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“Ele é fruto do meu coração”, a história de amor entre Astrid Fontenelle e seu filho adotivo prova que ser mãe vai além de gerar

No dicionário, adotar é um verbo transitivo que tem como significado “acolher, tomar por filho, escolher e seguir”. Mas, na vida real, o conceito vai muito além disso. Para muitas pessoas, é uma forma de alcançar o sonho da maternidade; para outras, uma realização pessoal e de amor ao próximo. Agora, independente das motivações, uma coisa parece ser unânime entre todos: a decisão de adotar é, acima de tudo, um grande ato de amor.

Foi pensando nisso que o Incrível.club trouxe, hoje, a história de Astrid Fontenelle e seu filho Gabriel, que prova como a adoção é capaz de transformar por completo a vida das pessoas. Confira abaixo e se emocione conosco!

O início de tudo

Não foi de uma hora para outra que a ideia de adotar apareceu na vida de Astrid, a vontade era algo presente desde quando era muito nova, e se concretizou em 2008, quando conseguiu finalizar o processo e finalmente consagrou-se mãe de Gabriel: “Tinha uma vontade muito grande de ser mãe. Não tinha inveja de barriga, não queria ter barriga, nada disso. Eu queria ser mãe. E sempre achei que iria adotar, desde garota.”

Em entrevista, a apresentadora conta que na época (dezembro de 2007), preparara tudo o que era necessário para conseguir uma entrevista com a Vara da Infância e Juventude, mas se assustou quando descobriu que ela só seria marcada em junho de 2008, mais de 6 meses depois. No entanto, o jogo estava prestes a “virar” para a moça, em uma ocasião inesperada, mas muito oportuna.

O processo de adoção

No mesmo período, Astrid viajou para a Bahia a fim de assistir ao show de João Gilberto. E, aproveitando a oportunidade, levou os documentos para a adoção e também os entregou à Vara do estado. Na ocasião, relata que uma das funcionárias do local pediu que ela esperasse para conversar com o juiz, o que levou em média uma hora e meia.

“Na conversa, o juiz me disse que tinha uma criança para ser adotada. Eu estava no lugar certo, na hora certa. O juiz ainda me disse que me deixou esperando para testar minha paciência. Imagine, mal sabia ele que estava esperando há muito tempo para ter um filho. No mesmo dia, conheci o Gabriel. Acredito que tenha sido o universo conspirando a favor das pessoas (...)”

Os sentimentos com a chegada da maternidade

Embora não tenha gerado o Gabriel, Fontenelle explica que os seus sentimentos não difeririam se ele tivesse sido concebido em seu ventre: “Nem sei como descrever o momento em que nos olhamos. Acredito que seja muito comparável com o momento em que você recebe o bebê que acabou de parir”. Ela relata ainda que o choro cessou no exato momento em que seu filho parou em seus braços. “Entendi na calma dele que era meu filho. Feito pra mim. Fomos destinados pra ficarmos juntos.”

“A cada dia você se apaixona mais. Não tive um filho da barriga, mas posso garantir que não há diferença entre os sentimentos. Ele não saiu da barriga, saiu do coração.” Quanto às mudanças que a maternidade trouxe para si, ela é bastante sincera e resume a dimensão desse processo em poucas, mas significativas palavras: “(Mudou) Tudo. Descobri o significado real da palavra amor. Vivi intensamente histórias de amor, mas no dia que se tem um filho, se percebe o amor incondicional e crescente, e como o restante se torna pequeno.”

A “segunda adoção” de Gabriel

Quando, aos 47 anos, decidiu que seria o momento de adotar uma criança, Astrid não esperava que essa deixaria de ser uma experiência uno para se tornar duo. E ainda que tenha dado entrada nos papéis de adoção sozinha, com o tempo esse virou um projeto de duas pessoas. Mas engana-se quem acredita que tenha demorado muito. Fausto, o até então recém namorado de Fontenelle, também adotou Gabriel quando ele tinha apenas 40 dias de vida.

“O Fausto teve que adotar o Gabriel, porque até então ele era Gabriel Fontenelle de Brito, meu filho. Na carteira de identidade, só o nome da mãe. Aí, para ter o nome do Fausto, não sou eu que vou chegar ao cartório e pedir para acrescentar, é um outro processo de adoção.” Ela já contou que ele é uma presença masculina importante para o menino e que, independente de qualquer coisa, acredita que uma família não precisa ser ’quadradinha’, o que é necessário é atenção. “Eu teria tido o Gabriel sozinha ou acompanhada. Sempre quis e soube que seria mãe de uma criança adotada”, completa.

O crescimento e o matrimônio

Em mais de uma oportunidade, Astrid comentou que ser mãe foi uma das melhores coisas que já aconteceram em sua vida. Contudo, não é novidade que a criação seja um dos grandes desafios da maternidade — e, mesmo que com o Gabriel possa não ter sido diferente, nas redes sociais a família mostra que ele tem se tornado um rapaz responsável e cheio de personalidade! “A criação de um novo homem é superimportante pra essa nova sociedade que a gente quer: igualitária e feliz pra todo mundo. Eu tento preparar o Gabriel pra saber viver nela sem sofrer e sem fazer sofrer”, conta Astrid.

Sobre a rotina, diz que ele está presente em todas as gravações, que vai tanto naquelas que acontecem no Aeroporto quanto naquelas que acontecem no estúdio do Saia Justa. E, se ainda houver algo para fazer em casa, não deixa de ajudar e dar dicas a respeito do que está sendo feito. E, é claro, a música também faz parte do cotidiano dos dois, mas, em alguns momentos, parecem divergir quanto ao gosto: “A gente ouve muita música. Acho que é o que mais gostamos. O Gabriel é mais pop, eu sou mais R&B e MPB”, acrescenta.

A conversa com o Gabriel sobre a adoção

É comum que muitas pessoas pensem que contar para a criança sobre a adoção seja um momento delicado. Mas nem sempre esse processo ocorre dessa maneira — às vezes, os pais vêm trabalhando o assunto desde os anos iniciais de seus filhos, e assim não se cria um tabu quanto a isso. O que aconteceu com Astrid e Gabriel. “No processo de adoção, umas das primeiras coisas que te perguntam é: ’Você vai contar para seu filho?’ Porque houve um tempo que isso era escondido e não deu certo. Evidente que você conta. E eu conto para ele sempre que há necessidade”, relata.

E afirma ainda que ’conversaram’ na primeira vez que o pegou: “Você vai comigo, você é meu filho a partir de agora”. A apresentadora complementa dizendo que ele estava chorando, mas parou na hora que o teve nos braços, pois “eles precisam de afeto”. E, com a felicidade visível em pertencer a uma família amorosa e cheia de boas histórias para contar, nós não temos dúvidas de que o afeto, o amor e o companheirismo fizeram toda a diferença na vida do Gabriel (e também da Astrid). Provando que ser mãe vai além de gerar. E como ela diria: “Ele é fruto do meu coração”, onde acontece a origem de todo tipo de amor, não é mesmo?

Você conhece alguma outra história emocionante que envolve a adoção? Já teve ou tem vontade de adotar? Conte nos comentários! Adoraríamos saber!

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