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12 Erros não intencionais que cometemos e que podem afetar nossos filhos mais tarde

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Ter um filho pode ser um divisor de águas em nossa vida: é aquele momento em que passamos a valorizar mais nossos pais porque começamos a entender como criar uma pessoa pode ser difícil. Mesmo quando pensamos que estamos educando com as melhores intenções, nosso comportamento pode ser percebido como ruim e nocivo por nossos filhos. Isso porque, muitas vezes, não nos damos conta de como a criança vê e experimenta o mundo e do quanto ela nos admira.

O Incrível.club reuniu armadilhas clássicas que qualquer um de nós pode cometer na criação dos filhos, junto com um bônus no final sobre como é importante não se sentir uma mãe ruim.

1. Ter necessidade de que sejam fisicamente afetuosos

Isso deve ser evitado porque pode fazer seu filho sentir que a razão de ele existir é agradar aos outros. Basicamente, as crianças podem sentir que não têm seus próprios direitos e que as suas necessidades são secundárias. Isso pode significar que, mais tarde na vida, elas se sentirão sem valor se não estiverem agradando aos outros. Isso é conhecido como “agradando às pessoas” e pode estar intimamente ligado ao sentimento de insegurança, bem como a uma baixa autoestima.

2. Torná-los responsáveis ​​por suas emoções

Esse comportamento pode sobrecarregar seu filho com um senso de responsabilidade excessiva ou de codependência. Isso pode levá-lo a ter relacionamentos disfuncionais mais tarde na vida, especialmente com um parceiro ou parceira, mas também com os amigos. No caso dos relacionamentos românticos, ele pode sentir que é responsável ​​por fazer seu parceiro ou parceira feliz, em vez de entender que isso não é algo possível de ser controlado.

3. Contar a eles sua vida íntima em detalhes

Como as crianças dependem dos adultos, é importante que se sintam seguras com os seus pais. Quando um pai ou uma mãe conta ao seu filho todos os detalhes da sua vida privada, o senso de autoridade pode se perder à medida que os limites são rompidos. Isso, por sua vez, pode levar a um comportamento rebelde mais tarde, bem como a problemas de disciplina.

Claro, isso não significa que você não deva compartilhar nada com as crianças. Mas, em vez disso, é preciso ter limites e entender o quanto determinada informação pode afetar seu filho e o seu relacionamento com ele.

4. Querer determinar sua profissão

Exigências, como praticar esportes ou buscar uma carreira que você considera a melhor, podem ter um efeito duradouro nas crianças. Elas podem crescer e se tornar profundamente rebeldes para provar que não atendem às demandas de ninguém. Ou, na mão contrária, se tornarão capachos humanos, incapazes de se defender, tornando-se vítimas de pessoas agressivas.

5. Ser um pai ou uma mãe “helicóptero”

Ser um “pai ou mãe helicóptero” significa que você controla muitos aspectos das experiências dos seus filhos, diante da impressão de que os mantêm em segurança. Essencialmente, você intervém para salvá-los de todas as consequências, tanto boas como ruins. O problema com isso é que, da perspectiva das crianças, elas aprendem com você que o mundo e as pessoas não são seguros, uma percepção que pode ser difícil de ser alterada mais tarde.

6. Tentar passar mais tempo com eles, 24 horas por dia, 7 dias por semana

Claro, você quer estar ao lado deles e não deixá-los fora da sua vista. No entanto, alguma independência também é importante. Coisas simples, como brincar sozinho, podem ser uma parte importante no desenvolvimento do seu filho.

7. Ignorar perguntas importantes

Passar por cima de conversas sérias é uma oportunidade perdida de educar e impactar positivamente seu filho. Pode ser qualquer coisa, de perguntas básicas a questões mais filosóficas. Em uma determinada fase da infância, os pequenos se sentem seguros para fazer esses questionamentos e devem ser respeitados. Isso também pode deixá-los saber que não há problema em fazer essas perguntas e que podem vir até você quando precisarem. Em vez de ignorar, você deve fazer com que se sintam confortáveis ​​e ser o mais aberto e neutro possível ao responder.

8. Forçá-los a fazer amizades

Claro, podemos encorajar nossos filhos a fazer amigos, mas somente se os ouvirmos. Forçar seu filho a ter amizade com quem não está particularmente interessado, ou mesmo não quer, levará ao fracasso da amizade. Essa atitude pode fazer com que seu filho não se sinta ouvido, fazendo-o sentir que quebrou sua confiança. Se a confiança for quebrada repetidamente, pode levar seu filho a se tornar ansioso e com dificuldades para confiar nas pessoas no futuro. Ele também pode sofrer por se sentir isolado e desconfortável ao lado de figuras mais autoritárias, entre outras coisas.

9. Compará-los às outras crianças

Isso não só pode fazer com que seu filho se sinta culpado por ser quem ele é, como também pode magoá-lo por não corresponder às expectativas. Também pode prejudicar suas amizades, pois a rivalidade e o ciúme começam a aparecer, fazendo com que se sinta imperfeito em comparação com as outras crianças. Isso pode deixar seu filho com baixa autoestima e com ideias de perfeccionismo, supondo que nunca será bom o suficiente aos olhos dos outros.

10. Trocar muitas vezes de babá ou de creche

A instabilidade pode ser difícil para seu filho, especialmente se ele passar por grandes mudanças durante a infância. A falta de rotina pode significar um obstáculo a ele. Por exemplo, seu filho não vai entender o motivo da troca constante de babá. Nessas circunstâncias, é bom lembrar que, da perspectiva das crianças, elas formam um vínculo com outra pessoa que simplesmente desaparece quando essa pessoa (a babá ou um amiguinho, por exemplo) é substituída por outra.

Isso pode afetar seu filho, tornando difícil para ele ter ligações boas e saudáveis com outras pessoas mais tarde na vida. Além disso, a criança também pode começar a demonstrar um comportamento problemático.

11. Não confiar nem acreditar o suficiente

Acreditar em outra criança, em vez de na sua, e não permitir que ela tenha espaço para (com segurança) experimentar e tentar fazer coisas novas pode quebrar a confiança entre vocês. Esse tipo de comportamento pode fazer com que seu filho se rebele e faça coisas que não deveria. Ao demonstrar que confia no seu filho, você pode ajudá-lo a agir com mais integridade e honestidade, pois não precisará provar seu valor para você.

12. Projetar suas experiências pessoais sobre seu filho

Todos nós temos nossos próprios medos e preocupações na vida e queremos que nossos filhos fiquem em segurança e sejam felizes. No entanto, quando você começa a colocar seus próprios medos e expectativas pessoais sobre seu filho, pode lhe causar muita tristeza. As crianças podem confundir seu medo com decepção e acreditar que você acha que falharão de qualquer maneira. Isso pode deixá-las se sentindo sem apoio e inseguras.

Bônus: Sentir que está falhando como mãe

Talvez o bebê não esteja dormindo bem, o treinamento do penico não esteja indo do jeito que você esperava ou você se sinta sobrecarregada com as tarefas domésticas. Isso é conhecido como “culpa da mãe”, ou seja, quando você sente a consciência pesada por não ser perfeita. Pedir ajuda pode ser um poderoso começo. E desabafar com outras mães pode fazer com que perceba que não é a única a se sentir assim. Essa atitude pode ajudá-la a se sentir menos sozinha e isolada ao compartilhar suas experiências.

Como você lida com temas difíceis? O que gostaria que seus pais tivessem feito de um jeito diferente?

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