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12 Curiosidades sobre os metrôs (é possível até prever onde as portas vão se abrir na plataforma)

Os trens metropolitanos — carinhosamente chamados de metrôs — são um dos meios de transporte mais populares do mundo. Mais de 150 milhões de pessoas os utilizam todos os dias, número dezenas de vezes maior que o de passageiros aéreos. Falando no sistema de metrô mais popular do Brasil, o de São Paulo, são quase 5 milhões de passageiros por dia! O metrô, suas particularidades e curiosidades são o tema deste post.

Muitos dos integrantes da equipe do Incrível.club são usuários diários do metrô, passam por suas catracas e enfrentam multidões nos horários de pico. Por isso, resolvemos pesquisar o tema e esclarecer alguns segredos do funcionamento desse incrível sistema de transporte subterrâneo. Confira conosco!

12. É possível identificar na própria plataforma onde as portas ficarão posicionadas

Para aqueles que preferem entrar primeiro no vagão para conseguir um bom lugar sentado, existe um truque. Como regra, os trens sempre param no mesmo lugar, então o piso na borda da plataforma onde as portas se abrem geralmente está mais desgastado por causa dos pés de milhões de passageiros que passam por ali. Dessa forma fica fácil de prever onde as portas se abrirão.

No entanto, esse truque nem sempre é necessário. Cada vez mais existem estações com portas especiais ou sinalização para indicar onde as portas dos vagões se abrirão — caso da linha amarela em São Paulo. Veja na foto abaixo, do metrô de Singapura, como esse sistema é conveniente.

Esse sistema de portas e a sinalização no chão ajuda a melhorar o fluxo de passageiros. Ambos podem ser encontrados em muitos metrôs pelo mundo, como na linha amarela do metrô de São Paulo (como já mencionamos), em Moscou e em Singapura.

11. Não vale a pena segurar a porta do vagão para “ajudar os atrasados”

Muitas pessoas consideram uma cortesia segurar a porta do metrô aberta para que um passageiro “atrasado” possa correr na plataforma para pegar o trem, mas essa atitude afeta toda a programação dos trens, o que acaba reduzindo o seu número de viagens. Consequentemente, os trens que virão em seguida estarão mais lotados que o habitual.

Cada vez que a porta do metrô não fecha como o programado, isso atrasa a operação em cerca de 10 segundos. Nos horários de pico, em que o fluxo de trens é maior, isso pode se tornar um problema e tanto para os maquinistas.

10. Nas horas de pico, os trens podem parar no meio do túnel

Às vezes, os trens diminuem a velocidade ou até param nos túneis, mas isso não é motivo para preocupação. A principal razão dessas paradas repentinas é a regularização dos horários das viagens entre as estações, que acabam ficando desregulados durante o horário de pico devido ao maior tempo necessário para que os passageiros entrem e saiam dos vagões.

A propósito, as pessoas que seguram a porta, como falamos anteriormente, contribuem para a maior frequência dessas paradas. Assim como também aquelas que querem entrar no vagão quando as portas já estão se fechando. Melhor não fazer isso.

9. Por que os assentos são voltados para o meio, e não para a frente, como nos ônibus?

Esse arranjo é necessário para melhor utilizar o espaço, levando em consideração o conforto das pessoas. Os assentos, de fato, ocupam maior parte do vagão, e como é impossível retirá-los completamente, seu número é reduzido e eles são organizados de maneira a deixar a maior quantidade de espaço livre possível. Dessa forma também fica mais fácil de se levantar e descer na estação correta. Mas há uma forma menos comum de organização, encontrada em cidades com menor população ou com menor quantidade diária de passageiros, como na foto abaixo. Tudo depende do planejamento da operadora dos trens.

Nessa segunda configuração, os assentos são organizados de maneira que as pessoas ficam sentadas de frente umas para as outras. Dessa forma, em um modelo adequado, mesmo que você esteja sentado na janela, a pessoa sentada ao seu lado não precisará se levantar para que você se levante para sair do vagão. Claro, a passagem pelo corredor fica reduzida, mas como há menos passageiros não há tanto desconforto assim.

8. Em alguns países existem vagões exclusivos para mulheres

“Apenas mulheres” (Women only), em tradução livre

Essa medida é necessária para evitar possíveis situações de assédio, infelizmente ainda bastante comuns no Brasil e em alguns países do mundo. Assim, no Japão, vagões para mulheres são comuns e homens são proibidos de utilizá-los nas horas de pico. No entanto, a regra não vale para os outros horários. Essa prática também já é utilizada aqui no Brasil, como no metrô de Brasília, onde o primeiro vagão é reservado para uso exclusivo de mulheres e pessoas com necessidades especiais.

7. Nem todo metrô funciona com catracas nas entradas das estações

Para muitos, as catracas são a marca registrada do metrô, mas existem trens metropolitanos com um sistema de entrada diferente. Por exemplo, em Viena, na Áustria, não há nenhum tipo de cancela ou controle na entrada ou na saída das estações — o sistema funciona na base da confiança de que as pessoas vão pagar para utilizá-lo; ou seja, a entrada para a plataforma é completamente aberta. No entanto, caso alguém seja pego sem bilhete por um dos controladores, é bom estar preparado para pagar uma multa bem “salgada”.

Tal sistema de entrada/saída livre funciona ainda em outras cidades, especialmente pela Europa, e facilita bastante a vida das pessoas que usam o transporte diariamente.

6. Os melhores lugares ficam no espaço do meio entre as portas do vagão

Isso não é bem uma regra e pode variar de acordo com o país, mas segundo as estatísticas, os cantos do vagão tendem a ser mais sujos, pois as pessoas se sentem menos observadas e por isso acabam deixando lixo. E quando você está sentado perto da porta, há sempre um fluxo e pessoas entrando e saindo, o que nem sempre é confortável. Os lugares mais próximos das portas também são os mais perigosos: um ladrão pode tentar roubar seu telefone ou bolsa no momento que as portas vão se fechar, correndo para fora do vagão.

5. As portas da entrada das estações do metrô geralmente são bem pesadas

Se você estiver em alguma cidade cujo metrô tenha portas nas entradas das estações, perceberá que é comum ter de se apoiar para poder abri-las. Elas são muito mais pesadas do que as que temos em casa ou vemos em escritórios ou lojas. Isso se deve ao fato de que o movimento dos trens pelos túneis acaba gerando fluxos de ar que são fortes o suficiente para abrir as portas comuns.

E há um pequeno segredo nisso que pode ajudar no dia a dia. Como a pressão do ar no interior da estação é mais alta, quando as portas se abrem o ar sai. Assim, ao entrar no metrô, é mais fácil abrir a porta puxando-a para si, e ao sair, empurrando-a.

4. Não é tão raro assim encontrar banheiros no metrô

Existem várias razões pelas quais no metrô às vezes pode não haver banheiros. Uma delas é o enorme fluxo de passageiros em espaços relativamente limitados. Além disso, de acordo com os padrões gerais, se o trajeto de metrô demorar em média menos de 60 minutos, não há uma grande necessidade para uso do banheiro, concorda?

No entanto, ainda assim é possível encontrar banheiros em algumas estações pelo mundo. Em São Paulo, por exemplo, seu uso é completamente gratuito e os sanitários estão bem distribuídos pela rede. Além disso, em caso de uma necessidade urgente, você sempre pode falar com um funcionário do metrô, que poderá levá-lo ao banheiro de serviço. Eles existem em todas as estações, mas são de uso restrito dos funcionários.

3. Os trens produzem uma corrente de ar quando passam pelas estações

O sistema de ventilação cria correntes de ar e rajadas de vento regulares e o mais interessante é que os trens desenvolvem uma função central nesse sistema — eles são os principais responsáveis por empurrar o ar pelos túneis. Fora isso, eixos de ventilação (estruturas especiais que permitem a troca de ar do sistema subterrâneo com a superfície) removem os gases que acabam se formando dentro dos túneis e renovam o ar. Assim, quando um trem está se deslocando pelo túnel, cria uma área de maior pressão em sua frente, que empurra o ar para cima pelos eixos de ventilação e forma o fluxo que sentimos quando ele se aproxima da estação.

2. O “cheiro do metrô” pode se tornar coisa do passado

Aquele cheiro específico que sentimos quando estamos na estação do metrô pode se tornar coisa do passado — em alguns lugares as empresas responsáveis pelo serviço já começaram a utilizar produtos para eliminá-lo ou disfarçá-lo.Não que seja ruim, mas outros aromas podem ser mais agradáveis. Assim, em cidades como Nova Iorque, Londres e Amsterdã, estão sendo instalados junto aos sistemas de ventilação, dispositivos aromatizantes. No entanto, essa moda ainda não chegou ao Brasil, e só nos resta lidar com o clássico cheirinho.

O cheiro do metrô é resultado de todo um complexo: é uma mistura de creosoto, produto químico aplicado para a preservação das travessas de madeira que sustentam os trilhos; metal com óleo lubrificante, que surge especialmente quando o trem está desacelerando pela estação e materiais de acabamento dos túneis, que ficam submetidos ao sistema fechado e ventilado do metrô por muito tempo. Fora isso, é claro, também há o “aroma” de todos os passageiros juntos.

1. É mais eficiente quando as pessoas em ambas as fileiras da escada rolante ficam paradas

Quase todo mundo sabe que há uma espécie de “regra de etiqueta” segundo a qual se deve deixar o lado da esquerda livre nas escadas rolantes para quem estiver com pressa. No entanto, como foi demonstrado por um grupo de pesquisadores de Londres, esse método não reduz o fluxo de passageiros nas escadas rolantes; pelo contrário, pode aumentá-lo em até 31%.

O melhor método, recomendado, inclusive, pelas regras de utilização da maioria dos metropolitanos do mundo, é que os passageiros fiquem parados em ambos os lados da escada rolante.

Você é um usuário frequente do metrô? Compartilhe com a gente suas experiências desse mundo subterrâneo na seção de comentários.

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