10 Dados sobre o diretor de Coringa e 20 fotos das filmagens (não perca o bônus)

Tendo quase atingido a marca um bilhão de dólares em arrecadação em nível mundial, Coringa pode (e deve) se transformar no filme do ano. Os críticos e cinéfilos estão encantados com o longa e fascinados com a atuação do talentoso Joaquin Phoenix. Mas por trás de todo esse sucesso, há um nome que não podemos deixar de lado: Todd Phillips, diretor dessa história e que nos apresentou uma abordagem diferente da que tínhamos em outros filmes de super-heróis (ou, nesse caso, de vilões).

Incrível.club contará um pouco mais sobre Phillips, sua trajetória, seu trabalho, sua inspiração e a relação que manteve com Joaquin Phoenix nas filmagens, além de mostrar alguns registros por detrás das câmeras de Coringa, através das fotos tiradas pelo fotógrafo Niko Tavernise. Para os verdadeiros fãs, há um bônus ao fim do post.

1. Nascido e inspirado por Nova Iorque

Todd Phillips nasceu no Brooklyn, Nova Iorque, em 20 de dezembro de 1970. Cresceu em Long Island, frequentou a Universidade de Artes de Nova Iorque e a abandonou para poder realizar seu primeiro documentário. Os fãs sabem que o lugar de residência do Batman e seus vilões é a fictícia Gotham Cityessa foi inspirada na “Big Apple” (como Nova Iorque é chamada). Apesar disso, Coringa é o primeiro filme do Batman que foi filmado quase que exclusivamente na metrópole americana e seus arredores.

2. Um passado cinematográfico cheio de risadas

Filmes como Se Beber, não Case, Caindo na Estrada, Starsky e Hutch, Justiça em dobro, Dias IncríveisUm Parto de Viagem foram obras do mesmo homem que agora apresenta um Coringa sombrio, violento e psicológico. Phillips também trabalhou como produtor em 2 sucessos recentes: Projeto X e o badalado Nasce uma Estrela.

3. Deixou a comédia para não brigar com 30 milhões de pessoas

Em uma entrevista à revista Vanity Fair, Phillips explicou que a sociedade está muito suscetível atualmente, e é muito fácil que as pessoas se ofendam. Ele lembrou que suas comédias sempre foram caracterizadas pela irreverência. “Tente ser divertido hoje com essa cultura ’woke’ (cultura da consciência). Foram publicados artigos sobre por que os comediantes não trabalham mais, e eu lhe direi a razão: todos os homens divertidos estão pensando em ’não quero ofendê-los’. É difícil discutir com 30 milhões de pessoas no Twitter. Você simplesmente não pode fazer isso...”

4. O papel de diretor

Sobre ser diretor e em que isso implica, Phillips opinou em uma entrevista à BBC em 2004: “É um trabalho realmente difícil fazer um filme ruim quanto um bom... Os diretores tendem a ser mais subestimados do que supervalorizados porque é um trabalho aparentemente tranquilo e as pessoas realmente não entendem o que eles fazem”.

5. Um diretor de atores

Phillips também comentou que admira muito o trabalho que os atores realizam e que os tem como foco. “Me considero mais um diretor de atores do que um técnico. Adoro os atores, que são a razão pela qual dei um salto de documentários para filmes”. Deve ser por isso que a cumplicidade e o trabalho em equipe com Joaquin Phoenix para desenvolver o personagem resultaram na verdadeira obra prima em que o longa se transformou.

6. Se não fosse diretor, seria jornalista

Quando lhe perguntaram se não fosse diretor, o que seria, Phillips assegurou que seria jornalista. “Eu produziria documentários porque a vida real sempre me fascinou ou o fato de que a verdade seja mais estranha do que a ficção...esse tipo de coisa”.

7. A música nos filmes (e a dança no banheiro do Coringa)

Como pudemos ver (e escutar) em Coringa, a música nos filmes de Todd Phillips tem um papel essencial. “Encaro a música de maneira muito séria. Acredito que seja uma das ferramentas que um diretor tem para, de alguma forma, pintar (uma cena)”.

Um exemplo claro disso em Coringa é a cena em que vemos Arthur Fleck dançando no banheiro. Como o diretor comentou em uma entrevista, toda essa parte do roteiro mudou logo após ele analisar e pensar juntamente com Joaquin Phoenix em que o personagem faria nesse momento da trama. Eles partiram do elemento musical que se escuta ao fundo. Com isso, Phillips demonstrou ainda a abertura que tem em relação às opiniões e sugestões de seus atores.

8. Repensando o Coringa

Phillips se sentiu atraído pelo Coringa já que não existia uma versão única desse personagem. Então, ele teve a liberdade criativa para mergulhar em seu passado e nos fatos que moldaram o vilão como agora conhecemos. “Fiquei encantado por podermos tomar esse personagem fictício e fazer o que quiséssemos com ele. Foi um dos roteiros mais divertidos de escrever porque estávamos quebrando as regras”.

9. Joaquin fala sobre Phillips e Phillips, sobre Joaquin

Em uma entrevista realizada pelo site Collider.com, tanto o protagonista do filme como seu diretor manifestaram a admiração e o apreço que sentem um pelo outro. Para Joaquin Phoenix, tanto o diretor como o roteirista (Scott Silver) foram decisivos para que ele aceitasse protagonizar um filme que tinha relação com super-heróis. “Acredito que os temas que Todd tentava explorar eram interessantes, relevantes e perigosos e isso foi emocionante para mim”.

Por outro lado, Phillips confessou que praticamente precisou implorar para que Phoenix aceitasse o papel, indo à sua casa todos os dias até que o ator lhe desse uma resposta positiva. “Sempre digo que ele nunca assinou o filme, disse o diretor. Um dia, apenas apareceu em uma prova de vestuário”.

Por fim, a relação foi enriquecedora para ambos, que falavam e trocavam mensagens de texto todos os dias depois das filmagens, para discutir as possibilidades e ideias sobre o personagem. “Faria qualquer coisa com Joaquin. Não somente é um dos melhores atores, como também é um dos melhores sujeitos que jamais havia conhecido”, declarou o diretor.

10. Haverá sequência de Coringa?

A possibilidade de que no futuro tenhamos uma segunda parte de Coringa já foi considerada, inclusive antes da estreia do filme. Com o sucesso que alcançou é ainda mais provável que a Warner Bros. decida dar uma continuação à história.

Em agosto, Phillips declarou em uma entrevista, referindo-se a uma possível continuação: “Não há ninguém como Joaquin. Se ele está disposto a isso e se as pessoas vão ver o filme, se a Warner se aproxima e diz: ’sabe, se vocês pudessem pensar em algo...’, tenho a sensação de que ele e eu poderíamos fazer algo muito bom”. No entanto, posteriormente o diretor desmentiu essa possibilidade.

Joaquin Phoenix nunca fez uma sequência em toda a sua carreira e, segundo uma entrevista com o jornal Los Angeles Times, uma das coisas que o atraíram para interpretar o Coringa foi precisamente o fato de que se tratava de somente um filme. Mas o astro também confessou que durante as filmagens, pediu ao diretor que começassem a trabalhar em uma segunda parte e até mesmo pensou em cartazes para uma possível sequência, como forma de convencer Todd Phillips das possibilidades que ambos tinham para explorar o personagem.

Finalmente, Phillips disse estar de acordo com uma segunda parte se tivessem uma razão criativa convincente. “Temos apenas falado sobre o fato de que, se alguma vez o fizermos, não poderá ser apenas esse filme louco e selvagem sobre o ‘palhaço príncipe do crime’. Isso simplesmente não nos interessa. Teria de haver uma certa ressonância temática com a obra atual”, pontuou o diretor.

Bônus: uma referência à Mulher-Gato?

Essa é uma das fotos que Todd Phillips publicou recentemente em sua conta do Instagram. É uma página do diário de Arthur, para muitos uma clara referência à Mulher-Gato, outro conhecido personagem do Universo DC Comics. Esse diário foi levado pelo diretor como lembrança. Phillips confessou que sempre leva para casa alguma coisa depois de terminar seus filmes.

O que você achou desse filme? Gostaria de ver uma continuação? Sabia que o diretor é o mesmo de Se Beber, não Case? Gostaríamos de saber sobre sua opinião na seção de comentários!

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