Incrível
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17 Provas de que dentro de cada um de nós vive um herói

Vangloriar-se das suas boas ações, é mais que apenas ostentá-las — é falta de bom senso. Por outro lado, as histórias do nosso artigo de hoje são simplesmente uma inspiração, em um mundo cheio de indiferença e intolerância com o próximo. Os internautas que compartilharam seus relatos, provavelmente não tinham a intenção de parecer alguém melhor, mas apenas inspirar gentileza. Às vezes, apenas uma pequena ação pode alegrar o dia de alguém, ou mesmo salvar sua vida.

Nós, do Incrível.club, adoramos ler histórias calorosas e inspiradoras que nos fazem ter esperança em um mundo melhor. Confira!

  • Minha vizinha trabalhava como faxineira e era mãe solo de uma menina. Elas passavam por muitas dificuldades financeiras. Na época, eu fazia um curso de corte e costura e precisava de alguém como modelo e fazer roupas para praticar, então, fiz algumas peças para a garotinha. Não tinha muito tecido, então customizei roupas velhas e fiz alguns bordados ou apliques. E a menina era bonita, tudo caía bem nela. Sua mãe sempre tentou me agradecer de alguma maneira, mas nunca aceitei. Quando entrou no colégio e não tinha o uniforme da escola, fiz dois para ela. Já estava trabalhando em um ateliê, e os clientes às vezes deixavam restos de tecidos. Costurei roupas para ela até o ensino médio e, claro, também fiz seu vestido de formatura. Hoje em dia, a garota está casada, vive bem e ajuda sua mãe. Uma vez, ela me disse que se não fosse por mim, sua vida não teria corrido tão bem nos tempos de escola. Graças às roupas que costurei, ela se sentia confiante entre seus amigos mais abastados. © fotofeika / Pikabu
  • Ajudo a cuidar do meu avô. Tenho orgulho de fazer a coisa certa, garantindo que ele não precise viver em uma casa de repouso para idosos. Dito isso, não anuncio abertamente que não posso sair na quarta e sexta-feira porque estarei ocupado carregando um homem de 92 anos até o banheiro. © Deleted / Reddit
  • Quando estava no Ensino Fundamental, vi uma das crianças implicando com outra que era autista. O valentão correu atrás do garoto com um pedaço de pau. Quando os dois estavam correndo na minha direção, instintivamente coloquei o pé para o valentão cair, e não deu outra, ele tropeçou e caiu. Fui suspenso e mandaram um bilhete para os meus pais. Não me importei. Faria isso de novo. Meu pai e minha mãe me deram sorvete e ficaram orgulhosos de mim. © Deleted / Reddit
  • Não quero me gabar, mas apenas inspirar. Cerca de 15 anos atrás, houve uma onda de calor terrível em Saratov, Rússia. Devido às altas temperaturas, alguns semáforos se desligaram. O centro ficou todo engarrafado. Estava no meu carro com ar-condicionado ligado. Chegando em um cruzamento, vi um policial no meio da fumaça e do calor tentando controlar o trânsito, mas um motorista havia trancado o movimento na rua e estava muito difícil para ele sair dessa situação. Passei do cruzamento, estacionei meu carro, fui até uma barraca e comprei uma água para ele. Foi um momento muito tocante, porque ele não esperava tal atitude. © visualcomedy / Pikabu
  • Vendo souvenirs na rua. Uma vez, uma senhora idosa alemã comprou um boné de beisebol laranja bem chamativo, mas ainda bem que não era preto. Ela o comprou e saiu dizendo “Danke, Danke” (“Obrigado”, em alemão). Pouco tempo depois, um casal russo se aproximou da minha barraca e disse: “Moça, você deixa seu telefone aqui tão despretensiosamente?” Percebi que a senhorinha havia esquecido o seu celular. Não lembrava do rosto da mulher, mas, de repente, vi um boné de beisebol laranja em uma bolsa. Corri até ela para devolver o telefone, e ela nem percebeu tê-lo perdido. A senhora tentou me dar uma recompensa financeira, mas recusei. © Julia Kindyakova / Facebook
  • Um amigo meu, terrivelmente inseguro, ganhou um prêmio acadêmico. Aquela vitória pareceu aumentar sua confiança e até contribuiu um pouco para nossa amizade. Algumas semanas depois, fui informado de que quem havia realmente ganhado o prêmio era eu, mas dado ao meu amigo por engano. Me perguntaram se eu queria que a premiação fosse retirada dele e atribuída a mim. Queria dizer que sim, porque naquela época estava me candidatando a uma vaga que tinha muitos concorrentes e esse prêmio ajudaria a me destacar entre eles. Mas recusei, e meu amigo não sabe a verdade até hoje. © staydownchampion / Reddit
  • Trabalhava como motorista de ônibus. Uma vez, já havia concluído minha última viagem, estava chovendo muito e um passageiro fez sinal para o ônibus parar. Senti pena vê-lo todo encolhido na parada, esperando pela sorte. Então, deixei que entrasse e o levei o mais longe que pude. Quando ele saiu, pediu desculpas e disse não ter dinheiro, e que ainda precisaria dar uma boa andada até sua casa. Naquele momento, lembrei-me de um guarda-chuva esquecido por um passageiro. Estava quebrado, mas já ajudava. Disse para o homem levá-lo com ele. Nunca vi um olhar tão agradecido. © BarmaleiDP / Pikabu
  • No inverno passado, quando estava voltando para casa à noite, notei um homem deitado entre os carros. Ele já estava um pouco coberto de neve, inconsciente, em estado de choque, gelado, com roupas leves, não conseguia se lembrar de onde morava e mal conseguia falar. Depois de algum tempo vagando pela área, ele reconheceu sua casa. Quase não conseguia andar, não sentia os membros, então tive que carregá-lo no gelo. Encontrei as chaves nos seus bolsos, abri a porta do prédio e, após ficar um pouco ali, ele conseguiu se lembrar do número do apartamento. Ele literalmente rastejou para dentro, tremendo muito. Me certifiquei que tirasse as roupas molhadas e se sentasse perto do aquecedor. Deixei meu número para me ligar pela manhã dizendo como estava. Quando o achei eram cerca de 3h00 da manhã, a temperatura estava negativa e nevava. Ele deve ter ficado uma hora lá fora antes de encontrá-lo. O que aconteceu foi o seguinte: à noite, o homem brigou com a esposa, e ela saiu de casa para algum lugar. Ele encheu a cara e saiu para comprar um shawarma. No caminho, escorregou e bateu a cabeça. Quem sabe o que teria acontecido com ele se eu não o tivesse encontrado? © porridge_lumps / Twitter
  • Trabalhava próximo a uma unidade de ambulâncias no meu último trabalho. Saí para a rua e ouvi o barulho de um carro, depois uma buzina abrupta. Ele passou no sinal vermelho e bateu em um prédio. Ouvi uma mulher gritar, mas nada aconteceu, ninguém correu para ajudá-la, então eu fui. No carro, a mulher estava histérica, falando nada com nada. Olhei para dentro, e vi um homem semiconsciente. Corri para a recepção da unidade de ambulâncias, informei estarem precisando de ajuda, mandaram ela entrar pela outra entrada. Voltei até a mulher, expliquei o que precisava fazer. Enquanto aguardava pelos primeiros socorros, tentei acalmá-la e prepará-la para as perguntas que os médicos iriam fazer. Esperei o homem ser colocado na ambulância para ir embora, quando de repente a mulher agarrou minha mão e disse: “Muito obrigada por estar aqui”, e me abraçou. Provavelmente, esse foi um dos poucos dias em que senti que não foi em vão ter acordado de manhã. Às vezes, para ajudar alguém, você só precisa estar presente e apoiar a pessoa em um momento difícil. © YegerevaNadin / Twitter
  • Quando era pequena, minhas amigas e eu ouvimos um grito enquanto brincávamos. Corremos até o local e vimos vários jovens batendo em um homem. Nós, um bando de garotas, conseguimos assustá-los apenas dando um grito selvagem. Levamos o homem até um hospital próximo. Já faz quase 15 anos que isso aconteceu, mas esse senhor me cumprimenta sempre que me vê e sorri. Me sinto uma heroína. © Overheard / VK
  • Passeava com meu namorado em um dia de inverno. Era por volta das 20h00 e andávamos sem pressa. Não tinha muita gente na rua, mas um grupo de crianças brincando chamou nossa atenção. Quarenta minutos depois, quando voltávamos, um menino coberto de neve e todo molhado pedia dinheiro. Ele veio até nós e disse: “Por favor, vocês teriam dois reais para eu pagar a passagem do ônibus?” Infelizmente estava sem dinheiro, mas lembrei que o transporte só funciona até 20h00. Perguntei:
    — Para onde você vai de ônibus?
    — Para casa, no subúrbio.
    — Como você chegou até aqui se você mora lá? E ainda sem dinheiro?
    — Vim com meus amigos, mas perdi meu dinheiro em algum lugar. Deveria chegar em casa às 19h00, mas já são quase 21h00, preciso pegar um ônibus rápido.
    — Já perdeu o último ônibus. Você tem telefone? Ligue para sua mãe, ela deve estar preocupada.
    — Meu celular descarregou.
    — Você lembra o número? Vamos ligar do meu.
    Ligamos para mãe dele, conseguimos o endereço. Chamei o táxi pelo aplicativo e fui acompanhando até ele chegar em casa. A mãe dele confirmou que ele chegou em casa e me agradeceu. Ajudei-o da maneira que gostaria que meu filho fosse ajudado na mesma situação. © Kipupik / Pikabu
  • Uma vez, ajudei um senhorzinho muito idoso a carregar suas sacolas. O caminho foi cheio de paradas, mas ele lentamente ia caminhando. Acredito ter demorado cerca de uma hora e meia para chegar à casa dele. Embora tenha demorado muito, me senti bem demais por fazer uma boa ação. © Ayla Nova / Facebook
  • Tem uma escolinha perto da minha casa. Uma vez, estava chovendo muito. Vi uma mãe com uma menina escondida embaixo das árvores, e elas não conseguiam sair. Levei-as até o ponto de ônibus e lhes dei o meu guarda-chuva. No dia seguinte, encontrei o guarda-chuva debaixo do meu carro como combinamos, e também uma barra de chocolate. © Elena Kaptyukh / Facebook
  • Recentemente, vi uma idosa no ponto de ônibus chorando bem baixinho. As pessoas passavam e não ligavam, e as que estavam no ponto, apenas subiam no ônibus e iam embora. Me aproximei e percebi que ela tinha problemas de memória, confundia nomes, datas e não se lembrava de onde morava. Desisti de tudo que tinha de fazer para ajudá-la. Passei seis horas tentando encontrar sua casa, chamei a polícia, médicos. Não saí do lado dela e garanti que fosse mandada para casa, e não a algum abrigo. A senhora tinha 104 anos, encontramos sua casa e um vizinho prometeu cuidar dela. © Overheard / VK
  • Estávamos descendo o rio de canoa quando ouvi um grito de socorro. Algo dentro de mim não hesitou nem por um segundo. Mergulhei de jeans, sapato, celular, carteira e tudo no rio sem nem pensar. Nadei até a menina o mais rápido que pude e a agarrei para tentar impedi-la de afundar. Foi quando percebi estarmos com problemas. Foi muito difícil segurá-la e mantê-la na superfície quando eu não conseguia nem tocar no fundo, mas apenas continuei lhe dizendo que ficaríamos bem e dei o meu melhor para nadar de volta até onde pudesse tocar o chão. Quando finalmente percebi que já dava pé, não consigo nem dizer como me senti aliviado. Foi uma experiência muito surreal, mas da qual posso me orgulhar, principalmente porque sei que nem precisei avaliar a situação antes que meus instintos imediatamente me levassem a fazer o que fiz. © From_A_Movie / Reddit

Qual ato de bondade ou gesto de acolhimento você mais se orgulha de ter feito? Conte para a gente na seção de comentários.

Imagem de capa Kipupik/ Pikabu
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