9 dados psicológicos que não sabíamos sobre nós mesmos

Psicologia
há 7 anos

Durante anos de pesquisa sobre o nosso cérebro, os cientistas identificaram uma grande quantidade de segredos e erros ocultos de forma segura em nossa mente.

Para entender melhor seu corpo, Incrivel.club propõe “uma viagem pela sua mente” para averiguar como ela funciona. Então, vamos lá.

1. Nossas recordações mudam constantemente

Costumamos pensar que nossas recordações são espécies de pequenos filmes ou vídeos, que estão em algum lugar de nosso cérebro e nunca mudam. Porém, na verdade, os acontecimentos do passado se reconstroem cada vez que pensamos neles.

As lacunas da memória e aquilo que aconteceu posteriormente influem no conteúdo das lembranças. Por exemplo, você não se recorda de quem esteve presente naquele jantar em família, mas sua tia nunca perdeu nenhuma dessas reuniões. Por isso, com o passar do tempo, você pode incluí-la em outras recordações, mesmo de momentos em que ela não esteve presente.

2. Podemos ter um número limitado de amigos

O número de Dunbar, estabelecido por estudos entre psicólogos e sociólogos, indica o máximo de pessoas com quem conseguimos ter uma relação estreita. Por isso, mesmo que você tenha milhares de “amigos” no Facebook, a verdade é que só pode se comunicar com não mais de 50 a 200.

3. Nos sentimos mais felizes quando estamos ocupados

  • Imagine que você esteja no aeroporto e tenha de pegar sua bagagem. Em 10 minutos você chega à esteira e imediatamente aparece a sua mala.

  • Agora uma situação similar. Você consegue passar por alguns atalhos e chegar à esteira em apenas 2 minutos. Os outros 8 minutos você vai passar esperando sua bagagem.

Nas duas situações, a sua mala estará com você passados esses 10 minutos. Só que, no segundo caso, estará mais inquieto e infeliz. Isso acontece porque nosso cérebro não gosta de ficar ocioso. Ele prefere estar ocupado. O cumprimento das nossas tarefas nos recompensa com a dopamina, devido à qual nos sentimos mais felizes.

4. Podemos memorizar só 3 ou 4 coisas ao mesmo tempo

Os estudos demonstram que nosso cérebro é capaz de memorizar 3 ou 4 blocos de uma informação por vez. Além disso, essa informação se armazena durante apenas 20 a 30 segundos. Logo ela é esquecida, se não a repetimos mais.

Por exemplo, você está dirigindo e falando no celular (não faça isso!). De repente, te dizem um número, mas não tem como anotá-lo e, por isso, trata de tentar decorá-lo. Repita os números algumas vezes para armazená-los na memória num prazo curto, cerca de 20 segundos, até que desligue o celular e possa anotá-los.

Pelo fato de ser mais fácil memorizar 3 ou 4 blocos de informação, muitas coisas se compõem de 4 dígitos ou linhas. Por exemplo, o número de telefone, o do cartão de crédito e até mesmo este tópico que está lendo.

5. Não percebemos as coisas como as vemos

Nosso cérebro está constantemente processando informação por meio dos sentidos. Ele analisa o que vemos e o representa de uma maneira que possamos entender.

Por exemplo, lemos um texto rápido porque, na verdade, não o estamos lendo. Notamos a primeira e a última letra e o resto deduzimos. Lembra? “Não importa a ordem em que as letras estão escritas, a única coisa importante é que a primeira e a última letra estejam na posição correta.”

Como resultado, o que vemos (as letras embaralhadas) é diferente daquilo que percebemos (as palavras). E isto não acontece somente com os textos.

6. Usamos 30% do nosso tempo para sonhar

Imagine que você esteja no trabalho, lendo um documento importante e acaba se dando conta de que leu a mesma frase três vezes. Em vez de pensar sobre o que estava lendo, sua mente divagava para algum outro lugar.

Cientistas da Universidade da Califórnia asseguram que, a cada dia, passamos 30% do nosso tempo sonhando e, às vezes (durante uma viagem longa), até 70%. Mas não há nada de mau nisso. Esses mesmos estudos revelam que as pessoas que gostam de sonhar são mais criativas, resolvem melhor os problemas e têm mais facilidade de se livrar do estresse.

7. Precisamos de escolhas mais amplas possíveis

Os cientistas fizeram um estudo, em que colocaram 2 mesas numa loja. Sobre uma delas, havia seis tipos de geleia e, sobre a outra, 24 tipos. Como resultado, 60% das pessoas paravam para provar as geleias da mesa com 24 tipos, mas compravam 4 vezes mais da mesa com 6 produtos.

Por que isso acontece? Lembra que nosso cérebro só consegue memorizar 3 ou 4 coisas por vez? Tomar a decisão final é sempre mais fácil diante de uma oferta menor de possibilidades.

No entanto, sempre queremos um grande sortimento de opções. Ficamos encantados com uma grande variedade e temos mais chance de parar diante da mesa com 24 tipos de geleia, ainda que, no final, acabemos comprando sempre a mesma.

8. Tomamos a maior parte das decisões inconscientemente

Tendemos a acreditar que todas as nossas ações são cuidadosamente pensadas. No entanto, 60% a 80% das nossas decisões diárias partem de nosso subconsciente. Não refletimos sobre nossos atos, simplesmente agimos de forma automática.

A cada segundo, nosso cérebro recebe milhares de informações. A fim de reduzir a carga de dados, uma boa parte desse trabalho é feita pelo subconsciente. Pegar as chaves, apagar as luzes, fechar a porta e outras ações desse tipo são totalmente automatizadas, nem sequer pensamos nelas.

Por isso, muito constantemente ficamos naquela dúvida: “Será que desliguei o ferro?” ou “Será que fechei a casa antes de sair?”.

9. Não existem pessoas multitarefas

Muitos estudos revelam que as pessoas só podem se dedicar a uma tarefa cognitiva de cada vez. Tente ler e falar ao mesmo tempo. Ou tente escrever uma carta ao mesmo tempo em que ouve um audiolivro. O mais provável é que não consiga fazer as duas coisas ao mesmo tempo, já que somos capazes somente de manter a atenção em uma única ação.

Mas há uma exceção a essa regra. Se a segunda ação é física ou automática (algo que você faça com frequência), então é possível fazer duas coisas ao mesmo tempo. Por exemplo, você consegue andar enquanto fala ao telefone. Mas, mesmo nesse caso, há uma alta probabilidade de esbarrar em alguém ou perder-se em alguma parte da conversa.

Ilustrador Daniil Shubin exclusivo para Incrível.club

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