10 Personagens que foram completamente repaginados para suas novas versões nas telonas

Gente
há 11 meses

Apesar de muitos personagens fictícios terem ficado no imaginário popular com uma raça ou etnia específica, a indústria cinematográfica tem trabalhado cada vez mais para fazer com que suas novas versões sejam diversificadas. Afinal, é inovando que se consegue bons resultados, certo? Não é à toa que atrizes como Halle Berry e Zoë Kravitz sejam lembradas como intérpretes da “Mulher Gato”, uma personagem originalmente branca nos quadrinhos. E bom, de onde elas vieram, tem muitos outros artistas. Confira só!

Halle Bailey — Ariel

Embora muitos não saibam, A Pequena Sereia existe muito antes de a Disney lançar a sua famosa animação homônima, em 1989. A história original retoma ao ano de 1837, quando o escritor dinamarquês Hans Christian Andersen lançou o conto originário de mesmo título. Por conta da versão clássica do estúdio do ratinho, a personagem “Ariel” com traços caucasianos e cabelos fortemente vermelhos acabou ficando no imaginário popular.

Mas, como a arte está em constante mudança, o filme live-action da “Princesa do mar”, de 2023, assinado pelo mesmo estúdio, apresenta uma protagonista repaginada, vivida pelas mãos da atriz Halle Bailey, trazendo a primeira versão negra da personagem no cinema, além de cabelos mais naturais. Bailey, portanto, não só deu um show na caracterização, como tem colecionado elogios a respeito de sua performance e voz no longa-metragem. E não é para menos, né?

Samuel L. Jackson — Nick Fury

Apesar de muitos não terem conhecimento disso, Nick Fury apareceu pela primeira vez nos quadrinhos da Marvel como um homem branco, o que se repetiu nas telonas, já que ele fora interpretado por David Hasselfhoff, no longa-metragem Nick Fury: Agent of S.H.I.E.L.D., em 1998. Todavia, foi Samuel L. Jackson quem parece ter popularizado o personagem e ganhado os corações dos telespectadores, visto que dá vida a ele desde 2008, ano em que estreou em Homem de Ferro, com uma presença cativante e carismática, elevando o papel a novos patamares. Sua interpretação impactante não apenas rompeu com as expectativas dos fãs dos quadrinhos, mas também abriu caminho para uma maior representatividade na indústria do entretenimento.

Yara Shahidi — Sininho

Em 2023, outra personagem de desenho animado que ganhou uma baita repaginada foi a famosa “Sininho”, oriunda de Peter Pan. Ao longo dos anos, a fadinha foi retratada nas animações da Disney de forma bastante semelhante, contudo, esse quadro mudou com o lançamento do live-action Peter Pan & Wendy, no qual a atriz Yara Shahidi foi escalada para dar vida à figura mitológica, sendo a primeira “Sininho” negra das telonas, onde dá um show de atuação, não é mesmo?

Michael B. Jordan — Tocha Humana

Assim como “Nick Fury”, o personagem “Tocha Humana” fez suas primeiras aparições nos quadrinhos como um homem branco, nos anos 60. O que também foi replicado nas telonas, sendo o intérprete mais famoso, o ator Chris Evans, no filme Quarteto Fantástico, de 2005. Entretanto, engana-se quem acredita que esse foi o único “Johnny” memorável. Em 2015, Michael B. Jordan foi escalado para dar vida ao personagem na nova versão do filme homônimo, e trouxe consigo uma abordagem inovadora e diversa para o papel, que por sua vez, era retratado tradicionalmente como um rapaz loiro e de olhos claros. A performance de Jordan trouxe uma nova dimensão para ele, com uma presença magnética, energética e o principal: muito carismática! Um verdadeiro arraso! Em entrevista, conta: “Sendo um fã de quadrinhos, foi como um sonho realizado poder interpretar esse personagem.”

Leah Sava’ Jeffries — Annabeth

A saga Percy Jackson já foi adaptada para as telonas, para o teatro, e em 2022, foi anunciada também no formato de série, através da rede de streaming “Disney +”. Curiosamente, em nenhuma dessas versões, a protagonista “Annabeth” é retratada fielmente aos livros de Rick Riordan, dos quais é originária: O autor a descreve como uma criança de 12 anos, com físico de atleta e cabelos loiros encaracolados, olhos cinzas, que lembram tempestades tortuosas, e pele bronzeada. Contudo, ele defende que priorizar características físicas ao invés do talento no momento de escalar um ator ou atriz é uma grande insignificância, por isso, não dá relevância à questão.

Em nota, deixa claro que não considera deficiência, gênero, raça e etnia, idade, cor, origem nacional, orientação sexual, ou identidade de gênero empecilhos quando busca pelos artistas com quem trabalhará. Não é à toa que a talentosíssima atriz Leah Sava’ Jeffries é quem dá vida à filha da Deusa Atena nas telinhas, na versão do estúdio do ratinho. “Leah traz tanta energia e entusiasmo para esse papel, tanto da força de Annabeth. Ela será um exemplo para a nova geração de garotas que vão ver nela o tipo de heroína que elas querem ser.” completa Riordan. Incrível, não?

Billy Porter — Fada madrinha

Engana-se quem acredita que as “fadas madrinhas” precisam ser senhorinhas fofas, delicadas e simplórias. E a versão de Billy Porter da personagem, em Cinderela, de 2021, é a prova disso! O ator encarna a figura trazendo uma proposta muito diferente daquela a qual costumamos ver nos filmes da Disney: dessa vez, a fada madrinha é, além de superpoderosa, extravagante, firme e instigante — renovando a maneira com a qual geralmente imaginamos a personagem. Em entrevista, o vencedor do Emmy reitera: “Magia não tem gênero!”. Um arraso, certo?

Zendaya — MJ (Mary Jane Watson)

Não foram poucas as vezes em que o super-herói “Homem-Aranha” apareceu nas telinhas e nas telonas. E junto dele, é claro, as mais diferentes versões de “Mary Jane Watson”, sua amiga e companheira. Não é à toa que a personagem tenha sido retratada no decorrer das tramas em que participou como cientista, atriz, e até estudante, tenso sido a última interpretada pela vencedora do Oscar, Zendaya, sob o nome “MJ” ou “Michelle Jones”, e com um aspecto mais “duro”, como diz a própria atriz.

Sobre a sua versão de Mary Jane, Zendaya conta ainda que acredita ser a mais “fidedigna” se comparada à original, dos quadrinhos: “Tive sorte porque eles meio que queriam recriar a personagem e transformá-la em uma nova versão do que eu acho que talvez a personagem original de Mary Jane representou, e apenas fazer isso do nosso jeito neste Universo Cinematográfico da Marvel. Eu meio que entrei nisso e já havia na página uma jovem inteligente, rápida e perspicaz que parece um pouco peculiar ou excêntrica. Eu me divirto muito fazendo isso. Gosto de poder fazer comédia e coisas que não sejam tão pesadas.” Errada não está, né?

Ncuti Gatwa — Doctor Who

Após mais de 50 anos de história, tendo surgido nas telinhas em 1963, com o ator William Hartnell no papel principal, a icônica série Doctor Who, terá o primeiro protagonista negro, vivido por Ncuti Gatwa, o artista que ficou conhecido por sua magistral interpretação em outra aclamada série britânica, Sex Education. Sua contratação, portanto, mostra que o futuro do clássico personagem está repleto de possibilidades e que a série continua a se reinventar, garantindo que a aventura pelo tempo e espaço permaneça emocionante e relevante para todos.

Em entrevista, o 14º “Doctor Who” fala a respeito de seu personagem e da recepção carinhosa que teve dos fãs do seriado: “Obrigado por todo o seu amor. Meu coração está cheio, e isso significa o universo inteiro... ou melhor, o ’Whouniverso’”. Fofo, não?

Ncuti Gatwa — Ken

E não é só em Doctor Who que Ncuti Gatwa faz uma participação mais que especial. Ele dá vida ao personagem “Kenneth Sean Carson” também conhecido como “Ken”, no filme Barbie, de 2023, que por sua vez, reúne diferentes versões do boneco lançadas ao longo dos anos e quebra alguns estereótipos acerca de sua imagem, uma vez que ele tenha sido retratado por muitas vezes nos longas-metragens lançados anteriormente, com cabelos loiros, olhos azuis e visuais modernos. O filme em questão, no entanto, apresenta o boneco com múltiplas características, reinventando sua aparência e personalidade. Bacana demais, não é mesmo?

Halle Berry — (Mulher-Gato)

Outra personagem que soma à lista dos “super-heróis” que foram repaginados é a “Mulher-Gato”. Ainda que tenha aparecido nos primeiros quadrinhos e nas primeiras versões para a TV e para o cinema como uma mulher branca, interpretada por nomes como Julie Newmar e Lee Meriwether, fora pelas mãos de Halle Berry que a felina ficou realmente conhecida no século XXI. Além da notória sensualidade, Berry entrega uma interpretação forte, e memorável. Na época de seu lançamento, o longa-metragem não agradou a crítica, mas o fãs ainda hoje se recordam da versão com muito carinho, o que a torna também inesquecível! Qual a sua “Mulher-Gato” favorita?

E não é só no exterior que atores realmente talentosos assumem papéis diversificados. No Brasil, muitos artistas já saíram da zona de conforto dando vida à personagens realmente distante de suas realidades. Por exemplo, você se lembra quando Lázaro Ramos e Luis Miranda viveram personas femininas em Mister Brau? Ou mesmo quando Solange Vega raspou a cabeça para seu papel em Supermax? O fato é que, em nome da arte, eles fazem o máximo que podem, e o resultado é o trabalho lindo que vemos na tv e nas telonas!

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