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15+ Fatos curiosos sobre a vida na Dinamarca — o segundo país mais feliz do mundo

Segundo o documento World Happiness Report, de 2019, a Dinamarca perde apenas para a Finlândia em termos de felicidade da população, mesmo possuindo a maior carga de impostos do mundo. Pensando nisso, preparamos um post cheio de fatos e curiosidades sobre as principais características da vida cotidiana no país.

Incrível.club encontrou muitos fatos interessantes sobre a vida na Dinamarca e está pronto para compartilhá-los com você. Confira!

  • Os dinamarqueses são pessoas que gostam de dividir. Essa é uma das razões pelas quais os serviços de compartilhamento estão em crescimento no país. Os moradores locais compartilharão absolutamente todas as suas coisas sem nenhum problema, mesmo com um estranho. Além disso, aproximadamente metade das casas é alugada por estrangeiros.
  • Os dinamarqueses têm um alto senso de igualdade. Se você segurar uma porta para um dinamarquês, ele encontrará uma oportunidade para fazer o mesmo em troca. Se você comprar uma bebida cara, também receberá uma bebida em retribuição. O dinamarquês não suporta estar em “dívida” com os outros.
  • Na Dinamarca, o silêncio é algo muito apreciado. É proibido o uso da buzina do carro, exceto em casos de verdadeira emergência. Os trens são os mais silenciosos possíveis, e as igrejas têm o direito de tocar os sinos em apenas determinados dias da semana. Nos bancos, por exemplo, é proibido falar ao telefone. Falar alto em uma discussão então? É inaceitável. Você pode ter uma conversa civilizada em um volume baixo, elevar o tom significa perder a confiança dos dinamarqueses.

“É proibido usar o telefone. Aqui você pode usar o aplicativo do Danske Bank para fazer pagamentos”

  • Você pode se proteger de folhetos indesejados. Um usuário do Pikabu que mora na Dinamarca disse que é possível colocar um adesivo especial na caixa do correio e os entregadores não colocarão papéis indesejados. “Você pode solicitar um adesivo no site do governo: o laranja para recusar anúncios e/ou lilás para recusar jornais gratuitos”.
  • É natural que o cumprimento da lei e a ordem pública sejam altamente valorizados no país. Por exemplo, o adesivo no piso da seção de controle de fronteira no aeroporto de Copenhague é assim:

“Encontre seu passaporte” / “Abra seu passaporte na página com foto”

  • Regras especiais de cortesia. Quando você é convidado para uma festa, muitas vezes é apenas um gesto de cortesia. Se um dinamarquês perguntar como você está, ele não pretende parar e ouvir sua resposta. Os escandinavos podem ser muito barulhentos quando organizam uma festa, mas avisam com antecedência que farão um evento desses e que os vizinhos podem se sentir convidados a participar. Mas é apenas um pedido formal, eles não esperam a sua presença, apenas não querem reclamações sobre o barulho.
  • Fazer amizade com os locais não é uma tarefa fácil. “Os dinamarqueses são maravilhosos, confiáveis e bons amigos”, escreve Alex Ostergaard, que atualmente vive no país. No entanto, segundo ele, o problema é que muitos moradores crescem com amigos de infância e não planejam estabelecer novos relacionamentos de amizade com ninguém na idade adulta. As pessoas podem ser amigáveis, mas isso não significa que vão abrir espaço para você na vida delas.
  • As mulheres preferem a beleza natural. “Elas não se esforçam para agradar ninguém”, diz Olga Piskun em seu canal no Youtube. Segundo ela, as dinamarquesas não se interessam muito por maquiagem, mas amam fazer sessões de bronzeamento artificial e manter o design de suas sobrancelhas. Além disso, também não se importam muito com os penteados: rabo de cavalo, cabelo preso ou solto, não importa. Isso se justifica pelos altos preços dos serviços de cabeleireiro no país, além do clima instável que não faz bem para os cabelos.

  • Secar as roupas em apartamento é proibido, devido à grande umidade. Portanto, a maioria da população usa secadores. Um usuário do Pikabu escreveu sobre isso. “Em prédios antigos, geralmente não há máquinas de lavar roupa, e é até proibido ter uma. Certamente existe uma lavanderia no porão do prédio”. Segundo ele, é necessário reservar horário através de um aplicativo especial. Além disso, em alguns condomínios, em vez de uma secadora, há uma sala especial para secagem da roupa — um porão com um monte de varais, que, a propósito, também precisa ser reservado.

  • O custo de manutenção de um carro é muito alto. O imposto sobre veículos, de acordo com um usuário do Pikabu, também é muito elevado. Além disso, gasolina, estacionamento e seguro automotivo também têm um custo grande. “Os moradores costumam brincar que o preço de um carro equivale a um terço de uma casa e, em vez de ter um, vale mais a pena economizar e comprar uma segunda casa ou investir em ações”. Isso justifica a enorme popularidade das bicicletas no país, que, por sinal, os moradores locais usam em qualquer estação — mesmo na chuva ou na neve. Muitas vezes, as bicicletas são equipadas com cadeiras especiais para crianças. Os trens em Copenhague também possuem um bicicletário separado em um vagão.

  • Serviço Médico. Um internauta que mora na Dinamarca escreve sobre o serviços médicos no país: "Todo morador tem um pequeno cartão amarelo. Nele está escrito o número de seu médico pessoal, que pode ser consultado por qualquer motivo. Segundo ele, os moradores são bastante calmos em relação à saúde. No entanto, antibióticos não são vendidos em farmácias sem uma receita médica.
  • A educação é gratuita. Ou, mais precisamente, é paga pelos impostos. Além disso, de acordo com outro usuário da internet que vive no país, a educação, do ensino médio à universidade, é gratuita. E é assim que se parece uma escola dinamarquesa por dentro:

  • Famílias jovens com crianças costumam alugar quartos para estudantes estrangeiros. Isso é feito para se obter uma renda extra. Um internauta que viveu um ano em Copenhague comenta o porquê disso: “Os dinamarqueses com mais de 40 anos têm emprego quase garantido, mesmo que não façam nada de especial o dia todo”. Os jovens dinamarqueses podem não ter tanta sorte.
  • Curta jornada de trabalho. “Os dinamarqueses são trabalhadores esforçados”, escreve Alex Ostergaard. No entanto, a jornada de trabalho é limitada — 37,5 horas semanais. Hora extra é uma coisa rara de acontecer, e ninguém fica no escritório até tarde. Aqueles que têm filhos pequenos saem, na verdade, mais cedo para pegá-los na escola.
  • Poucos são os dinamarqueses que conseguem cuidar da criança recém-nascida por mais de 6 meses. Como um costume geral, a licença maternidade dura no máximo 6 meses, depois disso eles matriculam o bebê em uma creche e voltam a trabalhar. Normalmente, as crianças são pegas na escola ou creche por volta das 16 horas pelos pais.

“Os carrinhos de bebê das crianças escandinavas são conhecidos pelo seu tamanho enorme. Então, eles precisam ser transportados de uma maneira especial”

Tatyana Lassen vive na Dinamarca há 15 anos. Em seu canal no YouTube, ela compartilhou alguns aspectos da mentalidade dinamarquesa que ainda a surpreendem um pouco. Com a permissão dela, citamos alguns:

  • O que mais me surpreende é atitude dos dinamarqueses em relação à higiene. Eles costumam não lavar as mãos, e ainda justificam: “Para quê? Uma pessoa deve desenvolver imunidade às bactérias do ambiente em que vive”. Sim, concordo, é isso mesmo. Mas é chocante que após uma refeição na qual acabaram melando as mãos, não sintam pelo menos um impulso para lavá-las.
  • Outro fato é que eles não lavam os produtos comprados na loja. Por exemplo, abrem um pacote de salada que adquiriram em um supermercado e apenas comem. Maçãs, peras, pepino — apenas removem o plástico e ingerem. Eles acreditam que tudo no corpo deva funcionar naturalmente. Um fato: os dinamarqueses praticamente não têm infecções intestinais.
  • Os dinamarqueses não ligam que seus filhos brinquem no chão. Isso é completamente natural aqui. Provavelmente nenhuma criança nunca ouviu que não se deve colocar a mão na boca após ter contato com o chão. Praticamente nada é prejudicial à saúde do dinamarquês.
  • presença de piolhos nas crianças é completamente normal. As mães chegam na escola e dizem naturalmente: “Atenção, temos piolhos”. Na escola, no ônibus — ninguém tem vergonha disso. Obviamente, existem xampus para tratar deles, mas os piolhos são percebidos como uma parte natural da vida.

Bônus: “Mas que peixe horrível é esse!”

Tatyana também possui um projeto de podcast para os amantes de viagens, no qual publica relatos sobre os países que visita e sobre a sua vida na Dinamarca. Ela compartilhou uma história a respeito do gosto dos dinamarqueses.

Fiquei com água na boca quando vi arenque em conserva pela primeira vez em um supermercado dinamarquês. O peixe era vendido enlatado, mas ainda assim parecia muito apetitoso, mergulhado na salmoura com cebola. Por isso pensei que valia a pena comprá-lo.

Chegando em casa, corri para a cozinha, peguei um pedaço e comi. Fiquei sem reação, porque o gosto era totalmente doce. O sabor doce da marinada dominava o peixe. Depois de mastigar muito, percebi que não conseguia engolir aquilo. Por muito tempo não provei novamente, mas hoje em dia consigo comer o arenque doce até com uma fatia de pão preto

Que as características do modo de vida dinamarquês lhe pareceram mais interessantes? Conte para a gente na seção de comentários.

Imagem de capa Tanja Lassen / youtube