As principais causas do divórcio segundo psicólogos (spoiler: a infidelidade não é a maior)

Psicologia
há 11 meses

Segundo as estatísticas do IBGE, aqui no Brasil, cerca de um terço dos os casamentos acabam em divórcio. Ao mesmo tempo, se uma pessoa decide se casar uma segunda vez, a probabilidade de que ela acabe em divórcio diminui, segundo alguns levantamentos.

Especialistas afirmam que o segundo casamento tem mais probabilidade de funcionar porque as pessoas costumam ser um pouco mais velhas, mais experientes e sabem com mais clareza o que esperar de um relacionamento. Neste post, vamos tentar avaliar quais são as causas que explicam essas estatísticas.

Nós, do Incrível.club, sugerimos que você leia com atenção as informações abaixo. Além de identificar as causas principais que levam a uma separação, trazemos também alguns conselhos de psicólogos sobre a melhor maneira de evitar que isso aconteça.

1. Falta de confidencialidade

No século XXI este problema ficou mais sensível por causa das redes sociais, uma parte muito importante na vida da maioria das pessoas. Hoje em dia, publicar uma foto com alguém é quase como escovar os dentes, virou um hábito. Mas as pessoas precisam entender nem todo mundo está disposto a expor a própria vida como se ela fosse um espetáculo.

Outro problema semelhante é falar da vida pessoal com amigos pelas costas da outra pessoa. Esse comportamento pode ferir o parceiro, causar discussões e levar a relação ao divórcio.

  • O que fazer?

Para evitar esses problemas, converse e estabeleça limites. Falem abertamente sobre o que pode e o que não pode ser compartilhado e procurem resolver os problemas sem a interferência de pessoas de fora da relação.

2. Diferentes formas de resolver conflitos

Somos criados em entornos familiares diferentes, com valores e ideias que podem variar muito; por isso, as ideias sobre como resolver um conflito também podem variar muito; algumas pessoas preferem se calar, outras preferem — e muitas vezes isso é inevitável — explodir e resolver tudo na hora.

Se as pessoas não estão dispostas a mudar e a buscar um meio termo na hora de resolver essas situações, no longo prazo o casamento pode sofrer e até acabar em divórcio.

  • O que fazer?

Falar sobre as coisas que nos assustam ou nos incomodam, porque ninguém consegue ler os pensamentos dos outros. Ao mesmo tempo, os psicólogos recomendam não usar frases como “Quando você começa a gritar eu perco o controle!”, mas tentar usar alternativas mais neutras, como por “Fico triste quando você levanta a voz”. Outra opção é conversar com um especialista. Se o problema já está consolidado e vem de longe, a ajuda de um psicólogo é fundamental.

3. Intromissão dos pais

Este problema é semelhante à ausência de confidencialidade. Aqui, um dos membros do casal não apenas compartilha a vida pessoal com os pais, mas também permite que se metam nas questões mais importantes e íntimas do casal. Quando os pais se intrometem nas vidas dos filhos, a situação raramente acaba bem.

  • O que fazer?

Mais uma vez é importante colocar limites. Está claro que as pessoas não podem — e não devem — excluir os pais de suas vidas, mas é importante colocar limites de influência, para que a intimidade seja preservada.

4. Comparações

As comparações constantes nunca dão certo, principalmente quando não são construtivas. Se a outra pessoa está o tempo todo tentando te colocar pra baixo ou encontrar um defeito em você, é provável que vocês passem a discutir constantemente, o que pode levar ao divórcio. Os psicólogos estimam que, às vezes, as pessoas que se comparam umas com as outras o tempo todo não o fazem de maneira consciente, mas acabam imitando os pais e acham que esse comportamento é normal.

  • O que fazer?

Se as comparações estão te incomodando, converse com a outra pessoa diretamente sobre o assunto. Para evitar discussões, é importante deixar bem claro que você está incomodado. Se a outra pessoa te ama, vai encontrar uma maneira de parar.

5. Presença de filhos de relacionamentos anteriores

Nem sempre os filhos de casamentos anteriores levam um segundo casamento ao divórcio, mas isso pode acontecer. Normalmente, isso ocorre quando uma pessoa não consegue assimilar que a criança não é sua, fica o tempo todo tentando chamar a sua atenção ou causa conflitos de propósito. Como resultado, a pessoa percebe que o filho ou a filha são mais importantes que a nova relação e a situação acaba em divórcio.

A situação contrária também pode acontecer: a criança manipula o pai ou a mãe para que ele ou ela abandonem a relação. Em geral, isso acontece quando os filhos são adolescentes e não querem aceitar que os pais se divorciaram.

  • O que fazer?

As situações podem acontecer de diferentes maneiras. Se a criança piorar o problema, é preciso conversar com ela e explicar que você a ama, mas tem um novo parceiro. O mais importante é confirmar as palavras com ações, sempre. Se o problema estiver na outra pessoa, é importante mostrar que os filhos são a coisa mais importante nas nossas vidas, e se o parceiro não estiver disposto a mudar o comportamento, a situação não poderá ser resolvida e talvez o relacionamento possa acabar.

Nos 2 casos, a melhor opção é sempre procurar a ajuda de um psicólogo.

6. A falta de vontade de um dos dois na hora de ter filhos

Ter um filho é uma decisão responsável e que deve ser tomada em conjunto. Se uma das pessoas está preparada e a outra ainda está insegura, a situação pode ser o estalo para o surgimento de conflitos e mal-entendidos. Muitas pessoas não vêm sentido em casamentos sem filhos, outras sim.

Não estamos falando de impossibilidade de ter filhos, mas de falta de vontade.

  • O que fazer?

Se a pessoa não pode ter filhos por um problema de saúde, é importante deixar isso claro desde o início do relacionamento. A ocultação em relação a uma informação tão importante, nesse caso, não ajuda, pode levar a sérios desentendimentos e a um sentimento de culpa.

Se você ainda não quer ter filhos, mas talvez sua opinião mude no futuro, converse sobre isso. Em um relacionamento é sempre importante que todas as sensações sejam compartilhadas, para que ninguém alimente falsas esperanças.

7. Intromissão de um (ou de uma) ex

É muito comum que algumas pessoas continuem se dando bem após o término da relação, sobretudo quando há crianças na jogada. O problema aparece quando o casamento anterior invade o casamento atual, caso em que podemos estar diante de outro divórcio.

  • O que fazer?

Não vale a pena dar um ultimato para a outra pessoa, já que ela pode achar que você está falando de filhos e não do ex-cônjuge. Mas é importante que alguns limites sejam estipulados, principalmente para que você não se sinta um substituto do ex, e sim uma pessoa especial.

8. Abuso físico e emocional

Abuso físico e emocional é uma das principais causas de divórcio. Infelizmente, muitas pessoas não terminam o relacionamento nem em casos assim. Não estamos aqui para julgar. Mas os psicólogos têm certeza de que viver com uma pessoa que faz chantagem psicológica não faz bem a ninguém. Nessas situações, quando a pessoa finalmente procura ajuda, acaba chegando à conclusão de que a única solução é, mesmo, o divórcio.

  • O que fazer?

Em casos assim, não vale a pena continuar, nem mesmo tentar salvar o casamento. Segundo especialistas, o importante é terminar logo e sair desse redemoinho de dor e de chantagem emocional, para que o trauma não seja ainda maior.

9. Infidelidade

Esse é um dos motivos mais comuns dos divórcios. Se um cônjuge procura cuidado, carinho ou maiores intimidades fora do relacionamento, o casamento não vai bem.

  • O que fazer?

Perdoar ou não perdoar uma infidelidade é uma decisão individual. Os psicólogos dizem que é possível que as pessoas restabeleçam o relacionamento após um episódio assim, mas, para isso, é preciso esforço. Além disso, a sinceridade deverá ser rediscutida e, em alguns casos, testada.

10. Problemas financeiros

Uma pesquisa com mais de 2 mil casais britânicos revelou que os problemas relacionados com o dinheiro são os que mais levam ao divórcio. Um em cada 5 pesquisados afirmou que a situação financeira é a principal causa de discussões em família. E esses números não aparecem apenas no Reino Unido.

Os psicólogos acreditam que o dinheiro, às vezes, se transforma em peça fundamental para um término de relacionamento.

  • O que fazer?

Antes de oficializar o casamento é importante conversar sobre dinheiro. É sempre mais fácil deixar as coisas claras, para que o dia a dia fique mais fácil, principalmente se o casal pretende ter filhos. Se isso for discutido antes, as discussões no futuro serão evitadas.

Qual é a sua opinião sobre o divórcio? Para você, o que é imperdoável em um relacionamento? Compartilhe nos comentários.

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