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7 Fatos sobre a sombria biografia de Marilyn Monroe — uma atriz perseguida por seus problemas durante toda a vida

A icônica foto do vestido esvoaçante, o risinho fofo que marcou suas participações em filmes, e o memorável dia em que cantou Parabéns para o próprio presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy — Marilyn Monroe é lembrada até os dias de hoje pelos vários momentos gloriosos de sua carreira. No entanto, poucos a conheciam de verdade. E apesar do incrível sucesso, a tímida e insegura Norma Jeane viveu o tempo todo dentro da brilhante Marilyn Monroe.

Incrível.club decidiu revisitar a biografia da atriz e preparou 7 fatos que mostram esse lado inseguro dela e provam que as pessoas que viviam ao redor de Marilyn pouco a conheciam — o que talvez, de alguma forma, tenham arruinado a sua vida. Acompanhe!

1. Marilyn não conhecia o pai, e sua mãe lhe deu a uma família adotiva

Marilyn, ou melhor, Norma, como a atriz era chamada antes de sua carreira, era a terceira filha de Gladys Baker. No entanto, o pai da menina nunca foi revelado. A garota praticamente não conhecia a mãe, já que, logo após o seu nascimento foi levada por uma família adotiva, que já criava vários outros filhos. Gladys morou junto com a família adotiva por um tempo para ajudar na criação de Marilyn, mas por causa do seu emprego em Hollywood, passou a ver a filha apenas nos finais de semana. Quando se estabilizou financeiramente, Gladys pegou a filha de volta para poder criá-la, mas pouco tempo depois, infelizmente, a mãe da futura estrela foi diagnosticada com esquizofrenia paranoide e passou praticamente o resto da vida internada em hospitais. Portanto, até o fim de sua vida, Gladys praticamente não teve mais contato com Norma que, até a maioridade, saiu pulando de família em família, chegando a morar até em um orfanato.

Foi devido a sua infância conturbada que a garotinha pensou em se tornar atriz, uma vez que o mundo ao seu redor não tinha sido tão amigável com ela:

“Quando eu tinha 5 anos, acho que foi quando comecei a querer me tornar atriz. Eu gostava de brincar. Eu não gostava do mundo ao meu redor, porque era algo desagradável, eu gostava de brincar de casinha. Era como se eu pudesse fazer meus próprios limites. Algumas das minhas famílias adotivas usavam o cinema para me tirar de casa, e lá eu ficava sentada na frente daquela tela grande, sozinha. Então, eu me apaixonei pelo cinema”, compartilhou a atriz.

2. A atriz teve uma vida amorosa conturbada: se casou muito jovem em seu primeiro casamento, o segundo não resistiu a sua enorme popularidade e o terceiro não lhe trouxe felicidade

Aos 16 anos, Marilyn teve de se casar com seu vizinho, um jovem de 21 anos. Ela teve de fazer isso porque a família com a qual morava foi transferida para outro estado, e de acordo com a lei da Califórnia naquela época, a menina não poderia ser levada junto. Então, logo após completar 16 anos foi arranjado o casamento para que ela não voltasse para o orfanato. A atriz compartilhou que seu primeiro matrimônio foi muito calmo e que ela e o marido conversavam muito pouco. Um ano depois do casamento, seu esposo se alistou na marinha e ela começou a trabalhar em uma fábrica de aviões.

Esse trabalho foi fundamental para sua carreira, pois foi nele que a futura estrela foi notada por um fotógrafo que lhe ofereceu um emprego como modelo. Marilyn aceitou e sua carreira começou a decolar rapidamente: pequenos contratos para atuação, mudança no visual, um nome artístico e... um divórcio, o marido não aceitou seu novo estilo de vida.

Uma situação semelhante se repetiria anos mais tarde em seu segundo casamento, desta vez com o astro do beisebol Joe DiMaggio. O atleta tinha fortes ataques de ciúmes, o que não combinava com o fato de ser casado com uma das mulheres mais cobiçadas da época.

A icônica cena do vestido esvoaçante em O Pecado Mora ao Lado foi a gota d’água para o ciúme obsessivo de Joe. Curiosamente, a sessão de gravação dessa cena durou várias horas e atraiu uma multidão de curiosos, causando ainda mais ciúmes em Joe e o término do casamento.

O terceiro matrimônio de Marilyn — com o diretor Arthur Miller — também terminou em divórcio. Segundo rumores, a crise criativa do diretor contribuiu para a ruína da relação e, além disso, ele se sentia financeiramente dependente de sua esposa e Marilyn se considerava indigna de ser sua musa.

3. Durante toda a vida escondeu problemas psicológicos atrás de um grande sorriso

Marilyn fez vários procedimentos para melhorar sua aparência, mas juntamente devido a obsessão pela beleza, ela parecia se perder cada vez mais de si mesma. Para fazer a testa parecer mais alta, a linha do cabelo foi levantada usando um procedimento especial. O cabelo foi descolorido para um tom loiro platinado. A má oclusão dentária foi corrigida, juntamente com a adição de uma prótese de silicone na mandíbula e também foi feita uma correção do formato do seu nariz.

Ela se tornou um ícone de beleza, mas ainda assim tinha vergonha de si mesma. A esposa do fotógrafo e amigo pessoal de Marilyn, Milton Green, disse:

“Ela sofria de dislexia e de uma gagueira mais grave do que qualquer um poderia imaginar. Ela foi atormentada durante toda a vida por pesadelos horríveis que contribuíram para sua insônia constante. Ela tinha transtorno bipolar e muitas vezes estava desligada da realidade. E isso sem contar o fato de ela ter sofrido constantemente com dores terríveis durante o período menstrual devido à endometriose. Tinha erupções cutâneas e urticária, por fim, contraiu colite crônica que lhe causava dores abdominais e náuseas. Ela superou tudo isso, além dos problemas bem conhecidos de sua infância — uma mãe em um hospital psiquiátrico, um pai que ela nunca conheceu, e sempre se mudando entre lares adotivos e um orfanato. E, então, havia diferentes medicamentos que ela tomava para lidar com a pressão de Hollywood: para se acalmar ou obter energia”.

No entanto, a atriz descobriu em si mesma a capacidade de atuação graças a qual todos a conheciam e se encantavam. Em minutos, ela se transformava de uma mulher discreta em uma atraente, hipnotizando todos ao seu redor com seu sorriso. Esse efeito camaleão realmente era de alguém com um talento inato para atuar.

4. A atriz sempre lutou contra o medo de subir ao palco e ainda era tímida em relação ao status de estrela

O medo do palco sempre permaneceu com Marylin, já que ela era uma pessoa muito tímida por natureza. Mas mesmo quando já era conhecida, a atriz continuou fazendo cursos de interpretação, e se comportava o mais modestamente possível dentro do círculo estudantil. Foi assim que Sam Kashner a descreveu em seu artigo Marilyn and Her Monsters:

“Ela estava sempre atrasada para a aula, geralmente chegando antes que as portas da classe fossem trancadas. O professor era rigoroso em não deixar entrar no meio de um exercício ou, Deus me livre, no meio de uma cena. Ela entrava sem maquiagem, com os cabelos brilhantes escondidos sob um lenço, e tentava não chamar atenção para si mesma. Ela geralmente se sentava no fundo de uma das salas escuras do Malin Studios na 46th Street, no coração do distrito dos teatros. Quando levantava a mão para falar, falava com uma voz fraca e baixa. Marylin não queria chamar atenção para si mesma, mas era difícil para os outros alunos não perceber que a estrela de cinema mais famosa do mundo estava na mesma aula de atuação que eles”.

Mesmo quando Marilyn já era muito popular, ela recebia um salário pequeno em relação ao tamanho de sua carreira. Isso aconteceu porque ela assinou um contrato de longo prazo, que não visava aumentar os honorários da atriz, portanto, ela recebia menos atenção do que outras estrelas do mesmo nível e ainda não podia escolher com quem trabalhar e quem evitar.

5. Marilyn realmente queria ter filhos, mas não conseguia manter uma gravidez

Outro motivo de insegurança da atriz é que Marilyn realmente queria ter filhos, mas sofria de endometriose e isso dificultava a gravidez. Ela teve três abortos espontâneos, mas não perdeu as esperanças. A quarta gravidez sempre foi objeto de rumores e discussões. Fotografias de 1960 mostram a estrela com uma barriga arredondada. Naquela época, corria o boato de que Marilyn não estava grávida do seu então marido, o diretor Arthur Miller, mas do famoso cantor Yves Montand. No entanto, o que aconteceu e o porquê de a gravidez não ter vingado, permanece um mistério até hoje.

6. Por várias vezes durante sua carreira, Marilyn tentou mudar o estereótipo ao qual era associada

A imagem da loira sedutora começou a entediar a atriz, e no auge de sua carreira ela sentiu que poderia tentar outros papéis mais dramáticos e mais sérios. A tentativa de fazer mudanças no rumo de sua carreira profissional levou a vários escândalos com os executivos dos estúdios que não estavam dispostos a abrir mão do tipo lucrativo que Marilyn representava.

Inclusive, a atriz teve vários pequenos confrontos enquanto trabalhava em algumas produções. Por exemplo, quando a estrela estava gravando o filme O Príncipe Encantado juntamente com o famoso ator Laurence Olivier, que também atuou como diretor e produtor do longa. Acontece que Laurence não levava sua parceira a sério e a irritou terrivelmente quando disse: “Tudo que é exigido de você é ser atraente!” — Marilyn respondeu que ele não sabia respeitar os atores e que era muito arrogante.

Anos mais tarde, Marilyn chegou a fundar seu próprio estúdio de produção, mas a empreitada não obteve muito sucesso. Ela percebeu então que para se manter relevante em Hollywood, deveria continuar sendo uma “loira boba” e se submeter aos padrões daquela época.

7. A síndrome de Marilyn Monroe

A história de vida da atriz deu nome a um termo especial na psicologia. Através da síndrome de Marilyn Monroe, os psicólogos tentam explicar o estado de quando o vazio e a solidão de uma pessoa são disfarçados por trás do sucesso social e do bem-estar. Ninguém tenta conhecer melhor aquela pessoa, porque ela traz uma luz que esconde sua dor pessoal.

O termo foi usado pela primeira vez no livro Lovesick: The Marilyn Syndrome da Dra. Elizabeth Macavoy. Mesmo antes de morrer fisicamente, Marilyn já estava morta internamente em seu vazio e solidão — diz Elizabeth em seu livro. Por trás de todo o brilho, holofotes e o famoso “Feliz Aniversário, Sr. Presidente”, em que ela cantou com tanta ousadia para John F. Kennedy, estava uma mulher que há muito tempo estava quebrada. Ela entendeu que a felicidade é o que todos esperavam ver em seus filmes, mas sua realidade era egoísta e decepcionante.

Mas, ainda assim, a pequena Norma conseguiu oferecer a si mesma e ao mundo uma artista incrível que marcou a história do cinema, que embora tenha tido uma trajetória curta, inspirou milhares de pessoas mundo afora.

Qual o seu filme favorito da atriz? Conte para a gente na seção de comentários.

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