17 Internautas relembraram todo o brilho e agitação de seus anos de estudante

Curiosidades
há 2 meses

Para muitas pessoas, os anos de estudante são a época mais agitada de suas vidas — senão a mais feliz. Afinal, nem mesmo as dificuldades da vida acadêmica e os altos e baixos do início da vida adulta conseguem ofuscar o ânimo e a liberdade da juventude. Os internautas relembraram seus tempos de estudante e compartilharam seus melhores relatos com o mundo.

  • professor estava andando de um lado para o outro na sala enquanto ministrava uma aula bastante tediosa. Ele realmente queria que anotássemos todas as suas palavras, por isso tentava não falar rápido, fazendo com que tudo ficasse ainda mais maçante. Até que finalmente parou, levantou a cabeça e disse: «A palavra ’indiferente’ tem um sinônimo: ’trivial’, mas...» Antes que ele pudesse continuar, meu colega de classe terminou a frase: «Mas nenhum de nós dá mínima». O engraçado é que o professor lhe deu pontos por essa brincadeira. © Ward 6 / VK
  • Nos meus tempos de estudante, quando costumava caminhar pela cidade à noite com amigos, conhecemos umas garotas um dia. Elas tinham vindo para uma competição esportiva e estavam hospedadas em um dormitório. Nós as acompanhamos até o campus da faculdade e, depois, descobrimos que elas estavam no 3º andar. Foi, então, que tive a maravilhosa ideia de escalar até a varanda. Foi o que fiz. Só que no prédio errado. Um cara ficou bastante surpreso ao ver meu rosto na sacada do 4º andar. © Overheard / Ideer
  • Estudávamos à distância, tínhamos sessões de provas orais presenciais apenas duas vezes por ano, e como eram puxadas... Nesse ínterim, as alunas acabavam se casando, tendo filhos... E bem antes de uma sessão começar, tivemos dois bebês nascendo na turma. As mães não podiam deixar os pequenos, então não compareceram, achando que deixariam que fizessem as provas no próximo período. Ainda assim, por via das dúvidas, nos deixaram encarregados de levar suas cadernetas de notas para os professores. No dia da prova, tivemos uma ideia. Uma das meninas foi primeiro com a caderneta de uma das mamães. Tirou nota máxima, correu para o dormitório da universidade, trocou de roupa, mudou o cabelo e a maquiagem, voltou e entrou na fila para refazer o exame. Ela chegou, agora com sua própria caderneta de notas, sentou-se e, de repente, o professor perguntou:
    — Você de novo? Eu já lhe dei nota.
    Resumindo, nosso plano falhou, tivemos de contar sobre as mães que não puderam ir e que realmente queríamos ajudá-las a concluir o semestre. O professor compreendeu a situação, não repreendeu a nossa ideia e ainda deu nota para todo mundo. © Happy.mama / Pikabu
  • Aconteceu no segundo ano do curso. Era uma das últimas aulas do dia, todo mundo estava cansado, quase dormindo nas carteiras, e o professor não parava de falar na sala de aula. Em um determinado momento, quando o cara parou por um segundo, nos voltamos para ele e dissemos em coro: «Carlos, libere a turma, todos estamos muito cansados...» Ele foi compreensivo: «Tudo bem. Deixem-me só terminar este giz aqui e vamos para casa!» Alguém do fundo da sala gritou: «Deixe que eu como!» E o cara foi lá e comeu! Fomos para casa satisfeitos, agradecemos ao nosso herói pela ajuda e ele ficou realmente feliz — e alimentado. © Chamber 6 / VK

«A vida de estudante se baseia em autoconfiança. Uma semana atrás, decidi que não faria as compras até passar nas provas»

  • Meus colegas de dormitório e eu fomos a uma festa sem graça fora do campus. Quando voltamos, um dos rapazes já estava se preparando para dormir e descobriu que havia perdido a carteira. Ele decidiu voltar para a festa às 4h da manhã para pegá-la, mas não parou nem para vestir uma camisa. Ficamos preocupados e achamos que seria uma boa ideia acompanhá-lo. Bem, éramos doze pessoas e estávamos todos andando pela calçada seguindo um cara sem camisa. Só posso imaginar como a cena era cômica para as pessoas que estavam passando por ali. © MozzellJames / Reddit
  • Na época da faculdade, tinha de fazer um artigo sobre psicologia, mas, por displicência, acabei esquecendo. Naturalmente, no último dia do prazo, eu não tinha nada para enviar para a professora. Fui à aula já esperando o pior. Quando perguntada sobre meu trabalho, disse à professora que o tinha lhe enviado por e-mail, e ela respondeu: "Sim, sim, eu vi seu artigo e tenho algumas perguntas sobre ele. Acabamos discutindo o que tinha de errado nele por mais 10 minutos. © Overheard / VK
  • Um dos nossos professores tinha a reputação de ser um cara durão. Se os alunos levavam suas aulas a sério, ele não deixava de recompensá-los. E assim, uma vez, alguém caiu no sono. O professor continuou explanando e, sem diminuir a velocidade da sua fala, pegou o celular e tirou uma foto do aluno dormindo. Em seguida, explicou que fez isso para o caso do cara querer contestar sua nota. Todos caíram na gargalhada e o cara acordou sem entender nada... Esse professor acabou se tornando o meu favorito de todos. © workinlikeadawg / Reddit

«É nas aulas mais desinteressantes que os alunos descobrem uma incrível capacidade criativa»

  • Na minha turma tinha um cara super carismático que cantava em shows e ainda fazia apresentações de stand-up. E para facilitar a nossa vida, nós usávamos de seu talento natural para a música e comédia para bajular alguns professores. Por exemplo, quando tinha prova, esse cara dizia: «Professor Alexandre, queremos agradecê-lo pelo seu trabalho e fizemos uma música para você». Então, a sala inteira começava a cantar uma canção animada e positiva. Graças a esse truque, tiramos muitas notas boas, especialmente quando os professores eram mais sentimentais.
  • Havia uma matéria na universidade chamada «O conceito moderno de ciências naturais», que era, em essência, desnecessária. Naturalmente, os futuros economistas ficavam bastante entediados. Logo na primeira aula, o professor começou a falar sobre a teoria acerca da singularidade, e como eu gostava de ficção científica e estava terminando de ler um romance sobre viagens espaciais que falava muito sobre singularidade e coisas do tipo, nos envolvemos em uma discussão sobre esse tópico. Bem, eu ouvia mais do que falava, mas inseri frases «inteligentes», incentivando o professor a continuar falando sobre o assunto (ao mesmo tempo que eu entendia o tópico um pouco mais do que os outros alunos). No final da aula, o docente pediu meu sobrenome e marcou algo na caderneta. Acabou que eu só fui em mais uma aula do cara, e, apesar disso, ainda tirei nota máxima. © Alex Gore / ADME
  • Quarto ano, faculdade de medicina, ciclo de obstetrícia. Três semanas de teoria e, finalmente, nossa turma foi levada para um trabalho de parto pela primeira vez. Éramos um grupo só de meninas e todas estavam animadas. Meia hora assistindo ao procedimento foi mais do que suficiente. Saímos da sala de parto para o corredor, todas em um silêncio tenso, até que uma de nós disse: «É, não dá! Melhor adotar um pet». © dabigatran / Pikabu
  • Tinha uns vizinhos no dormitório da faculdade que eram jogadores de futebol. Morávamos no terceiro andar. Uma noite, estávamos todos juntos e um dos rapazes foi até a varanda para falar ao telefone. Não sei o que lhe disseram, mas, do nada, ele arremessou o telefone para fora com raiva. Em seguida, decidiu descer pela varanda mesmo para ir atrás do aparelho. Pegou, voltou como se nada tivesse acontecido e foi para a cama. Na manha seguinte, estava bastante arrependido do que aconteceu. E não porque poderia ter se machucado, mas porque tinha quebrado o telefone. © scoopismaximus / Reddit
  • Eu estudava à distância, então tinha de pegar o ônibus intermunicipal sempre que tinha a sessão de provas, que era presencial. Fazer isso no inverno era especialmente difícil. Uma vez, em uma manhã escura e terrivelmente gelada, tinha de correr para ficar pronta e alcançar o ônibus das 7h. Quando ainda está escuro, você não quer sair da cama de jeito nenhum. Porém, eu tinha de levantar! Lavei o rosto, tomei o café da manhã e fui... Me ajeitei rapidamente, para não me atrasar, ou não conseguiria sair. O dia passou voando, fui para casa. Foi só à noite que percebi que havia calçado botas diferentes. As duas eram parecidas, pretas, só que uma tinha uma plataforma e a outra um salto. Todos os vizinhos devem ter escutado minha gargalhada. Nenhum dos meus colegas de classe percebeu nada, todos riram da história no dia seguinte. Só uma professora tinha se atentado, ficou escondendo o riso na manga da camisa durante a aula, mas não disse nada para mim. © SwetLanka009 / Pikabu
  • Morei no dormitório da faculdade por um ano quando era estudante. Minhas colegas de quarto estudavam comigo, em tempo integral, e trabalhávamos quando dava tempo. Bem, o dinheiro era suficiente para comprar batatas e macarrão. E assim vivíamos. Um dia, comemos batatas como de costume e fomos para a cama. Durante a noite, acordei com uma colega falando enquanto dormia. Ela dizia: «Estou no supermercado, o que devo levar?» Enquanto isso, outra menina, sem acordar, gritou a plenos pulmões: «Carne! Pegue a carne!» © ninanerichi / Pikabu
  • Na universidade, tínhamos um professor de história que era impossível colar. Ele era muito rigoroso em relação a isso, expulsando você da sala de aula se encontrasse folhas com anotações e podia mandá-lo direto para a final se achasse que você estava tentando filar. Eu não estava a fim de aprender, então me vali de uma regra simples: se quiser esconder algo, deixe-o em um lugar bem visível. Antes do início da prova, o professor confiscou todos os nossos telefones, verificou embaixo da mesa de cada um, até mesmo olhou os sapatos de alguns alunos à procura de cola. Não encontrou nada. Ainda assim, consegui trapacear e tirei um 9. Apenas anotei todas as datas, referências e teorias importantes na minha carteira. © Ward #6 / VK
  • Era inverno, 8h30 da manhã, primeira aula. Nosso professor era muito rigoroso, mas legal. Estava falando sobre as festividades do casamento. Todo mundo anotava desanimado, sonhando com o intervalo e em comer alguma coisa. De repente, o cara parou e disse: «Lembrem-se dessa época. Certamente será o momento mais feliz de suas vidas!» Todos sorrimos em resposta, mas meio céticos. Quase 10 anos depois, meu amigo e eu nos lembramos desse episódio e percebemos como nosso professor estava certo. Tudo está bem agora, mas é como se o brilho tivesse diminuído. © oseledich / Pikabu

A época de estudante, sem dúvidas, são os anos mais agitados da vida de todo mundo. Guardamos as melhores histórias para contar, vivenciamos experiências únicas e ainda podemos nos surpreender ao encontrar os antigos colegas anos mais tarde e descobrir o caminho que cada um trilhou na vida.

Imagem de capa dabigatran / Pikabu

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