Não acredito no termo bom/ boa porque isto é essência do ser humano, nascemos com sentimentos que podem ser aflorado para fazer o bem ao outro ou o mal, pessoas psicopatas figem ser gentis e planejam o mal. Um adulto exige de uma criança se comportar de forma a não ser mal educada na mesa de um restaurante, no avião com várias horas de vôo, na escola para respeitar os outros. Eu não concordo como a forma deste artigo foi redigido eu creio que esta sendo tendencioso. Para mim a criança tem sim que dizer não, quando não quer comer, e ser repeitada por isso, tem que dizer não, que não quer repartir o brinquedo e não ser condenada por isso, mas deve ser explicado que hoje a decisão dela trará consequências amanhã, por exemplo se o amigo não querer também dividir o brinquedo dele com ela. E de forma bem natural devemos respeitar a decisão dos outros desde que seja explicado sempre o porque daquilo. Afinal EDUCAR da trabalho.
A pior coisa que pais podem fazer para sua filha é criá-la como uma “boa” menina

A pior coisa que pais podem fazer para sua filha é criá-la como uma “boa menina”. Eu, Morena Morana, não estou dizendo que a criança não deve ser “educada”, “inteligente” ou “responsável”. Eu falo especificamente de “boa”. Ser “boa” é um conceito muito relativo, que normalmente se baseia nas avaliações alheias, no medo de chatear alguém ou na necessidade de estar sempre com boa aparência. Ser “boa” é um fardo muito pesado e que, muitas vezes, é carregado para o resto da vida.
Os adultos gostam de “boas” meninas: professores do jardim de infância, pais, professores da escola. Peça para uma “boa” menina terminar de tomar a sopa ou o mingau e ela terminará de comer para não chatear ou decepcionar os adultos. E depois, quando adulta, ela terá a tendência de não reconhecer os limites na hora de comer e poderá ter problemas de peso por não ter aprendido a respeitar as limitações do próprio corpo.
“Boas” meninas não devem ser atrevidas com os adultos. Elas não devem ser grosseiras, nem mesmo devem falar no mesmo “nível”: apenas devem sorrir, ceder e obedecer. Aos 14-15 anos, meninas criadas dessa forma têm maior dificuldade de contrariar figuras autoritárias que venham a confrontá-las. Elas podem se ver tolerando situações intoleráveis, nas quais deveriam dizer simples e categoricamente: “Não!”
Uma “boa” menina só tira notas altas. Tirar notas entre 7 e 8 para ela é quase uma tragédia. Com o passar dos anos, ela se acostuma tanto a depender da avaliação dos outros que, seguindo o mesmo hábito, passa a viver em constante angústia: como as pessoas estão me avaliando? O que será que eles pensam de mim? Será que eu sou “boa” o suficiente? Uma menina criada dessa forma vai querer tirar só notas altas na vida. Mas o mundo adulto é bem diferente: é carente de elogios e repleto de desaforos. Infelizmente, muitas meninas tomam sedativos para lidar com isso, se não algo mais forte.
Uma “boa” menina tenta ser agradável com os outros. Ela se preocupa, agrada e se sacrifica. Muitas vezes, no entanto, as pessoas não só não dão valor a essa bondade, mas também entendem isso como fraqueza. Quantas mulheres “boas”, muito bem-educadas e altruístas se casam com homens tiranos, exploradores ou fracassados profissionalmente. Como era de se esperar, isso resulta em relacionamentos abusivos, o que muitas vezes leva à violência física contra a mulher.
“Boas” meninas aprendem a ser tolerantes. Não devem distrair os adultos de tarefas importantes com seus problemas triviais. O correto é esperar a sua hora de falar. Elas aprendem tanto a tolerar que isso se torna quase um hábito, um estilo de vida. Isso pode ser refletido em diferentes aspectos do cotidiano no futuro, incluindo coisas banais, como não comprar uma cama nova por anos mesmo que suas costas já estejam doendo por conta do colchão velho. Habituar-se ao sofrimento é visto como algo natural e quase necessário.
Em termos gerais, ter “bons” filhos é muito conveniente para os adultos. “Boas” crianças são como vasos de flores, delicadamente posicionados na janela, que funcionam como decorações agradáveis para os olhos. Mas ser “bom” na vida não é assim tão vantajoso. Muitos passam boa parte da vida aprendendo a se livrar dessa “bondade”. É claro que ser “bom” é uma qualidade admirável, mas filhos não precisam ser agradáveis, eles precisam ser corajosos, capazes de se defender sozinhos, de conhecer os próprios desejos, suas necessidades e seus limites. Precisam praticar mais a autocrítica e não se deixar levar completamente pela opinião dos outros. Deixe que expressem raiva ou revidem com a mesma moeda se quiserem. Deixe que não sejam “bons”. Deixe que sejam felizes...
Na sua opinião, é possível criar filhos inteligentes e educados que não se encaixem nesse padrão "bom"? Você ou alguém que conhece foi criada como "boa menina"?
Comentários
Artigos relacionados
19 Histórias de clientes que os garçons e baristas jamais vão esquecer

16 Celebridades que trocaram as sobrancelhas e desbloquearam um novo rosto

10 Imagens lado a lado que comprovam o impacto silencioso do tempo

16 Histórias de amor verdadeiro que sobreviveram a tudo e saíram ainda mais fortes

19 Quadrinhos que mostram como o mundo muda rápido demais

18 Figuras históricas cuja aparência real foi transformada pelo cinema e retratos oficiais

15 Pessoas que viram suas amizades mais próximas acabarem de forma inesperada

Atriz mexicana teve sua beleza sabotada por inveja, mas deu a volta por cima

15 Pessoas que tiveram suas vidas viradas de ponta-cabeça por segredos de família

15+ Gestos de bondade que lembram por que ainda vale acreditar nas pessoas

13 Histórias de trabalho que surpreenderiam qualquer diretor de cinema

16 Hospedagens de terror que vão fazer você repensar antes de reservar


