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10 Objetos antigos encontrados fora de lugar que fizeram os cientistas duvidarem do que estavam vendo

Como se sabe, as antigas civilizações não deixaram livros se apresentando e contando as coisas que gostavam de fazer para que as gerações futuras soubessem quem elas foram. Além disso, aquelas que deixaram registros escritos o fizeram em idiomas que não existem mais e ainda estão sendo decifradas. Portanto, quando relíquias antigas são descobertas em ruínas arqueológicas, é uma ótima oportunidade para aprender mais sobre a história humana. Mas, entre essas descobertas, há algumas peças chamadas popularmente oopart (acrônimo em inglês para “artefatos fora de lugar”). O nome se refere a objetos estranhos, e não porque sua aparência é de mau gosto, mas por parecerem estar fora do tempo. Além disso, seu estudo pode fazer com que tudo que era conhecido até então sobre uma civilização precise ser corrigido. Muitas peças acabam sendo uma fraude ou mal interpretadas, mas outras ajudam a descobrir como as civilizações antigas eram avançadas.

Incrível.club reuniu para você 10 itens que os pesquisadores pensaram que fossem de civilizações antigas e altamente desenvolvidas e até de extraterrestres, mas que, na verdade, tinham uma explicação lógica (pelo menos a maioria).

1. O Pássaro Saqqara

Este misterioso objeto, encontrado em Saqqara, no Egito, em 1891, foi motivo de debate durante muito tempo. Isso porque, em razão de sua forma peculiar, os pesquisadores de atividades paranormais o viam como um protótipo de aviação feito pelos egípcios. Caso fosse verdade, os livros de história provavelmente teriam que ser reescritos com a alegação de que “os antigos egípcios criaram os aviões”. Até mesmo a máquina voadora (também chamada de aeroplano), projetada por Leonardo da Vinci no século XIV, não seria nada inovadora em comparação com a dessa civilização. E não é que os egípcios não tenham feito grandes descobertas ou desenvolvido importantes tecnologias no tempo deles, ou melhor dizendo: você já viu suas pirâmides? Já leu sobre elas? São incríveis e certamente exigiram grande inteligência e engenhosidade para que fossem executadas! Inclusive muitas de suas criações não são fáceis de ser entendidas e não foram desvendadas até hoje. Mas passar disso para projetar um avião com as características dos artefatos que conhecemos hoje não seria demais?

Felizmente, uma explicação lógica para o assunto foi encontrada, e o que você vê na imagem é, na verdade, um falcão de madeira. Portanto, não são as asas de uma máquina, mas de um pássaro do qual se pode, inclusive, ver os olhos escuros. Não se sabe se foi para uso cerimonial ou um brinquedo para crianças da classe alta, mas o que temos certeza é que ele, definitivamente, não voou.

2. Hieróglifo de helicóptero no Templo de Abidos

Este hieróglifo foi encontrado no Templo mortuário de Seti I e, por causa de sua forma peculiar, as pessoas o associaram a um helicóptero. Quem sabe? Talvez também tivesse sido inventado pelo sábio egípcio que projetou os aviões. Mas, da mesma maneira que no caso anterior, foi definitivamente um equívoco. Essa percepção se deveu a um efeito pareidolia (quando associamos uma imagem a algo que já vimos ou reconhecemos), porque esses hieróglifos são o resultado de um palimpsesto, um entalhe em cima de outro, que une dois escritos diferentes em uma única forma.

3. Caveira de cristal

As caveiras de cristal foram feitas por mesoamericanos pré-colombianos e despertaram muita admiração pelos materiais e conhecimento da época em que foram feitos. Mas houve um caso particular em que não apenas o uso do crânio foi questionado, mas também o próprio crânio, quando uma mulher chamada Anna Le Guillon Mitchell-Hedges afirmou ter um desses objetos em sua posse, que ela supostamente havia encontrado em um templo destruído em Lubaantún, no Belize. Anna relatou que “os maias do lugar lhe disseram que o crânio era usado pelo sumo sacerdote” para desejar que uma pessoa não continuasse vivendo.

Os pesquisadores começaram a duvidar da honestidade de sua descoberta quando conseguiram verificar que, nos ataques ao templo de Lubaantún, nenhum crânio havia sido encontrado e nem se mencionou que ele pudesse ter estado naquele local. Ficaram ainda mais hesitantes quando Anna se recusou a emprestar sua relíquia aos investigadores, mas em contrapartida, vivia em turnê com ela, o que acabou lhe rendendo muita popularidade e lucro. Finalmente, quando a mulher morreu, seu marido permitiu aos cientistas acesso ao crânio, para que eles pudessem tirar suas próprias conclusões. Após numerosos estudos, verificaram que a caveira não tinha centenas de anos, mas cem, no máximo, e que havia sido esculpida com materiais que não existiam nos tempos pré-colombianos. Portanto, era uma cópia falsificada de peças de museu.

4. Lâmpada de Dendera

Se é possível acreditar que os egípcios inventaram veículos aéreos, também conseguimos pensar que eles fabricaram lâmpadas e até as desenharam em seus hieróglifos. As Lâmpadas de Dendera são relevos encontrados em ruínas que supostamente funcionavam de maneira semelhante à energia elétrica, que, é claro, ainda não havia sido descoberta.

Teria sido outra oportunidade para começar a pensar que tudo o que aprendemos sobre a história antiga estava errado, mas os cientistas decidiram derrubar essa teoria alegando que claramente tratava-se de uma cobra emergindo de uma flor de lótus. Tudo bem, essa explicação pode parecer ainda mais estranha do que a dos egípcios usando lâmpadas, mas na verdade faz todo o sentido, pois essa foi uma representação da coluna dorsal do deus egípcio Osíris, que representava estabilidade.

5. Discos Dropa

Neste caso, não apenas a procedência dos objetos era duvidosa, mas também a existência de seus descobridores e até os próprios artefatos, já que os discos Dropa nunca foram realmente vistos (a fotografia é apenas uma ideia de como eles podem ser). A suposta história está escrita em um livro chamado The Sun Gods in Exile, no qual se conta que os discos, com 12 mil anos de idade, foram encontrados em 1938 por Chi Pu Tei nas montanhas inacessíveis de Bayan Kara Ula, com muitos restos ósseos deformados.

Esses discos tinham símbolos ocultos que, quando decifrados, permitiam ler a história de uma espécie alienígena chamada Dropa que desceu à Terra, mas morreu nas mãos dos humanos. Tudo parece muito interessante... para ser um romance de ficção, talvez, mas não para um livro de história antiga. Os cientistas encerraram qualquer discussão sobre esse tópico, listando entre suas razões a inexistência de um registro que afirmava que, em 1939, havia sido feita uma expedição a Bayan Kara Ula. Não foi encontrado nenhum disco sobre o qual foi mencionado, muito menos existem referências à existência de um investigador chamado Tsum Um Nui. E, como se isso não bastasse, até o autor do livro que conta essa história admitiu que havia inventado tudo.

6. Antena de Eltanin

É um caso semelhante ao anterior, já que o objeto específico não foi encontrado, mas o que se tem é uma fotografia tirada nas profundezas do mar. Quando os pesquisadores viram a imagem pela primeira vez, a associaram a uma antena de televisão mais antiga, e não seria uma surpresa encontrar uma delas na água, a não ser pelo fato de estar a 4.115 metros de profundidade. Não havia como chegar lá sozinha, a menos que, por trás disso, houvesse uma boa razão.

Assim não demorou muito tempo para as pessoas pensarem que deveria ser um artefato misterioso de uma civilização antiga perdida há muito tempo com grande desenvolvimento tecnológico e que, é claro, havia sido trazida à Terra por alienígenas. Mas, para decepção das mentes imaginativas, dessa vez também não tiveram sucesso, pois não era um objeto espacial nem muito menos antigo, mas sim uma esponja marinha chamada Cladorhiza concrescens.

7. Astronauta de Nazca

A imagem que pertence aos geoglifos de Pampas de Jumana, no Peru, foi associada a um astronauta. Foi feita entre 100 e 600 d.C. Se fosse verdade, poderíamos dizer que, antes de Colombo chegar à América, os nativos já haviam visitado o espaço e, quem sabe, talvez até tivessem enviado o primeiro homem à Lua antes da existência da câmera. Mas é claro que isso não aconteceu. De fato, os cientistas apontaram que é uma figura antropomórfica (mistura entre animal e humano) representando um homem-coruja.

8. Artefatos quimbaya

Ao que tudo indica, a cultura quimbaya ansiava por tirar o mérito dos egípcios projetando seus próprios aviões, que, é claro, nunca conseguiram decolar, já que esses dispositivos não eram aeronaves nem foram feitos pelos quimbaya. Essas belas peças de ouro são chamadas Pássaros de Otún e foram feitas por habitantes da região de Tolima, na Colômbia. Embora também tenham sido feitas outras interpretações dessas figuras, como peixes voadores e outras espécies imaginárias, nenhuma teve tanta imaginação quanto as que especularam que foram criados como protótipos de aviões.

9. Dinossauros de Acámbaro

Ao contrário dos casos anteriores, não houve má interpretação aqui. O que você vê em muitas figuras de Acámbaro, no México, são dinossauros. Na época, isso causou grande confusão, já que o fato de uma civilização que supostamente nem havia ouvido falar sobre esses animais tivesse representado uma espécie extinta poderia indicar que os cientistas estavam errados e que os seres humanos haviam sim vivido com os dinossauros.

Não foi um detalhe menor, porque, caso fosse verdade, ou a Terra teria menos de 6 mil anos ou a espécie humana era mais antiga do que se havia pensava anteriormente. Qualquer possibilidade teria feito com que todos tivéssemos que voltar à escola para estudar história novamente. Mas, depois de algumas pesquisas, verificou-se que, de fato, muitas das figuras foram falsificadas pelos escavadores para receber mais dinheiro por suas alegadas descobertas.

10. Mecanismo ou Máquina de Anticítera

Este mecanismo foi feito entre os anos 150 ou 100 a.C., e o mais surpreendente é que as especulações “selvagens” sobre ele eram, de fato, inteiramente verdadeiras. Ao descobrir o artefato, os cientistas conseguiram demonstrar que os gregos antigos trabalhavam com complexa tecnologia mecânica, já que o objeto na foto à esquerda, que parece um leme, provavelmente tenha sido um computador analógico muito avançado para a época em que foi construído. Pensa-se que foi concebido para fins astrológicos e de calendário e foi encontrado numa caixa de madeira. O desenvolvimento científico elaborado pelos gregos foi interrompido por uma invasão romana, e isso explica por que não vemos mais artefatos como esses hoje.

As explicações que os cientistas deram sobre esses objetos foram capazes de convencê-lo? Ou você acha que eles ainda são um mistério? Sinta-se à vontade para compartilhar suas próprias teorias na seção de comentários e, se souber de mais peças oopart, conte para a gente sobre elas.

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