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12 Países mais felizes do mundo e por que é tão legal viver neles

Desde 2012, a Organização das Nações Unidas (ONU) faz uma lista anual dos países mais felizes do mundo. Uma equipe de estudiosos da Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável avalia vários fatores que contribuem para o bem estar de uma população: o Produto Interno Bruto (PIB) e sua distribuição per capita entre os cidadãos, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a expectativa de vida, a liberdade, os níveis de corrupção, de segurança social e a qualidade de vida não só dos nativos, mas também dos imigrantes que habitam cada país.

Segundo a direção da pesquisa, que tem muita base em levantamentos do Gallup World Poll, um dos traços comuns entre os países mais felizes é a generosidade do povo. “Uma sociedade que tem alto nível de confiança em si própria naturalmente busca maneiras cooperativas de trabalhar, reparar danos e construir vidas melhores. Isso leva a uma surpreendente multiplicação da felicidade”, dizem os editores da lista.

Incrível.club listou os 12 países mais felizes do planeta e explica a razão de ser tão bom viver e trabalhar neles. No bônus, para acabar com a curiosidade, trouxemos também a lista das nações que ficaram nos últimos lugares.

12. Austrália

A Austrália é um país cheio de praias e com um povo hospitaleiro, que costuma respeitar a cultura de quem chega de fora. O povo australiano é famoso por seu bom humor e há boas razões para isso: baixa taxa de desemprego, um forte sistema educacional, muito contato com a natureza e um clima favorável, com muitos meses de sol.

Muitos estudantes de todo o planeta procuram a Austrália para fazer intercâmbio, pela qualidade da educação no país e pela facilidade de conciliar estudos e trabalho. Com muitas oportunidades em diversas áreas, há quem opte por continuar vivendo no país ao terminar seu curso. Há uma série de programas que permitem essa decisão.

11. Canadá

Rico, grande, seguro, multicultural, repleto de belezas naturais. Esses e muitos outros aspectos positivos resumem o alto nível de felicidade dos canadenses. A estabilidade econômica também é outro fator de orgulho para o país, que distribui sua riqueza por meio de programas educacionais e de saúde gratuitos para a população.

Para felicidade também dos estrangeiros, o Canadá oferece grandes oportunidades de trabalho, especialmente para quem é da área de tecnologia, saúde e vendas. Em 2019, mais de 360 mil estrangeiros mudaram-se para o Canadá. Até 2021, o país quer atrair 1,3 milhão de imigrantes e há programas sociais que beneficiam a mudança de suas famílias para lá.

10. Luxemburgo

Luxemburgo é um dos menores países da Europa, com pouco mais de 2.500 quilômetros quadrados de território e 600 mil habitantes. Mas é um dos mais ricos do mundo, devido à sua grande atividade financeira. A riqueza é bem distribuída entre a população em serviços de saúde, moradia e educação. O salário médio dos habitantes de Luxemburgo é de 5 mil euros (cerca de 30.450 reais).

Com dinheiro no bolso, é fácil aproveitar o melhor do país, reconhecido por sua gastronomia, pelos grandes vinhos que produz, por mais de 50 castelos para visitar e uma vida cultural intensa. A adaptação para estrangeiros, tanto turistas quanto imigrantes, não é difícil, pois o país é cosmopolita e multicultural, com três línguas oficiais: luxemburguês, francês e alemão.

9. Áustria

A igualdade social é uma das características que faz da Áustria um lugar tão bom para viver, aliada a um bom nível de PIB (produto interno bruto) per capita (o 14º melhor do mundo, segundo o Banco Mundial). A boa expectativa de vida (81 anos) e as baixas taxas de desemprego também fazem desse um dos melhores países para se viver no planeta.

Apesar de ser difícil aprender alemão, a língua oficial da Áustria, o país costuma receber bem os estrangeiros, especialmente oferecendo boas oportunidades de trabalho. De acordo com uma pesquisa da InterNations, rede que conecta imigrantes em todo o mundo, o nível de satisfação dos trabalhadores estrangeiros é alto por vários motivos, entre eles qualidade de vida, acesso à saúde, boas oportunidades de lazer e de viagens, segurança e contato com a natureza.

8. Nova Zelândia

O governo da Nova Zelândia tem políticas públicas modernas para reduzir a desigualdade social e combater a pobreza. O wellbeing budget (espécie de bolsa-família) é um programa que privilegia pessoas com doenças mentais (incluindo depressão e ansiedade) que possam ter dificuldades em se colocar no mercado de trabalho. Diminuir a pobreza na infância e atender vítimas de violência familiar são outras prioridades do projeto.

Os projetos ambientais, como a meta de compensar todas as emissões de carbono do país até 2050, são levados muito a sério pelas autoridades e pelo povo, que colabora com a redução de uso de plástico. Os neozelandeses preocupam-se com a preservação da natureza, um dos grandes atrativos do país, que tem no turismo de lazer e de aventura uma das suas maiores fontes de renda.

7. Suécia

Um dos segredos da felicidade na Suécia é o tempo livre de que seus cidadãos podem desfrutar. O balanço entre trabalho e lazer é fundamental para a saúde mental dos suecos, em um país que oferece um dos maiores períodos de férias no mundo (25 dias) para seus cidadãos. Pais e mães têm direito a até 480 dias de licença remunerada quando têm filhos recém-nascidos.

A Suécia também está entre os países que mais cobram impostos no planeta, o que pode chegar a 60% do salário de uma pessoa. Mas esse custo é recompensado por serviços sociais de altíssima qualidade, incluindo saúde, segurança e educação. A iniciativa privada também colabora com serviços sociais que ajudam as pessoas desempregadas a recolocarem-se no mercado de trabalho.

6. Países Baixos (Holanda)

A angústia na adolescência, uma fase complicada da vida para muitas pessoas, não é um grande problema nos Países Baixos, conhecidos informalmente como Holanda. Um estudo mostrou que 93% dos adolescente holandeses consideram-se felizes e posicionou o país como o melhor do mundo para os jovens. Lá eles têm menor tendência a envolver-se em comportamentos de risco e a taxa de violência contra as garotas também é a mais baixa do mundo, segundo dados do UNICEF.

A felicidade dos jovens, claro, está inserida no nível de satisfação dos holandeses como um todo. É um povo que cuida bem da mente e do corpo, com uma das menores taxas de obesidade do mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde. Para estrangeiros, não é difícil adaptar-se ao modo de vida nos Países Baixos, cuja cultura é historicamente tolerante. Para completar, uma das indústrias que traz mais divisas financeiras para o país é bem colorida: o plantio e o comércio de flores. A primavera por lá é um deslumbre!

5. Noruega

A Noruega, famosa pelos fiordes que recortam seu litoral, é um dos países em que se pode estar desempregado com tranquilidade. O trabalhador que perde sua posição no mercado de trabalho recebe 64% de seu salário por, no máximo, 104 semanas. Com educação e com saúde não haverá despesas, pois elas são gratuitas e de excelente qualidade no país nórdico.

Os imigrantes têm em seu favor uma série de benefícios garantidos pelo estado norueguês, como educação e direito de pedir cidadania depois de sete anos de residência. Há facilidades para encontrar emprego, para abrir seu próprio negócio e acesso ao sistema de saúde mesmo para os estrangeiros.

4. Islândia

A Islândia é top em vários rankings globais. É o país onde há maior igualdade de gênero, é a nação mais pacífica do mundo e o segundo lugar onde mais livros são publicados por habitante (só perdendo para o Reino Unido). Os índices de criminalidade são baixíssimos entre os islandeses, é um dos países onde os trabalhadores são melhor remunerados no mundo e o sistema de seguridade social garante uma vida tranquila e digna a todos os cidadãos.

Para viver por lá, no entanto, é preciso ter coragem de enfrentar o frio: no verão islandês, as temperaturas médias variam de 10 ºC a 14 ºC. Para quem está acostumado com os 40 ºC das praias brasileiras, pode ser um problema. De resto, o pequeno país de aproximadamente 365 mil habitantes oferece paisagens deslumbrantes e muita calma para curtir a vida.

3. Suíça

A Suíça é um lugar da paz. Desde 1815, a nação declarou-se e manteve-se neutra em guerras entre países e seu último conflito interno aconteceu em 1847. Apesar de ser o país com o maior custo de vida do mundo, a Suíça tem o segundo melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) global, perdendo apenas para a Noruega.

Embora haja diferenças entre ricos e pobres, profissões consideradas subalternas no Brasil são muito bem remuneradas na Suíça. Além disso, o povo é solidário e costuma compartilhar bens de consumo em “caixas grátis” espalhadas pelas cidades. É possível montar um apartamento completo — com móveis e eletrodomésticos — com doações deixadas nas ruas. De quebra, a Suíça produz alguns dos melhores chocolates do mundo, disputando a preferência dos chocólatras com a Bélgica.

2. Dinamarca

A Dinamarca já esteve no topo da lista dos países mais felizes do mundo em 2012, 2013 e 2016. Segundo o professor de economia Christian Bjornskov, da Universidade de Aarhus, que estuda a felicidade econômica, o bom nível de renda dos dinamarqueses ajuda um bocado, mas o “extremo grau de confiança que as pessoas têm nas outras” é a principal razão de todos se sentirem tão bem em seu país.

sistema de saúde da Dinamarca, um dos países com maior expectativa de vida do mundo (79 anos), faz com que as pessoas se sintam seguras para fazerem seus planos. A saúde pública dinamarquesa gasta cerca de 5.600 dólares por habitante por ano. A educação também nada de braçada: o índice de alfabetização por lá é de 100%.

1. Finlândia

O contato com a natureza é um dos principais motivos que os finlandeses apontam para garantir o excelente e campeão nível de felicidade da nação. Mais de 70% do território da Finlândia são formados por bosques e eles costumam brincar: “Enquanto as outras pessoas vão à terapia, nós calçamos um par de botas e vamos para as florestas”. A boa educação pública, do ensino fundamental à universidade, é outro fator de orgulho no país nórdico. Sua educação primária foi apontada como a melhor do mundo pelo Fórum Econômico Mundial, em levantamento feito em 2018.

Se você quiser saber de perto por que esse povo é tão feliz, a agência nacional de turismo realiza concursos dentro do programa Rent a Finn (“alugue um finlandês”). Os vencedores são convidados a conhecer o país com tudo pago e a ajuda de um guia. No site do projeto, é possível participar de conversas com os guias, que dão aulas de felicidade on-line, com dicas de alimentação, relaxamento, como manter-se ativo e outros aspectos que ajudam a levantar o astral.

Bônus: os 10 países que estão no fim da lista, ou seja, os menos felizes do mundo, segundo a mesma pesquisa

Você pode estar se perguntando: “já sei quais são os mais felizes... mas quais serão os menos felizes?” Então aqui está a lista com os nomes:

  1. Afeganistão;
  2. Sudão do Sul;
  3. Zimbábue;
  4. Ruanda;
  5. República Centro-Africana;
  6. Tanzânia;
  7. Botsuana;
  8. Iêmen;
  9. Malawi;
  10. Índia.

Você se considera feliz no país onde vive? O que acredita ser primordial para a felicidade de um povo? Em que país (dessa lista ou fora dela) gostaria de viver? Faça suas reflexões e fale sobre suas ideias de como viver bem nos comentários.