“Quis ser modelo para mudar a indústria da moda”, como modelo plus size superou bullying e se tornou inspiração para outras mulheres

Mulher
há 10 meses

Todos nós já nos sentimos inseguros com nossa aparência em algum momento, mas há quem se sinta tão mal que não consegue fazer coisas simples, como ir à praia ou mesmo postar uma foto em uma rede social. A modelo plus size Diana Sirokai já foi muito ridicularizada por seu corpo, mas agora faz sucesso por sua dedicação para tornar a indústria da moda e o mundo mais inclusivos para outros tipos de beleza, para que todos possam viver de forma plena e autêntica. Confira sua jornada!

Diana Sirokai é uma modelo plus size húngara radicada na Inglaterra que acumula mais de 1 milhão de seguidores no Instagram. Ela poderia ser apenas mais uma influencer, mas o que a torna especial é sua luta por inclusão e diversidade de corpos fora do padrão de beleza definido pela indústria da moda. Seus seguidores se inspiram em suas fotos e mensagem body positive: “Quis ser modelo para mudar a indústria da moda, trazendo representatividade para mulheres curvilíneas”.

Sua jornada para o sucesso, porém, não foi das mais fáceis, e Diana chegou a desistir da carreira de modelo devido ao bullying que sofreu quando estava na faculdade. A modelo contou que era constantemente ridicularizada e perseguida, afirmando que a época de universitária foi a mais difícil de sua vida, mas garante: “Meus agressores me ensinaram a ser resiliente e aprender a amar meu corpo apesar de tudo”.

Na época em que desistiu da carreira de modelo, Diana se tornou manicure no salão de beleza de sua família e se conformou com a situação. Mas tudo mudou três anos atrás, quando uma cliente disse que ela precisava voltar a modelar e que a indústria de moda plus size estava fortíssima. “Eu pensei: ’Não vou sofrer bullying de novo. Me acho linda, e vou continuar fazendo o que amo, que é modelar’.”

Atualmente Diana trabalha com marcas como ASOS, PrettyLittleThing e Forever 21, e está muito feliz com sua aparência, mas houve um tempo em que sofria com algumas inseguranças: “Quando eu tinha menos curvas, me achava maior do que sou agora. Eu não gostava de mim mesma, mas hoje em dia, quando vejo as fotos daquela época, me acho muito atraente. Eu fazia dieta constantemente e corria todos os dias, até que, um dia, eu me aceitei e decidi me tornar modelo para inspirar outras mulheres”.

Famosa por recriar campanhas publicitárias de grandes marcas como Calvin Klein e Stuart Weitzman, Diana viralizou dois anos atrás, quando recriou uma foto de Kim Kardashian: “Eu quis recriar a foto de Kim especificamente porque temos características parecidas e eu sempre escutava que ficaria tão linda quanto ela se perdesse peso. Eu queria mostrar que não é preciso perder peso para ser bonita. Kim é linda, mas mães também são, todo mundo é. As mulheres são lindas”.

Durante anos, o padrão de corpos magros reinou na indústria da moda e os prejuízos para a saúde mental de quem não se encaixa nesse padrão são muitos, assim como para aqueles que se encaixam, e muitas vezes colocam sua saúde em risco para manter seu lugar. Graças à modelos como Diana, esse cenário parece cada vez mais inclusivo: “Quero ajudar mulheres a entenderem que tudo o que importa é estar saudável, e não é possível ser saudável sem amor-próprio”.

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