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9 Povos que intrigam muitos cientistas devido à incógnita de suas origens

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No século XXI, a ciência atingiu tal nível que parece não haver mais mistérios a serem desvendados. Os geneticistas, por exemplo, ajudaram os etnólogos e esclareceram a origem de muitos povos. Nem tudo, no entanto, está resolvido. Há algumas etnias pelo mundo afora cuja origem permanece um mistério.

Nós, do Incrível.club, adoramos mergulhar fundo nos enigmas para solucioná-los. Por isso, fizemos uma seleção de povos que ainda deixam os cientistas intrigados com suas origens.

Islandeses

Aparentemente, não restam dúvidas sobre a origem desse povo: a Islândia no século IX começou a ser colonizada por vikings que vieram da Noruega e também tinha laços estreitos com a Dinamarca. Portanto, os islandeses são escandinavos. Muitos estudos genéticos defendem essa conclusão, acrescentando que, entre os fundadores da Islândia, também se encontravam nativos da Irlanda e da Escócia.

Mas um estudo realizado por geneticistas identificou outros ancestrais dos habitantes da ilha: os índios americanos. De acordo com a pesquisa de cientistas espanhóis e islandeses, o primeiro nativo americano a chegar à Europa pode ter sido uma mulher trazida para a Islândia pelos vikings há mais de mil anos. Ela deixou descendentes e alguns dos povos indígenas da ilha carregam seu DNA.

Armênios

Os armênios são conhecidos como um dos povos vivos mais antigos. Conforme a teoria mais difundida, a etnia armênia foi formada entre os séculos XIII e VI a.C. no território das Terras Altas da Armênia, e seus ancestrais foram os urartianos, hurritas e luvitas. De acordo com outra versão, a língua armênia está relacionada às línguas grega e indo-iraniana, o que significa ter havido uma comunidade armênia-greco-indo-iraniana. Os defensores dessa hipótese acreditam que as Terras Altas da Armênia são o berço da língua proto-indo-europeia, da qual se originou a maioria das línguas modernas.

Tártaros

Entre os ancestrais dos tártaros estão todas as tribos nômades e estabelecidas que invadiram a Rússia Antiga: cumanos, pechenegues, cazares e, é claro, os tártaro-mongóis. Os geneticistas têm muitas dúvidas quanto ao último grupo, já que encontraram poucos genes da tribo nos tártaros modernos. Em geral, a análise de DNA mostra que os principais grupos regionais dos tártaros (da região do Volga, da Sibéria e da Crimeia) não têm ancestrais comuns, ou seja, são, na verdade, povos diferentes. Por exemplo, o povo do Volga tem um elemento fino-úgrico em seu sangue, enquanto os tártaros siberianos têm parentes entre os povos do Cáucaso Ocidental e até mesmo do Extremo Norte.

Pársis

Esse povo vive no oeste da Índia e professa o zoroastrismo. É a comunidade mais rica e com o maior nível de ensino do país. Os pársis estabeleceram a primeira bolsa de valores da Índia, a primeira siderúrgica, a primeira universidade, o primeiro hospital público, o primeiro jornal, a primeira gráfica e até um estúdio de cinema.

Alguns estudos dizem que esse povo fugiu do Irã porque foi proibido de praticar sua religião. Os pársis foram autorizados a permanecer na Índia seguindo três regras: falar o idioma local, observar os costumes locais de matrimônios e não portar armas. Desde então, integraram-se harmoniosamente à comunidade indiana, mas se distinguem pela religião e pelas tradições.

Em relação à filiação nacional, língua e história, os pársis são mais próximos dos indianos, mas nos aspectos culturais, comportamentais, religiosos e genéticos, eles não são tão indianos assim. Isso se explica por uma possível tentativa de manter suas raízes persas por meio de casamentos entre membros da própria comunidade. Além disso, um estudo de 2007 descobriu que os pársis são mais próximos dos iranianos do período neolítico do que dos iranianos modernos, pois esses também passaram por misturas genéticas com povos do oriente próximo.

Hutsuls

Ainda há debate sobre o significado da palavra “hutsul”. Alguns pesquisadores acreditam que a etimologia da palavra está associada ao moldávio “gots” ou “guts”, que significa “ladrão”. Outros sugerem que vem do eslavo “kochul”, que representa “pastor”. Segundo o especialista em cultura Oleg Gutsulyak, o etnônimo desse povo vem do ossétio ​​(sármata) “gytsyl”, que remete a “pequeno, mais novo”.

De acordo com uma das versões mais difundidas, essas pessoas são descendentes dos chamados croatas brancos, uma tribo eslava oriental que vivia nas proximidades dos Cárpatos. No entanto, os hutsuls são tão diferentes de outros povos eslavos que os pesquisadores passaram a buscar suas origens em outros lugares. E assim surgiu uma teoria de que eles têm raízes romenas ou mesmo turcas. De acordo com outra versão, esse povo vem dos godos e sármatas, de modo que os hutsuls podem muito bem ser ossetianos.

Burushos

Os burushos, também chamados de povo Hunza, vivem nos territórios do norte da Caxemira. Existe um mito de que vivem mais de cem anos e têm boa saúde. Mas, na verdade, são apenas rumores. A expectativa de vida média dos burushos é de apenas 50 anos e, infelizmente, eles não podem se vangloriar de uma excelente vitalidade.

Mesmo assim, o povo Hunza está atraindo a atenção de cientistas de todo o mundo. O fato é que sua linguagem é diferente de qualquer outra no mundo. Os pesquisadores descobriram algumas semelhanças entre os dialetos burushos e caucasianos, além da similaridade com a língua francesa no sistema de contagem e números, bem como uma série de sobrenomes e palavras que lembram o húngaro. Há até uma teoria de que os burushos e os húngaros são parentes: ambos podem descender dos hunos.

Yukaghirs

Um dos povos mais antigos da Rússia, que vive nas margens do rio Kolyma, levanta muitas questões entre os etnólogos. Em primeiro lugar, eles têm dois idiomas completamente diferentes. Em segundo lugar, essas línguas não pertencem a nenhum grupo. Os linguistas sugerem que existiu a família de línguas uralo-yukaghir. Em outras palavras, há uma teoria de que os yukaghirs são parentes dos nativos dos idiomas urálicos, que abrangem os povos fino-úgricos, incluindo os húngaros.

Britânicos

Com os britânicos, ao que parece, tudo é mais esclarecido: eles são descendentes de celtas, vikings, romanos, anglo-saxões e normandos. Mas também houve a primeira população das Ilhas Britânicas, sobre a qual quase nada se sabe. O médico geneticista Stephen Oppenheimer sugeriu que os ancestrais comuns dos britânicos vieram da Espanha há cerca de 16 mil anos e inicialmente falavam uma língua próxima ao basco. E são seus genes os mais fortes entre todos os habitantes das Ilhas Britânicas. Os resultados de estudos genéticos mostram que os britânicos, galeses, escoceses e irlandeses são amplamente idênticos em seu genótipo.

Gagaúzes

Os gagaúzes são um povo de língua turca que vive no coração da Europa, nos Balcãs. E os cientistas ainda não conseguem entender quem são e como chegaram lá. Alguns pesquisadores sugerem que os gagaúzes são descendentes dos pechenegues; outros os consideram ancestrais dos turcos seljúcidas ou ainda dos búlgaros. Alguns admitem que a língua turca foi emprestada, e os ancestrais desse povo são a população indígena dos Balcãs. E mesmo a genética não pode ajudar a esclarecer isso: em uma amostra descobriu-se que os gagaúzes tinham raízes balcânicas. Em outros testes, a conclusão foi de que possuem origens turcas.

Quais povos você chamaria de mais misteriosos da Terra?

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