6 Hábitos inconscientes que os pais passam aos filhos sem perceber

Crianças
há 1 mês

Os pais sempre se interessam pelo que pode ser melhor para os filhos, mas, às vezes, involuntariamente, se envolvem em comportamentos que podem ser prejudiciais. De hábitos aparentemente inocentes a ações bem-intencionadas, há várias maneiras pelas quais os pais podem, por falta de conhecimento, afetar o bem-estar de seus filhos.

1. Permitir que pratiquem esportes perigosos

Não há dúvidas de que praticar esportes é ótimo para as crianças, mas algumas modalidades esportivas podem ser arriscadas para os pequenos. Os médicos alertam contra seis esportes que podem ser especialmente perigosos: futebol americano, hóquei no gelo, artes marciais mistas, boxe, luta livre e rúgbi. Nessas modalidades, as crianças podem levar pancadas em excesso na cabeça, o que pode provocar danos cerebrais.

Atividades de alto impacto também podem prejudicar a coluna vertebral e as costas. Exercícios como agachamentos, levantamento de peso, aterrissagens duras (especificamente no caso das líderes de torcida) e corridas de longa distância podem causar lesões graves e piorar a escoliose com o tempo.

2. Permitir que passem tempo demais de olho nas telas

Limitar o tempo de tela das crianças é importante por vários motivos, como incentivar brincadeiras ao ar livre, garantir um bom sono e promover interações na companhia de coleguinhas. Passar tempo excessivo ligado às telas pode causar problemas de visão. Além disso, também é possível afetar os padrões de sono e a saúde em geral.

Um dos problemas é a fadiga ocular, que inclui desconforto, visão embaçada e dores de cabeça por ficar muito tempo olhando para as telas. As crianças também podem ficar com os olhos secos e doloridos devido à redução do piscar durante o período em que olham para as telas, e esse tempo prolongado pode levá-las à dificuldade para se concentrar em objetos distantes.

Crianças que passam muito tempo em ambientes fechados diante de telas podem desenvolver miopia, pois não recebem luz natural suficiente. O tempo de tela antes de dormir também pode atrapalhar o sono, em parte devido à luz emitida pelos dispositivos.

A regra 20-20-20-2:

Para proteger os olhos das crianças, é importante fazer pausas no uso das telas e seguir a regra 20-20-20-2: a cada 20 minutos, olhe para algo a seis metros de distância por 20 segundos e pisque 20 vezes. Além disso, incentive as brincadeiras ao ar livre por pelo menos duas horas diárias para apoiar o desenvolvimento saudável dos olhos.

Utilizar telas maiores a uma distância razoável também pode ajudar a reduzir o cansaço visual em comparação com telas pequenas mantidas próximas.

3. Permitir que brinquem sem calçados adequados

Os pés chatos em crianças ocorrem quando tecidos e ossos dos pés e pernas não se desenvolvem adequadamente. Bebês e crianças pequenas podem ter pés chatos porque os tendões precisam de tempo para se contrair e formar um arco no pé. Às vezes, isso não acontece totalmente e os pés permanecem planos à medida que crescem, o que pode causar problemas.

Às vezes, os ossos dos pés de uma criança não se separam como deveriam, o que pode levar a dores nos pés e fazê-los permanecer planos.

Pés chatos podem ocorrer em qualquer família e, em alguns lugares onde as crianças não usam muito sapatos, acontecem com mais frequência. No entanto, o uso de calçados e suportes corretos desde o início pode ajudar a evitar o agravamento do problema. Em alguns casos, uma cirurgia simples pode auxiliar os ossos a se desenvolver corretamente e formar um arco adequado quando a criança crescer.

4. Esquecer do protetor solar

Outro aspecto importante a ser lembrado: proteja a pele de seu filho dos raios solares. Pesquisas mostram que a maioria dos casos de dois cânceres de pele comuns está ligada à luz do sol. Ensinar as crianças a proteger a pele do sol todos os dias, com protetor solar, roupas e permanecer na sombra, as ajuda a manter o hábito à medida que crescem. E o melhor momento para começar? Logo no início.

Para recém-nascidos até 6 meses: É fácil manter seu bebê protegido do sol durante esse período. Você não enfrentará muita resistência da parte dele, portanto, aproveite! Os desafios podem surgir em eventos familiares ou férias, quando há muita exposição ao sol.

Para crianças pequenas e adolescentes: Se o seu bebê já completou seis meses, passe protetor solar na pele dele, quando estiver ao ar livre. Procure protetores sem fragrância, com minerais como óxido de zinco e dióxido de titânio, que têm menos probabilidade de causar reações na pele. Não dispense os chapéus, óculos escuros, protetores contra erupções cutâneas com proteção UV e, estando em áreas abertas, busque sempre uma sombra.

5. Usar creme dental comum para escovar os dentes das crianças

Quando as crianças estão crescendo, seus corpos funcionam de forma diferente dos adultos. Por isso, é importante saber quando seu filho pode começar a usar uma pasta de dente comum. Os cremes dentais infantis não envolvem apenas personagens e cores divertidas. Eles são feitos distintamente por um motivo: uma grande diferença é o flúor.

Trata-se de um mineral natural que fortalece os dentes e combate as cáries. Por ser muito importante, ele está presente inclusive na nossa água potável. Mas as crianças podem ingeri-lo em excesso, portanto, o creme dental delas não contém flúor. O excesso do mineral pode causar manchas brancas nos dentes ou até, em casos raros, deixá-los doentes.

Para os pequenos de um a três anos, o creme dental geralmente não tem flúor. O dentifrício para crianças mais velhas tem menos flúor do que o de adultos. À medida que melhoram a escovação, elas podem usar uma pasta de dente com mais quantidade desse mineral. Certifique-se de que seja seguro engolir.

É por isso que os adultos também não devem usar pasta de dente infantil, pois ela não contém flúor suficiente para manter seus dentes fortes e limpos.

6. Limpar os ouvidos da criança com um cotonete

Os especialistas desaconselham a limpeza dos ouvidos com cotonetes, tanto de adultos quanto de crianças. A cera, também chamada de cerume, é boa para os ouvidos. Ela permite mantê-los saudáveis, impedindo a entrada de poeira e sujeira. Ter um pouco de cera no ouvido ajuda a proteger a pele interna. Os ouvidos se limpam naturalmente, portanto, não há necessidade de você limpá-los.

Seu corpo tem uma maneira de se livrar da cera velha. Quando você mastiga ou move a mandíbula, ou quando a pele nova cresce dentro do ouvido, esses movimentos empurram a cera velha para fora. Já o uso de cotonetes pode empurrá-la para dentro e machucar o canal auditivo ou o tímpano.

O acúmulo de cera no ouvido não ocorre com frequência. De acordo com especialistas, apenas uma em cada 10 crianças e um em cada 20 adultos apresentam esse problema. Idosos e pessoas com certas deficiências podem ter consequências mais graves com o acúmulo de cera no ouvido.

Se você tiver dor, coceira, sensação de ouvido tapado, zumbido, dificuldade para ouvir, qualquer cheiro ou secreção estranha, pode significar que você tem excesso de cera no ouvido. Se notar esses sinais, consulte um médico.

As crianças requerem cuidados especializados distintos dos adultos devido às suas fases de desenvolvimento e vulnerabilidades exclusivas. Seus corpos, mentes e capacidades emocionais ainda estão em desenvolvimento, necessitando abordagens personalizadas nos cuidados com a saúde, educação e apoio emocional. De dosagens médicas a métodos educacionais e orientação emocional, nossos pequenos se beneficiam de abordagens que consideram sua idade, seu estágio de desenvolvimento e suas necessidades individuais. Portanto, oferecer às crianças cuidados especializados significa reconhecer suas necessidades distintas e garantir seu bem-estar e crescimento holístico.

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