Assim como nas outras zonas, a luz é inexistente, exceto pela bioluminescência. Com base nisso, podemos imaginar que um humano ideal para esse ambiente teria um corpo semelhante ao dos peixes e, é claro, seria capaz de emitir luz.

Tudo o que não é visto acaba despertando curiosidade, e é por isso que temos tanto interesse pelo fundo do mar. No entanto, há outro ambiente igualmente misterioso e pouco explorado: o espaço e seus planetas. Portanto, não podemos deixar de imaginar como seria o corpo ideal dos humanos vivendo em diferentes lugares fora de Terra.

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