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7 Mensagens subliminares em “Alice no País das Maravilhas” que não foram feitas para crianças

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O conto de Lewis Carroll “Alice no País das Maravilhas”, publicado em 1865, teve uma grande influência no cinema, na literatura, e até mesmo na Psicologia: filmes, livros e balés foram baseados nele. A obra teve remakes e até continuidade. Sua importância em nossa cultura é tão grande que se tornou, inclusive, termo médico, a Síndrome de Alice no País das Maravilhas, caracterizada, sobretudo, por alucinações. Essa história infantil foi tema, até mesmo, de discussões por parte de Sigmund Freud. Mas, afinal, essa é uma obra destinada a crianças ou a adultos?

Nós, do Incrível.club, lemos o livro “Alice no País das Maravilhas Decodificado” e tentamos descobrir que partes da história podem ser entendidas apenas por adultos.

1. O encolhimento e o crescimento de Alice são um sinal da puberdade

Quando Alice comia um bolo ou bebia um tipo bebida, ela crescia e encolhia e ficava com medo de desaparecer completamente. Mesmo que não houvesse qualquer razão aparente para as mudanças no corpo de Alice, os cientistas têm 3 versões para o que poderia ser a mensagem subliminar por trás dessa situação:

  • O corpo de Alice muda de forma similar ao de uma adolescente durante a puberdade. Muitas pessoas acreditam que Carroll mostrou, nessa cena, a puberdade da personagem. Porém, do ponto de vista cronológico, a cena não faz sentido, pois Alice tem apenas 7 anos de idade, ou seja, é muito nova para ser uma adolescente.
  • Astrônomos ligam a personagem com a expansão do universo. De acordo com uma das teorias mais famosas desse campo de estudo, a quantidade de massa no universo está constantemente diminuindo e por fim levará ao seu desaparecimento por completo. Obviamente, essa era a preocupação da personagem, que iria encolher até sumir.
  • Outras pessoas fazem uma analogia dos alimentos mostrados no conto com substâncias alucinógenas, que deixam as pessoas completamente desorientadas. Esse é o caso de Alice.

2. O personagem do porco representa um Rei Inglês

Acredita-se que o conto seja uma alusão à Guerra das Rosas, que ocorreu na Inglaterra no século XV. Esse período foi cheio de armações, traição e de decapitações, coisa que também ocorre no conto. Supondo que essa leitura esteja correta, o bebê que se transformou em um porco é um membro da Rosa Branca (White Rose). Mais especificamente, Ricardo III, que carregava o símbolo de um javali branco. Shakespeare até escreveu uma peça sobre isso, em que coloca Ricardo III como vilão. E a frase “Cortem-lhe a cabeça!” pode ser uma referência ao famoso escritor inglês.

3. O cheiro de pimenta na casa da Duquesa escondia o cheiro de comida estragada

De vez em quando o conto menciona que a casa da duquesa cheirava bastante a pimenta, porque a empregada estava adicionando a especiaria à sopa. Mas talvez essa tenha sido uma insinuação de que a comida estava sendo muito apimentada para acabar com o cheiro podre dos ingredientes.

4. Alice é Eva, a que se tornou pecadora

As aventuras de Alice começam em um calmo jardim. Era puro, verde e quieto, e é por isso que alguns estudiosos do conto o associam ao Jardim do Eden. Só que Alice não come a maçã; ela entra na toca do coelho e vai para um mundo que a transforma. A teoria parece ser bem lógica: crianças são inocentes, mas quando ela entrou na toca (comeu a maçã), adentrou no mundo da puberdade, da vida adulta, e se tornou pecadora.

5. Chaves, portas e lagartas são símbolos Freudianos

Quando as teorias de Freud se tornaram populares, o conto passou a ter uma leitura associada a símbolos fálicos e ginecológicos. Os adeptos da teoria freudiana enxergavam os símbolos sexuais femininos nas portas escondidas atrás das cortinas e chaves que abrem essas portas. E, na visão desses analistas, a imagem de Absolen, a lagarta gigante, é associada a...bem, você pode imaginar. Essa teoria não faz muito sentido porque, afinal de contas, quando as pessoas querem, conseguem enxergar esse tipo de símbolo em qualquer lugar.

6. A Morsa e o Carpinteiro são, na verdade, Buda e Jesus

Esse é o nome do poema que os irmãos gêmeos Tweedledee e Tweedledum leram para Alice. Ele conta a história de uma Morsa e um Carpinteiro que andam na praia e chamam ostras para caminhar com eles. As ostras vão para a costa e os dois as comem. No final, a Morsa chora.

Há várias interpretações:

  • A Morsa é uma caricatura de Buda e o Carpinteiro de Jesus. Por exemplo, o personagem Loki, do filme Dogma (1999), acredita nisso. A lógica é simples: a Morsa é gorda e feliz, assim como Buda ou o elefante Ganesha, e o carpinteiro, é a referência direta à profissão do pai de Jesus.
  • J. Priestly está convencido de que o poema é sobre a colonização dos Estados Unidos (Carpinteiro) pela Inglaterra (Morsa).
  • Há mais uma interpretação. Algumas pessoas acreditam que a Morsa e o Carpinteiro são políticos que matam os cidadãos (as ostras).

7. O poema do Coelho Branco no capítulo 12 revela uma história de amor do próprio Carroll

Alguns pesquisadores veem a referência da estranha conexão entre Lewis Carroll e Alice Liddell, inspiração para a personagem principal. Aqui estão as falas às quais estamos nos referindo:

Ele deu sua palavra que não tinha sido eu

(E todos sabemos, isso é verdade)

Se ela quisesse mesmo saber

O que aconteceria com você?

Esse é um dos momentos mais tocantes na interpretação do conto. Algumas pessoas avaliam que quando a garota tivesse a idade apropriada, Carroll se casaria com ela, mas por alguma razão ele teve uma briga com a Sra. Liddell, mãe da Alice de verdade, e nunca mais viu nenhum membro da família desde então.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre o conto, ficou interessado em descobrir mais sobre as mensagens subliminares? Pesquise no manuscrito original, escrito pelo próprio Carroll. E conte para nós se tiver suas próprias interpretações dessa incrível obra!

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