6 Coisas que o progresso científico mudou nos humanos

Curiosidades
há 4 anos

Parece inacreditável, mas a verdade é que as novas tecnologias vêm afetando a evolução humana, nosso comportamento e até nossos corpos. Só que essas mudanças só podem ser percebidas dentro de um intervalo grande de tempo.

O Incrível.club selecionou 6 exemplos surpreendentes que demonstram como algumas invenções estão nos fazendo mudar pouco a pouco. E nós nem nos damos conta disso!

Agricultura e cáries

Tempo: há 10.000 anos

O que mudou: as cáries se transformaram num fenômeno muito mais frequente.

Cientistas das universidades de Cornell e Stanford, EUA, realizaram um estudo que demonstra que, com o desenvolvimento da agricultura, o comprometimento da dentição humana passou de 0,8% para 20%, tudo por causa dos ratos.

Os autores do artigo sobre o assunto compararam o genoma da Streptococcus mutans, bactéria que causa a cárie dentária, com as que vivem na boca de alguns animais. E descobriram que a mais próxima delas era uma espécie que habita a boca dos ratos: a Streptococcus ratti.

Aparentemente, a bactéria migrou para nossa boca há 10 mil anos, evoluindo para uma nova espécie quando a agricultura passou a se desenvolver e os roedores passaram a viver perto dos humanos em boa parte do mundo.

Talheres e oclusão dentária

Tempo: século XVIII.

O que mudou: a mordida (posição das mandíbulas entre si)

O surgimento dos garfos e facas também causaram mudanças no corpo humano. O especialista em antropologia Loring Brace afirma que, há vários séculos, a mandíbula superior ficava exatamente acima da inferior, numa estrutura que permitia rasgar facilmente pedaços de carne. Com o aparecimento dos talheres, os alimentos passaram a ser cortados em pedaços pequenos, e a estrutura da boca sofreu alterações: hoje em dia, facilita a retirada do alimento da ponta do garfo.

Lâmpada e o ciclo vigília-sono

Tempo: século XIX.

O que mudou: as pessoas passaram a dormir muito mais tarde.

Na formação do ciclo vigília-sono, a iluminação pública desempenhou um papel importante: os criminosos se aproveitaram da escuridão, fazendo com que os cidadãos honestos preferissem estar em casa antes do anoitecer e ir para a cama também cedo. Além disso, a luz elétrica afeta a mente de uma forma diferente daquela de uma vela ou de um lampião a querosene: ela ativa processos no cérebro, fazendo com que sintamos menos sono. É fácil de entender o fenômeno: imagine-se antes de dormir, na penumbra de um bar escuro, ou pelo contrário, num estádio totalmente iluminado.

Ultrassonografia e a proporção por sexos

Tempo: de 1960 até hoje.

O que mudou: começaram a nascer mais homens que mulheres.

Graças ao surgimento da ultrassonografia, médicos passaram a identificar o sexo do feto ainda na barriga da mãe.

A jornalista especializada em ciência Mara Hvistendahl, autora do livro "Unnatural Selection", afirma que o mundo perdeu 160 milhões de meninas nas últimas décadas. Muitas mães em potencial, ao saberem que teriam filhas, optaram pelo aborto. Isso foi observado principalmente em países asiáticos, onde homens ocupam uma posição mais privilegiada na sociedade. Já o bem-estar feminino não é visto com a mesma importância.

Internet e doenças sexualmente transmissíveis

Tempo: desde os anos 2000 até hoje.

O que mudou: a incidência de doenças sexualmente transmissíveis vem aumentando.

De 1998 a 2002, quando a Internet tornava-se cada vez mais popular entre quem queria arrumar um encontro, o número de casos de sífilis em São Francisco, EUA, aumentou 10 vezes. Em 2011-2012, o fenômeno foi percebido também na Nova Zelândia: o número de problemas dessa natureza aumentou 4 vezes em um só ano. A maioria dos pacientes usava sites especializados em encontros sexuais e praticou sexo com mais de 50 pessoas em três meses. Além disso, segundo as estatísticas, dos 270 norte-americanos entrevistados que tinham conhecido parceiros no ano de 2006 por meio do site Craigslist, só metade usava preservativos.

A revolução industrial e os canhotos

Tempo: de 1870 a 1900.

O que mudou: a proporção entre canhotos e destros.

Há no mundo, em média, 9 vezes mais pessoas destras que canhotas. Mas na Grã-Bretanha, durante o reinado da rainha Vitória, a proporção de destros não era de 90%, mas de 97%. Isso foi descoberto pelo autor Chris McManus, que analisou inúmeros filmes produzidos no começo do século XX.

A questão é que os canhotos representavam um incômodo para as escolas e para os donos de fábricas. As máquinas, assim como o sistema de escrita, eram preparadas para aqueles que usavam a mão direita. O mais provável é que as pessoas com maior controle na mão esquerda tenham sido alvos de piadas e perseguições, o que os obrigou a aprender a usar mais a direita.

Imagem de capa tbs

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