Incrível
Incrível

“Casamento só é bom quando é cada vez melhor”, a história de Bruna Lombardi e Carlos Alberto Riccelli, que ultrapassa 40 anos de amor

Quando pensamos em um casal com mais de 40 anos de união, geralmente pensamos em dois idosos, de cabelos branquinhos, sentados juntos rodeados pelos netos, não é mesmo? E quando se fala em casais de celebridades, a ideia costuma ser a de romances fugazes, que estampam as páginas dos sites e logo se desfazem. Contudo, existe um famoso casal das telas brasileiras que mantém a jovialidade, a beleza e a união por quase cinco décadas, com muito amor e felicidade. Estamos nos referindo a Bruna Lombardi e Carlos Alberto Riccelli, uma dupla que nos acostumamos a ver sempre juntos e são referência de amor e sucesso. Mas você conhece a história deles?

Incrível.club acredita no amor em meio ao show business e resolveu contar a história desse casal, que há muitos anos nos encanta dentro e fora das telas. Segura o coração e confira aí!

Bruna Patrícia Maria Teresa Romilda Lombardi nasceu em 1 de agosto de 1952 e começou sua carreira aos 14 anos, como modelo. Afinal, a beleza exuberante chamou a atenção desde cedo e segundo ela: “Foi um presente, só me abriu portas, mas nunca me baseei nela para viver”. Realmente, pois ela seguiu estudando e, além de trabalhar, passou a fazer duas faculdades, de Comunicação e de Propaganda e Marketing, uma de manhã e outra à tarde. Anos depois, já muito famosa, se interessou pela dramaturgia e foi convidada para estrear na televisão, na novela Sem Lenço, sem Documento, da TV Globo, em 1977.

No ano seguinte, veio a segunda atuação nas telas, na qual já era a protagonista, a novela Aritana, da TV Tupi. Essa obra mudaria a sua vida, pois, além do sucesso, seria onde conheceria o seu par para a vida toda. Bruna diz que sempre foi independente e continuou estudando e trabalhando em diversas áreas. Além de atriz de TV, também fez teatro e cinema, publicou dez livros, entre poesia, autoajuda e romance. Ainda escreve roteiros, é produtora, palestrante e ativista em prol de causas sociais e ambientais. Ufa, é muito para uma mulher só, não é mesmo?

Carlos Alberto Riccelli nasceu em São Paulo, no dia 3 de julho de 1946. Começou a carreira fazendo peças de teatro, mas logo estreou no cinema, no filme A Moreninha, de 1970. No ano seguinte, fez sua primeira aparição na televisão, na novela da TV Tupi, O Preço de um Homem. Então, seguiu em um período de novelas sucessivas até que, em 1978, fez seu primeiro protagonista, na novela Aritana, também da TV Tupi.

Nessa obra, ele interpretou um líder indígena e precisou viver durante seis meses na tribo Yualapiti, no Parque Indígena do Xingu (MT), para aprender os costumes locais, inclusive, conversando com o cacique de mesmo nome e que inspirou seu personagem. O resultado foi uma caracterização muito verídica e um convencimento que ignorava seus padrões físicos diferentes dos de um indígena.

A partir do sucesso na novela, Carlos Alberto fez outros trabalhos no cinema e na TV, onde se firmou como galã nos anos 1980 e 1990, principalmente como César Ribeiro, na novela Vale Tudo, de 1989, na Rede Globo. Ainda, pode-se destacar os papéis em Riacho Doce (1990), A Indomada (1997) e Chiquinha Gonzaga (1999).

Anos depois, Carlos Alberto estreou como diretor de cinema, em 2005, com o filme O Signo da Cidade, escrito e protagonizado por Bruna Lombardi, parceria que também se repetiu nas produções Stress, Orgasms, and Salvation, Onde Está a Felicidade?, Amor em Sampa e A Vida Secreta dos Casais. Ufa! Se isso é muito para um homem, é pouco para um casal.

união de amor desses dois grandes profissionais da dramaturgia teve um início inusitado e quase fantasioso. Como visto, os dois foram protagonistas da novela Aritana, em 1978. Só que Bruna quase recusou o papel, pois estava assustada com a fama e em uma fase de questionamentos.

Entretanto, ela recebeu uma ligação da autora da trama, Ivani Ribeiro, que contou que tinha feito o personagem pensando nela e que Bruna teria de passar um mês vivendo com os índios no Xingu — região há pouco tempo explorada pelos irmãos Villas-Bôas e que ainda era um local selvagem. Empolgada com a aventura, ela embarcou em um avião bimotor, sem ainda conhecer o seu par romântico da novela, vendo apenas uma foto do futuro parceiro.

Também apaixonado pela natureza e empolgado com o desafio de interpretar um líder indígena, Carlos Alberto Riccelli recebeu a nova parceira e eles passaram a conviver em um ambiente de pureza entre os índios. Ela conta que esse cenário de natureza exuberante contribuiu muito para que eles se apaixonassem. Segundo ela, eles estavam “envoltos entre matas, rios, lagoas, bichos, frutas, pássaros e centenas de vaga-lumes e borboletas amarelas em torno de nós”.

A paixão foi tão forte e sincera que quando o diretor pedia para cortar uma cena, eles continuavam a se beijar, imersos na própria história de amor. Assim, após as gravações da novela, eles não se desgrudaram mais. E dizem que ainda hoje têm o início da relação como base e sempre estão em contato com a natureza, repetindo aqueles momentos mágicos.

Alguns anos após se conhecerem, Bruna e Carlos Alberto tiveram seu primeiro e único filho juntos, Kim, que nasceu em 30/12/1981. Como ela sentiu a pressão da fama desde cedo, quis proteger o filho da exposição e fazer com que ele tivesse uma vida mais reservada e “normal”. Assim, a família decidiu se mudar para os Estados Unidos, quando Kim tinha cerca de 10 anos. Isso gerou uma certa controvérsia para Bruna e Carlos Alberto, que estavam no auge do sucesso. Mesmo assim, entenderam que isso seria melhor e aproveitaram para estudar e ter novas experiências com o cinema na Califórnia.

De volta ao Brasil, o casal participou de algumas minisséries e novelas, mas embarcou mesmo em criar, produzir, dirigir e atuar em suas próprias produções. Com Bruna criando roteiros e atuando, Carlos Alberto dirigindo e mais tarde também Kim. Assim, eles se uniram ainda mais, como um núcleo profissional familiar, por assim dizer.

Um trabalho icônico do grupo foi a série da HBO, A Vida Secreta dos Casais, idealizada por Bruna, que também escreveu o roteiro, produziu e protagonizou, interpretando a sexóloga Sofia. Já Carlos Alberto dirigiu e atuou como o Detetive Luís, dividindo a direção com Kim, que também fez uma aparição como ator.

Segundo eles, o segredo para a longevidade do casamento é ter amizade, conversa e paciência, sendo uma construção diária. Também, revelam que o enfrentamento vem da vontade de melhorar o outro, pois o casamento só é bom quando é cada vez melhor. Ainda, que o amor é feito de pequenas coisas cotidianas, como o ato de Carlos Alberto de levar café da manhã para Bruna todos os dias. Assim, eles cresceram juntos e estão perto de comemorar 50 anos de relacionamento, mas dizem que não comemoram aniversário de casamento, pois todos os dias celebram essa união.

Realmente, esse é um belo exemplo de amizade e cumplicidade, não é mesmo? Você tem um relacionamento longo e feliz, ou conhece alguém que tenha? Deixe seu comentário e vamos aquecer nossos corações!

Incrível/Relacionamento/“Casamento só é bom quando é cada vez melhor”, a história de Bruna Lombardi e Carlos Alberto Riccelli, que ultrapassa 40 anos de amor
Compartilhar este artigo