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Estudo conclui que homens com QI mais alto tendem a ser mais fiéis

Quando se fala em fidelidade, são frequentemente mencionados valores relacionados à ética. Uma pessoa fiel é vista como confiável, honesta, atenciosa e justa. E é verdade. Mas geralmente não é comum relacionar fidelidade à inteligência. Ao contrário, o homem infiel é geralmente considerado astuto, como se sua capacidade de mentir e criar estratégias para enganar provasse que ele é “menos bobo” do que alguém fiel. Mas será realmente assim?

Incrível.club deseja compartilhar com você um estudo que relaciona a fidelidade a um estado mais elevado da evolução, ou seja, a uma maior inteligência.

A fidelidade masculina

Durante séculos, a infidelidade masculina foi considerada algo inevitável. Era o homem que saía para o mundo (enquanto a mulher cuidava do lar) e isso o tornava presa fácil de tentações e aventuras amorosas. Supunha-se, então, que a mulher deveria aceitar tudo, como se esse fosse o preço a pagar por não contribuir financeiramente em casa. Portanto, o homem tinha o papel de provedor e a mulher aceitava suas fraquezas, que ainda não eram tão malvistas socialmente.

Já a mulher infiel era condenada a ser vítima do escárnio público. Como se a infidelidade do homem fosse algo natural e, a da mulher, uma aberração. Mas os tempos e os papéis sociais mudaram com a ascensão das mulheres no mercado de trabalho. Agora o homem não é mais o único provedor e a mulher não está mais distante das supostas fraquezas do sexo masculino.

Portanto, nem a infidelidade masculina nem a fidelidade feminina são atualmente consideradas naturais. Em um relacionamento de verdade, os dois devem assumir o compromisso de serem leais e fiéis ao parceiro.

O estudo

Uma pesquisa realizada pelo psicólogo evolucionista da London School of Economics Satoshi Kanazawa propôs, entre outros pontos, analisar o papel da fidelidade masculina na evolução humana. Para isso, foram estudados dados de pesquisas anteriores com enfoque em comportamentos sociais de adolescentes e adultos e o QI (Quociente de Inteligência) de cada um.

Como resultado dessa análise, Kanazawa descobriu que existe uma relação entre o QI mais alto nos homens e a “exclusividade sexual”. Ou seja: os homens mais inteligentes tenderiam a ser fiéis nos relacionamentos.

A evolução

O autor da pesquisa aponta que a fidelidade do homem pode ser um sinal de evolução. A relação que Kanazawa encontrou entre fidelidade e maior inteligência nos homens o levou a concluir que a promiscuidade masculina primitiva poderia estar evoluindo para um comportamento fiel. Para o pesquisador, as pessoas mais inteligentes frequentemente questionam a ordem estabelecida, assumindo comportamentos superiores ou inovadores.

Portanto, para Kanazawa, a fidelidade masculina indicaria uma evolução nas espécies e isso seria mais evidente em homens com um Quociente Intelectual mais alto. Obviamente, o estudo não esgota o assunto e a opinião de Kanazawa, embora especializada e baseada em dados, é apenas isso, uma opinião. É provável que suscite opiniões contrárias, mas, sem dúvida, abriu uma porta interessante na análise do comportamento humano e da evolução dos gêneros.

Você concorda com as conclusões obtidas por Kanazawa? Segundo sua experiência, os homens fiéis são mais inteligentes? A fidelidade masculina em sua opinião, é um sinal de evolução da espécie? Estamos ansiosos para ler suas respostas nos comentários.