10+ Erros que os pais devem evitar para que seus filhos sejam bem-sucedidos financeiramente

Crianças
há 1 mês

Temendo pelo futuro dos filhos, os pais buscam técnicas universais de educação que coloquem suas crianças no caminho para um emprego próspero e uma vida feliz. No entanto, os tempos mudaram e os antigos princípios de sucesso não têm mais a mesma relevância. Às vezes, as ações dos pais, que só querem ser úteis, podem, na verdade, criar desafios para o futuro de seus rebentos.

1. Não permitir que o filho fracasse

Geralmente, pais perfeccionistas não admitem erros, o que os leva a esperar níveis cada vez maiores de perfeição dos filhos à medida que crescem — desde os desenhos dos pequenos nunca serem bons o suficiente até não arrumar a cama perfeitamente ou não estudar o bastante. A criança enfrenta críticas e reprimendas constantes, mas nunca lhe é permitido aprender com seus erros. Os filhos de pais assim podem se tornar perfeccionistas ou desenvolver baixa autoestima e falta de confiança. Ambos os resultados podem impactar negativamente suas carreiras futuras.

  • A mãe de Ana sempre a comparava com Maria, dizendo: “Veja como a Maria é arrumada comparada a você, Ana!” Apesar dos esforços de Ana em imitar Maria, nunca conseguiu se igualar a ela, e as críticas de sua mãe apenas se intensificaram. A mãe de Ana nunca lhe deu a chance de melhorar seus hábitos e aprender habilidades básicas. Agora, aos 25 anos, Ana ainda se compara aos outros e sempre falha aos seus próprios olhos. Nem é preciso dizer que essa comparação constante prejudicou sua autoestima.

2. Dar dinheiro à criança por boas notas

Essa questão continua sendo objeto de debate, mas considere a seguinte perspectiva: imagine-se como um contratante que continuamente paga mais por um produto ou serviço, e a criança como o fornecedor que o fornece em troca de dinheiro ou recompensas. Não parece uma boa ideia, não é mesmo?

  • Os pais de Alexandra procuraram motivar a filha a se destacar nos estudos, oferecendo dinheiro como incentivo. Inicialmente, as notas de Alexandra melhoraram, sugerindo a eficácia da abordagem. Mais tarde, entretanto, seus pais descobriram que ela inventava histórias sobre uma doença imaginária e as compartilhava com os professores. Ela até alegou falsamente que seus pais constantemente a criticavam pelas notas baixas. Então, a professora compreensiva, por pena, aumentou as notas da garota. Após esse incidente, os pais interromperam a prática de recompensá-la financeiramente pelas notas e procuraram orientação de um psicólogo infantil.

3. Proibir o filho de expressar seus sentimentos

Às vezes, os adultos consideram os sentimentos de uma criança errados, insistindo que os machucados não doem, que sentir raiva de um coleguinha que bateu nela é vergonhoso, ou que ficar triste, mesmo com um motivo válido, é incorreto. Os pais geralmente o fazem com boas intenções, querendo ensinar aos filhos um comportamento adequado. Entretanto, é crucial reconhecer que uma habilidade fundamental para os indivíduos modernos é a capacidade de reconhecer e gerenciar seus sentimentos, emoções e necessidades.

  • Kate, hoje com 37 anos, lembra-se perfeitamente como sua mãe a obrigou a dar sua adorada boneca para outra menina, repreendendo-a por ser “gananciosa” e por se aborrecer por causa de um “brinquedo estúpido”. Kate nunca recebeu sua boneca de volta. Ao longo dos anos, se esforçou muito para se impor, aprendendo a dizer “não” a pessoas exigentes, inclusive ao chefe e colegas de trabalho. Apesar disso, sempre se sente culpada quando se recusa a atender às solicitações deles.

4. Não apoiar seu filho na frente de estranhos

Toda criança precisa ter a certeza de que seus pais a defenderão em qualquer conflito, independentemente da situação, e não confiarão cegamente nas palavras de pessoas com certa autoridade, como professores, diretores ou vizinhos. Quando os pais permitem que os filhos falem por si próprios, se mostrando prontos para assumir a responsabilidade por suas ações, isso os ajuda a desenvolver uma autoestima saudável e um senso de responsabilidade pessoal.

  • Maggy foi criada por sua avó, que sempre dizia: “O que os outros vão pensar?” Embora sua avó a amasse e quisesse o melhor para ela, enfatizava constantemente a importância da opinião das pessoas. Como resultado, Maggy tem dificuldade em tomar suas próprias decisões e até confia na opinião dos amigos na hora de escolher algo tão simples como uma sobremesa.

5. Buscar inspiração em pessoas bem-sucedidas e fazer comparação com elas

Cada geração tem seu próprio conjunto de heróis que os jovens aspiram imitar. Nas últimas décadas, as histórias de sucesso pessoal de indivíduos ricos e influentes foram muito difundidas. No entanto, não é tão simples quanto conhecer a história de sua vida e alcançar a felicidade. Se fosse assim tão fácil, todos que leem esses livros de histórias bem-sucedidas já teriam resolvido os seus problemas financeiros.

  • Alex, desde muito jovem, desenvolveu uma paixão por computadores. Inspirado pela história de Steve Jobs, compartilhada com ele por seu pai, mergulhou de cabeça em aprender tudo sobre a Apple. No momento de escolher uma universidade, Alex inicialmente acreditava não precisar de educação superior, uma vez que Steve Jobs teve sucesso sem ela. Por fim, percebeu a importância da educação para a sua trajetória e buscou a faculdade visando avançar em sua carreira. Agora, Alex brinca: “O que funcionou para Steve Jobs é apenas uma perda de tempo para um cara comum como eu”.

6. Pressionar o filho a decidir sobre sua carreira futura

A noção de que alguém deve seguir uma única carreira por toda a vida provavelmente está ultrapassada e impraticável. Muitas ocupações modernas não existiam há uma década, enquanto outras  se tornaram obsoletas.

  • Desde a infância, Max era apaixonado por explorar computadores e entender diversos programas. Apesar das preocupações de seus pais, ele perseguiu seu interesse e acabou descobrindo cursos on-line sobre testes de software. Agora, está prosperando nessa área, aproveitando seu potencial e suas habilidades.
  • Laura, aos 37 anos, trabalhava como socióloga em uma grande empresa de consultoria, mas achou difícil manter a carreira após o nascimento do filho. Durante a licença maternidade, redescobriu seu amor pela fotografia. Começou fazendo fotos exclusivas de seu bebê, mas logo passou a oferecer sessões de fotos para os filhos de amigos e conhecidos. Com o tempo, abriu seu próprio estúdio fotográfico. Agora, ganha tanto quanto seu marido e administra com sucesso sua vida profissional enquanto cuida de sua família. Essa mudança exemplifica a natureza evolutiva das carreiras e a importância de abraçar novas oportunidades.

7. Discutir sobre dinheiro

Como as crianças podem absorver mensagens que permanecerão por muito tempo dessas circunstâncias, é fundamental evitar discussões sobre dinheiro ou outros assuntos na frente delas. Em vez de conflitos individuais, que podem levá-las a tomar partido e se angustiarem, as conversas devem ser conduzidas de maneira a promover o envolvimento.

  • Chris cresceu vendo os pais discutirem sobre dinheiro. Quando foi para a faculdade aos 17 anos e saiu da casa paterna, teve dificuldades em administrar suas finanças e gastava com coisas desnecessárias. Agora, teme iniciar relacionamentos, acreditando que o dinheiro é a principal causa de sua tristeza.

8. Proibir a criança de usar redes sociais

As redes sociais tornaram-se o equivalente atual dos pátios, quintais e parques onde costumávamos brincar na infância. As crianças podem aprender habilidades valiosas com aplicativos integrados às plataformas de mídia social. Embora os pais devam lembrar os filhos sobre as regras de segurança na internet, privá-los dessa experiência pode ser cruel.

  • A mãe de Adriana ficou surpresa ao descobrir que a filha de 10 anos aprendeu a criar vídeos legais. Ainda mais surpreendente foi perceber que a garota aprendera essa habilidade usando o TikTok. Agora, criar vídeos curtos se tornou um hobby familiar para elas.

9. Ensinar à criança que ela já tem o que pede em casa

Muitos de nós nos lembramos de ocasiões em que pedíamos aos nossos pais para comprarem algo e ouvíamos: “Já temos isso em casa, não precisamos de mais um”. Alguns pais expõem repetidamente seus filhos a essas situações, desencorajando-os, involuntariamente, de conseguirem o que realmente precisam. Esse padrão pode impactar significativamente seus hábitos financeiros na vida adulta. Por outro lado, a satisfação constante de todas as necessidades da criança também pode ter efeitos negativos.

  • A mãe de Jan sempre lhe diz já ter determinadas coisas em casa e que não precisam comprá-las. Jan aprendeu a ignorar suas necessidades e, a cada pedido subsequente, se retrai ainda mais, sabendo que não deve pedir. Quando Jan crescer e tiver seu próprio salário, o dinheiro irá para coisas triviais, pois, foi assim que ele aprendeu a viver.

10. Evitar que as crianças entrem em conflitos

A capacidade de interagir com outras pessoas talvez seja uma das habilidades profissionais mais importantes que alguém pode ter. É importante não apenas ajudar as crianças a fazer amigos, mas ensiná-las igualmente a se envolver em discussões saudáveis. As pessoas geralmente têm opiniões diferentes e há várias maneiras de expressar emoções. Quanto mais cedo os pequenos entenderem esse conceito, mais fáceis serão suas interações com os outros, inclusive em ambientes profissionais.

  • Michaela passou a vida evitando conflitos, preferindo concordar com os outros a se envolver em disputas. Ela acreditava que alguém sempre tinha de ser o “mais esperto”, mas essa abordagem se mostrou mais prejudicial do que benéfica. Um dia, Michaela aprendeu sobre escuta ativa e decidiu aplicar essa abordagem em sua vida profissional. Ela se destacava por prestar atenção às perspectivas dos outros e, simultaneamente, expressar seus sentimentos quando alguém tentava tirar vantagem dela. Inicialmente, as pessoas acharam seu estilo de comunicação pouco convencional, mas os conflitos com os colegas de trabalho se tornaram mais construtivos, levando a resoluções vantajosas para todos.

11. Ajudar seu filho a aprender economizar

O mundo está constantemente mudando, e as velhas formas de ganhar ou economizar dinheiro podem não funcionar mais. Não podemos prever quais habilidades serão valiosas na economia futura. Por isso, é importante ensinar as crianças a serem flexíveis e estarem prontas para as mudanças, não apenas no que tange a economizar dinheiro.

  • O avô de Emily economizou dinheiro a vida toda “por precaução”. Mas quando aconteceu um colapso financeiro, todos os seus investimentos perderam valor. Emily presenciou essa situação ainda muito jovem e agora se preocupa com a possibilidade de a economia entrar em colapso a qualquer momento. Ela acredita que o melhor investimento é nas suas habilidades e conhecimentos.

12. Tentativa de formar o caráter com a ajuda dos esportes

Embora haja uma crença generalizada de que os esportes são benéficos para a disciplina e o desenvolvimento do caráter, a competitividade excessiva nas modalidades esportivas profissionais pode ser prejudicial à saúde física e mental de uma criança. Essa disputa pode ser alimentada tanto por outros jovens atletas quanto pelos técnicos. Apenas alguns indivíduos se tornam campeões, e os técnicos geralmente priorizam esses poucos selecionados, negligenciando o restante da equipe. Lidar com esse tratamento injusto muito cedo pode levar à baixa autoestima e à confusão sobre caminhos alternativos para a vida se a criança tiver de parar de praticar esportes.

  • A mãe de Tom praticou ginástica rítmica quando criança, mas precisou abandonar seus sonhos olímpicos devido a uma lesão na perna. Quando Tom tinha três anos, ela o matriculou em aulas de ginástica, esperando que o filho se destacasse. No entanto, o garoto teve dificuldades nessa modalidade esportiva, o que o levou a perder o interesse pela escola, a se sentir um fracasso e a ter dificuldade para identificar seus pontos fortes. Agora, Tom estuda para ser psicólogo infantil e auxiliar os pais a enfrentar os desafios de criar os filhos sem cometer esses erros.

Ser protetor com seus filhos é natural, mas é importante estabelecer limites. Respeitar a privacidade é fundamental para um relacionamento saudável entre pais e filhos e para o seu desenvolvimento pessoal. Violar a privacidade deles pode ter sérios efeitos negativos, especialmente na sua saúde mental. Confira um artigo que separamos para você sobre comportamentos dos pais que indicam uma boa relação com seus filhos.

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