13 Acessórios do passado que escondiam simbologias intrigantes

Curiosidades
Há 1 semana

Os historiadores acreditam que os primeiros acessórios surgiram no Período Neolítico. E já naquela época os indivíduos podem ter usado os ornamentos não apenas para fins estéticos e de proteção, mas para ostentar status e sua riqueza aos demais. Nos dias de hoje, muitas joias que estavam na moda nos séculos passados podem nos parecer, no mínimo, estranhas. Porém, tudo se torna mais interessante quando se sabe o verdadeiro significado ou a função que elas realmente tinham.

"Broches" não eram presos aos adornos de cabeça ao acaso

Na segunda metade do século XV, as mulheres usavam chapéus altos em forma de cone, conhecidos como hennin. Esse acessório era feito de materiais leves (papelão ou arame fino) e coberto com tecido. Algumas damas usavam hennins com véus presos na parte inferior, enquanto outras adornavam a peça com uma tira de um tecido mais pesado.

E para evitar que esse tecido escorregasse, ele era preso ao cone do chapéu com grampos decorativos que mais pareciam um broche com um alfinete.

As mulheres usavam pingentes não apenas em colares, mas também nas têmporas

Esses acessórios eram presos ao cabelo ou ao adorno de cabeça de forma que o pingente ficasse pendurado graciosamente perto da bochecha ou da têmpora. Tais itens eram usados, entretanto, não apenas com fins estéticos. Pesquisadores supõem que dentro da peça era colocado um pano embebido em incenso, para que a dama não sofresse com os maus odores.

E o bastão de metal, muito provavelmente, era necessário para puxar o pano para fora do pingente e empurrá-lo de volta para dentro.

O ouro era o melhor amigo das mulheres medievais

Desde o início do século XVI, as mulheres da Alemanha passaram a gostar muito dos acessórios de ouro. As nobres tentavam colocar o maior número possível de correntes feitas desse metal em seus pescoços. Essa tendência da moda é representada de forma especialmente vívida na pintura de Lucas Cranach, que retratou Anna Buchner (que você pode ver na foto acima). Tanto é que a parte superior do vestido não pode ser vista em mais detalhes devido à pilha de correntes enormes que Anna está usando.

Outro item na moda era combinar conjuntos de 5 anéis. As mulheres os usavam em todos os dedos, incluindo o polegar. Contamos pelo menos 12 anéis no retrato de Anna.

Os bolsos e a bolsa foram substituídos por uma chatelaine

Infelizmente, as roupas femininas raramente contavam com bolsos, e era inconveniente ter de carregar tudo o que era necessário nas mãos — chaves, agulhas, talheres, frascos de perfume. Na Roma Antiga, havia um item que mais tarde foi chamado de chatelaine. Qual era o seu objetivo? Bem, as mulheres carregavam cortadores de unha e outros objetos pequenos similares presos a correntes finas fixadas a um anel, preso na roupa.

No século XVIII, a chatelaine ganhou uma popularidade sem precedentes, sendo usada tanto pela camada mais alta como pela mais baixa da sociedade. As mulheres nobres geralmente encomendavam peças feitas de metais preciosos e decoradas com diamantes e outras pedras semipreciosas.

Os broches eram os principais ornamentos dos penteados

Na segunda metade do século XV, as damas nobres tentavam esconder seus cabelos sob adornos em muitos países europeus, mas não as italianas, que não tinham vergonha de exibi-los. Com ajuda de fitas de seda, pérolas e fios, as jovens criavam penteados complexos. Contudo, o principal acessório costumava ser um broche maciço, preso no topo da cabeça.

Usar alguns adornos de cabeça era um desafio

No final do século XV, as mulheres de Milão não tinham vergonha de exibir a riqueza de suas famílias usando roupas adornadas com metais e pedras preciosas. No entanto, nem todo mundo gostava dessa tendência da moda - e as milanesas chegavam a ser duramente ridicularizadas. Porém, não eram apenas os vestidos requintados que incomodavam as pessoas de fora. Na época, os penteados que essas mulheres usavam também seguiam esse viés extravagante.

Os cabelos eram divididos ao meio, formando um rabo de cavalo que era enrolado em um tecido, e a parte superior do penteado - até mais ou menos o meio da cabeça - era contornada com uma fita bordada com pérolas. Assim, toda a parte de trás da cabeça na área envolta pela fita era coberta com uma rede de tecido fina, decorada com pedras preciosas. E tudo isso era fixado com um cordão de seda. Só nos resta imaginar como era andar com uma peça dessa na cabeça. A garota do retrato acima decidiu acrescentar ainda ao seu penteado um luxuoso broche com o lema da sua família escrito nele.

As mulheres usavam laços e cordões com pedras e metais preciosos para esconder defeitos em suas roupas

Nos séculos XVI e XVII, os alamares - laços e cordões, hoje tipicamente de uniformes militares - adornavam os trajes tanto masculinos como femininos. E esse detalhe não cumpria apenas uma função decorativa. Com ajuda dessas peças, as mulheres disfarçavam costuras e rasgões nos vestidos. No entanto, é possível que esses acessórios se perdessem com facilidade, pois os nobres geralmente os encomendavam em lotes.

As alianças de casamento não eram usadas nos dedos

No século XVII, as moças nobres costumavam se vestir com exuberantes vestidos escuros, mas não por modéstia. A tintura preta era uma das mais caras, portanto, esses trajes atestavam a riqueza invejável da mulher. Além disso, as damas acrescentavam brilho ao visual com ajuda de uma grande quantidade de joias. Acessórios de pérolas e os anéis eram particularmente populares.

Em algum momento, contudo, alianças excessivamente luxuosas começaram a ser consideradas indecentes, de forma que usar uma simples faixa de ouro na cabeça era o suficiente. No entanto, para não deixar o acessório de lado, as mulheres começaram a usar as alianças de casamento em correntes ou cordões ao redor do pescoço.

Os grampos de cabelo podiam dizer muito sobre sua proprietária

Quando as gorgeiras altas e volumosas se tornaram moda, as mulheres começaram a esconder os cabelos sob uma espécie de chapeuzinho. E para evitar que a peça parecesse muito monótona, as damas a decoravam com grampos de cabelo de pérolas. Contudo, isso não é tudo.

As senhoras casadas prendiam as joias do lado direito. Uma nobre chegou até a encomendar um grampo com a imagem de um castelo (ênfase na palavra “castelo”) para mostrar o quanto ela era dedicada ao marido. Por outro lado, as jovens comprometidas usavam o acessório do lado esquerdo. As solteiras, por sua vez, não deveriam usar nenhum grampo nos cabelos.

A peça geralmente ficava visível sobre a cabeça, para que um cavalheiro interessado pudesse ver de relance se a moça em quem ele estava interessado estava disponível ou não.

As golas volumosas eram ornamentadas da melhor maneira possível

No início do século XVII, as chamadas golas Médici eram particularmente populares entre as mulheres nobres. Essas peças de renda podiam atingir uma altura considerável e emolduravam graciosamente o rosto das jovens. Para evitar que as golas caíssem, as damas usavam arame e amido. No mais, podiam ser ornamentadas com joias. Por exemplo, a moça do retrato acima tem um pingente e um anel presos à peça.

Alguns broches foram deliberadamente destruídos

Durante a Renascença, as joias mais populares eram os pingentes, que eram usados não apenas no pescoço, mas também no cinto. As peças, ricamente decoradas com pedras preciosas, costumavam ser penduradas em uma corrente, que ficava solta em volta do decote ou presa ao vestido. Algumas mulheres nobres faziam suas próprias iniciais ou mesmo codificavam o nome de seu amante nos pingentes.

Infelizmente, a maioria dessas joias não era herdada, mas destruída após a morte da proprietária.

Os anéis podiam salvar do mau odor

Nos séculos XV e XVI, os joalheiros deixavam cavidades especiais em alguns anéis. Nelas, o proprietário podia colocar substâncias aromáticas. Naquela época, a higiene pessoal estava, para dizer o mínimo, longe de ser a ideal, e os odores que pairavam nos eventos podiam deixar qualquer um com o estômago embrulhado. Se o cheiro que emanava da pessoa ao seu lado fosse desagradável, a mulher sempre podia levar a mão com o anel perto do nariz e sentir-se mais aliviada.

As mulheres usavam joias em memória de seus entes queridos

No século XVII, as mulheres não tinham vergonha de exibir sua riqueza e literalmente se cobriam de joias. Entretanto, alguns desses acessórios podiam contar um pouco mais sobre a vida pessoal de sua proprietária.

Ermgard van Dorth, retratada acima, perdeu seu noivo quando tinha 23 anos de idade. Alguns historiadores especulam que o anel de ouro, preso por um colar de pérolas ao seu cabelo, foi dado à moça pelo seu finado amado. Portanto, essa joia poderia simbolizar seu luto.

A moda, sem dúvidas, acompanha as características de seu tempo e, portanto, está sempre em evolução. E é por isso que algumas tendências e estilos de antigamente podem parecer tão estranhos, quando não cômicos para a gente.

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