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8 Truques para cortar a comida e que podem otimizar o tempo na cozinha

Se você está “chorando” na cozinha, pode não ser um problema só com a cebola! Muitas dicas de como economizar tempo preparando alimentos estão relacionadas à organização. Mas é com algumas técnicas que você pode acelerar ainda mais o processo. Assim dá para obter minutos preciosos para o que realmente importa.

A equipe do Incrível.club deu “a volta ao mundo” e foi descobrir como alguns dos nossos amigos estrangeiros, por exemplo, cortam tempo com verdadeiros “golpes culinários” e podem nos ajudar a fazer o mesmo. Confira só!

1. Mijin-giri

Esse é um corte cujo aprendizado serve para o cotidiano de muitos. Afinal, quantos brasileiros não botam cebola na comida, não é mesmo? O Mijin-giri, técnica japonesa, é excelente para evitar lágrimas na hora de cortá-la. Menos tempo trabalhando com esse alimento na bancada significa menos tempo exposto aos seus ácidos. Lembrando que dar um choque térmico ou deixar de molho na água pode até ajudar, mas ser rápido no gatilho pode ser ainda mais eficaz contra o chororô.

Para isso, o segredo é cortar a cebola ao meio e deitar a parte chata contra uma tábua. Com uma mão você pode juntar os dedos no topo da cebola, com pressão de cima para baixo. A sua mão livre pode executar os vários cortes longitudinais na cebola, de um lado ao outro, mas sem chegar até o final. Ou seja, é como se você estivesse fatiando os andares da cebola. Sem mais delongas, para acabar é só fazer os cortes transversais, sem desmembrar o vegetal — ou seja, em colunas. Agora é só picar com a faca e pronto: a cebola magicamente fica pequenininha!

2. Sogigiri

Há um ditado que diz que primeiro comemos com o olhar, e esse fatiamento, também japonês, pode ser a prova disso, tamanha a maestria e beleza com que é executado. Pode-se usar em cogumelos, mas ele é frequentemente utilizado em carnes ou em partes mais espessas de alguns ingredientes. E sabe-se que quanto mais espesso, mais tempo o alimento tende a levar para cozinhar.

Para chegar ao ponto perfeito do corte sogigiri é necessário fatiar os alimentos em pedações inclinados, pondo a faca sob eles em um ângulo de 45 graus. Como resultado, podemos fazer com que a comida cozinhe mais rapidamente, além de ter os pedaços homogêneos, o que seria excelente para servir um prato ainda mais bonito, certo?

3. Rangiri

O artista dentro de você pode assumir a partir de agora! Esse corte é a prova de que a repetição leva à perfeição, afinal basta escolher um formato e replicar para obter a mesma superfície de contato nos alimentos. Com a mesma base eles tem mais chance de cozinhar igualmente, sem um ficar mais queimado que o outro.

Além disso, uma vez que os pedaços forem cortados uniformemente, o alimento terá uma maior absorção do sabor. É por essa razão que essa técnica de origem japonesa é adequada também para cozimento em fogo alto.

4. Chiffonade

Esse fatiamento, de origem francesa e bem fininho, serve para preservar a aparência das ervas. Para isso, portanto, é só empilhar e depois enrolar as folhas até conseguir um enroladinho. Assim se evita repicar o vegetal (o que o estragaria mais rápido). Dá para fazer isso com as ramas da beterraba e do rabanete também. E, claro, com a couve da feijoada, por exemplo.

O tamanho padrão das tiras é de 0,5 cm, mas a ideia principal é ser um Master Chef na otimização de tempo, e não necessariamente no cumprimento das técnicas culinárias, certo? Deixar tudo exatamente igual pode ser um desafio extra. Você pode assegurar a padronização com alguns truques existentes no mercado, como tábuas de corte de alimentos com um gabarito. Mas relaxe, tempo de sobra é um tempero incrível também.

5. Mirepoix

Esse não é exatamente um corte, mas um conjunto de alguns deles que o denominam dessa maneira. O seu tamanho não segue um padrão, então você pode variar para compor o seu próprio Mirepoix, apenas prefira espessuras grandes. Normalmente os franceses, detentores da origem da técnica, usam cenoura, aipo e cebola, mas você pode trocar ou incluir alho-poró, nabo e pimentões.

Mirepoix nada mais é que o corte de alguns legumes em cubos de 8 mm que são adicionados a uma panela de água fervente para que sejam drenados de todos os seus sabores, até adquirem um caldo. Depois de meia hora ou mais, os ingredientes são descartados e todo o seu sabor vai parar na panela. Logo, além da técnica de corte específica para se obter sabor nos alimentos, a junção desses alimentos fatiados também funcionará como base para sopas e molhos, inclusive. Ótimo, não?

6. Julienne

A técnica em questão (que remonta a um francês) pode não ser mistério para muitos brasileiros, afinal é quase um item de sobrevivência para aqueles que cozinham cotidianamente e precisam de tempo. Pela mesma razão, sabemos a importância de discuti-la. Para fazê-la, basta cortar os alimentos em tiras longas e finas, similar a palitos. Contudo, para obter um corte mais estável, corte as pontas e as laterais dos vegetais — dessa maneira é possível que todos fiquem no mesmo padrão.

Uma característica forte da técnica é a sua versatilidade — os alimentos cortados em Julienne não só são utilizados para encorpar os pratos, mas também para enfeites, ou até mesmo para quando esses são consumidos crus. Ademais, outra dica extra no momento de realizá-lo é molhar um pano de prato e colocar embaixo da tábua de corte (caso você opte por utilizá-la), assim ela não desliza.

7. Brunoise

Muito utilizado para fazer saladas, essa técnica concebida da culinária francesa tem total relação com a citada anteriormente. Pois aqui, depois de ter feito a Julienne, o próximo passo é dividir o bastão em pequenos cubinhos de 3 mm de lado. Você pode focar nas medidas exatas, ou variar entre esse tamanho e meio centímetro de lado (mais que isso deixaria de ser Brunoise tecnicamente falando). O que importa é que quanto mais reduzido o corte, mais ligeiro ficam refogados os pimentões, cebolas e cenouras.

8. Tourné

Com os legumes cortados de forma mais grossa, alongada e com pontas quadradas — o Tourné, que também remonta à França, é outra técnica capaz de deixar os pratos do cotidiano com uma aparência ainda melhor. Com uma faca, de preferência fina, a primeira etapa é aparar as pontas do vegetal escolhido, que já deve estar descascado. Daí chega a vez do miolo, que no final do processo deve ter sete lados.

Embora possa parecer ser um pouco mais complicada de ser posta em prática, uma técnica certeira ou bem executada gasta menos tempo que várias tentativas de outras alternativas e pouco eficazes, certo? Se o seu resultado lembrou uma bola de futebol americano sem as pontas, você acertou em cheio!

E você, aí na sua casa costuma usar algum tipo diferente de corte para agilizar a sua vida na cozinha? Adoraríamos carimbar o nosso passaporte com mais versões. Se tiver uma foto do resultado, melhor ainda! Compartilhe nos comentários!

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