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12 Sobremesas comuns mundo afora que podem ser peculiares para os turistas, mas parecem saborosas

A cultura e a tradição de um povo são fatores que sempre influenciaram a alimentação local. Some-se a isso os alimentos disponíveis no país e temos, no mundo todo, uma imensa variedade de pratos que podem ser explorados.

Cada nação tem algo único que pode oferecer como experiência gastronômica, não é mesmo? Quando falamos de sobremesas, é possível afirmar que a de cada local dá um show à parte. São tantas delícias que, em um país como o Brasil, multicultural, muitas delas seriam mais que bem-vindas.

Levando isso em consideração, o Incrível.club selecionou alguns dos variados quitutes existentes no mundo e que gostaríamos de provar para confirmar se são tão deliciosos quanto parecem. Confira!

12. Hagelslag — Holanda

Hagelslag é feito com fatias de pão branco (o famoso pão de forma) com manteiga e bastante granulado em cima, que pode ser de diversos sabores, porém o mais comum é o de chocolate. Existem também opções com mel ou manteiga de amendoim. Ele é bem comum na Holanda e parece ser bastante fácil de fazer. No Brasil, contudo, a manteiga é que geralmente acompanha o pão no famigerado café da tarde, certo? Você experimentaria essa versão?

11. Caramelo de Bordo — Canadá

Que o Canadá é conhecido por sua vasta extensão da neve e pela abundância de árvores de bordo, muita gente já sabe. Mas uma prática que nem todos conhecem é a junção desses dois elementos! O Caramelo de Bordo (ou Maple Taffy) é um doce super comum no país e consiste em ferver o xarope de bordo, despejar na neve limpa e enrolar a “massinha” em um palito de picolé. Será que dá para substituir a neve por gelo triturado?

A importância dessa árvore para o país é tanta que sua bandeira ostenta uma folha de bordo e os produtos derivados da seiva extraída são parte importante da economia local. A indústria do xarope de ácer (outro nome para o bordo) do Canadá é responsável por cerca de 75% da produção mundial.

10. Frejol Colado — Peru

Embora pareça brigadeiro, O “Frejol Coladoé uma sobremesa tradicional da gastronomia do Peru, que curiosamente tem como ingrediente principal o feijão-preto. Os grãos são demolhados um dia antes da preparação do doce, descascados, triturados até formar uma pasta e só aí é misturado com leite, açúcar, cravo, canela e açúcar mascavo. O quitute é finalizado com gergelim torrado.

Em português “frejol colado” se traduz como “feijão coado”, portanto, quem sabe um pouco de espanhol já deduziu a estrela principal da iguaria. A leguminosa que aqui faz parte da principal refeição do dia, no Peru é uma sobremesa popular e bastante consumida na Semana Santa.

9. Kürtőskalács, Romênia e Hungria

Kürtőskalác, ou simplesmente Kurtos, é um pão cilíndrico original da Transilvânia, hoje parte da Romênia, bastante comum também na Hungria. É assado no carvão, regado com manteiga derretida e envolto em açúcar que carameliza e cria uma crosta crocante. Também pode ser envolto de canela e nozes, e ser servido com sorvetes, frutas e caldas.

O doce não é fácil de ser encontrado no Brasil, mas não impossível. E como ousadia parece ser o sobrenome do brasileiro, por aqui também existem versões salgadas!

8. Kvæfjordkake — Noruega

“melhor bolo do mundo” vem da Noruega, segundo os próprios noruegueses. O Kvæfjordkake é uma sobremesa feita com camadas intercaladas de pão de ló, merengue, creme de baunilha e amêndoas laminadas. E para saber se estão falando a verdade sobre ser o melhor do mundo, só há uma saída: prová-lo. Seria mais um alimento que o Brasil conseguiria criar a sua própria versão?

7. Koeksisters — África do Sul

Muito famosas na África do Sul, as Koeksisters basicamente são de uma massa, em formato de tranças, frita. São cobertas por uma calda adocicada que leva gengibre, canela e essência de baunilha na composição. Depois, basta passá-las em coco ralado. Curiosamente, a sobremesa remete às origens indígenas do país, com forte influência cultural.

Caso decida imergir na experiência e se arriscar a fazer em casa, tenha tempo e paciência: é preciso deixar a massa descansar por duas horas antes de trançar e fritar!

6. Bolinho da Lua — China

Os “Bolinhos da Lua” são comuns na comemoração do Zhōng Qiū Jié (Festival de Meio Outono), tradição chinesa que marca o dia em que a lua está mais cheia e bonita em relação ao restante do ano. Os chineses os utilizam para celebrar a união familiar. Contos populares dizem que eles também eram utilizados para o envio de mensagens em forma de quebra-cabeças simples e, para ler, era preciso parti-los (geralmente vendidos em pacotes com quatro) em quatro pedaços e reorganizá-los para revelar o que foi prensado.

A sobremesa pode ser assada, feita com a massa de trigo, ou cozida no vapor com massa de arroz. Os recheios podem variar: existe o mais básico de leite e ovos, mas também são comuns o de matchá, feijão, semente de flor de lótus, gema de ovo curado, entre outros.

5. Aletria doce — Portugal

Você provavelmente já comeu arroz-doce, mas já pensou na possibilidade de comer macarrão, versão sobremesa? Essa é a proposta da Aletria doce, prato típico da culinária portuguesa e comumente consumido no Natal. A principal diferença entre ambas as sobremesas está nessa troca do “carro-chefe”. A aletria é uma massa fina, o famoso “cabelo de anjo”. Há duas versões de textura para agradar a gregos e troianos: cremosa e firme (para ser consumida em fatias).

4. Modak — Índia

A Índia é conhecida por sua culinária que utiliza muitas especiarias e com seus doces, não seria diferente. O Modak é uma sobremesa típica do país que utiliza uma combinação de açúcar de palmeira (que lembra rapadura!), coco ralado, cardamomo e manteiga ghee no recheio, envolta por uma massa feita com farinha de arroz.

Se você gosta de se aventurar na cozinha, versões abrasileiradas do prato trocam o açúcar de palmeira por mascavo, o mais próximo que podemos encontrar por aqui, não é? O famoso “jeitinho brasileiro” que também deixa tudo delicioso.

3. Hottokeki — Japão

A panqueca suflê japonesa (também chamada Hottokeki) tem a massa bem fofinha e aerada. Quando balançada, parece até ter vida própria e começa a dançar. Tem os mesmos ingredientes das panquecas “convencionais”, mas a diferença está no modo de preparo. Por conta disso, ela cresce bastante quando comparada às demais. Embora difira daquela que estamos acostumados, é uma panqueca que, até pela textura, desperta a curiosidade em saboreá-la, concorda?

2. Tavuk göğsü — Turquia

Talvez uma das receitas mais peculiares dessa lista venha da Turquia. O Tavuk göğsü é uma sobremesa de leite com peito de frango desfiado como um de seus ingredientes. Sim. Você leu certo! O frango é misturado com leite, amido de milho, açúcar e especiarias, cujo resultado é um creme espesso.

O primeiro registro da iguaria se deu no Império Romano e a receita foi passada para o Bizantino até chegar ao Império Otomano, atual localização da Turquia.

1. Cendol — Sudoeste Asiático

Em um dia de muito calor, uma sobremesa geladinha é mais que bem-vinda. O Cendol é um doce que parece uma raspadinha mais incrementada e faz bastante sucesso no sudeste asiático. É feito com gelo ralado imerso em leite de coco e uma gelatina verde quase neon. Em alguns países, adiciona-se feijão açucarado e até ervilha.

Pouco se sabe sobre a origem do quitute, mas acredita-se que foi criado em Java, principal ilha da Indonésia. Com pequenas variações aqui e acolá, também é saboreado em países como Malásia, Vietnã, Singapura, Tailândia, Camboja, Myanmar, Timor-Leste e Brunei.

Qual dessas sobremesas você ficou com vontade de provar e qual não provaria por nada? Na sua região tem algum doce exótico? Compartilhe nos comentários!

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