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10 Países que proibiram circo com animais e apresentam espetáculos sem crueldade

Os circos são um espetáculo com uma história milhares de anos, e há muito tempo começaram a utilizar animais selvagens e domésticos. Mas isso mudou: temos hoje 41 países com medidas restritivas para o uso de bichos no circo e juntos foram pioneiros na geração de eventos de acordo com os novos tempos. No final deste post, você encontrará um bônus que demonstra que a realidade virtual também pode ser protagonista nesses casos.

Incrível.club é a favor da proteção dos direitos dos animais e por isso preparou para você uma lista de alguns países onde os circos não possuem bichos.

Principais antecedentes: a razão de utilizar animais no circo

Tudo começou com os romanos, que deram seu nome ao “circo”, como uma espécie de atividades de entretenimento público, incluindo o mítico circo romano com desafios e duelos de vida e morte entre homens e animais. Mais tarde, o circo moderno incorporou espetáculos equestres com acrobacias, mas só em 1833 o treinador Isaac A. Van Amburgh se tornou o primeiro homem a incorporar bichos selvagens como parte do espetáculo circense, uma atividade que continua vigorando em alguns países.

Países pioneiros na legislação que impedem que animais domésticos e selvagens sejam maltratados e usados ​​em espetáculos

1. México

Em 2015, os regulamentos para a proibição de espécies silvestres ou selvagens dentro dos circos no México entraram em vigor. Anteriormente, alguns estados já haviam proibido o uso de todos os animais em circos, como a Cidade do México (capital) e Querétaro. Apesar de parecer o fim de alguns dos espaços mais tradicionais desta arte, alguns foram reinventados e outros dizem que conseguiram sobreviver apesar de não terem estas espécies. Um deles é o Circo Atayde Hermanos que, após 130 anos, poderá continuar com o legado da família graças a seus novos espetáculos.

2. Bolívia

A Bolívia foi um dos primeiros países da América do Sul a proibir o uso de animais na sua totalidade (domésticos e selvagens) dentro do circo. A lei veio após uma investigação secreta da Animal Defenders International (ADI), que divulgou material mostrando os maus tratos generalizados que ocorriam nos grandes espetáculos de circo.

3. Peru

Em 2014, a Animal Defenders International (ADI) trabalhou secretamente com a polícia daquele país em uma campanha chamada “Operação Spirit of Freedom”, na qual conseguiram resgatar do abuso e maus-tratos vários animais selvagens. Como no caso da Bolívia, essa situação, somada a uma iniciativa legislativa, levou o Peru a proibir o uso de bichos no circo.

4. Colômbia

A Colômbia, da mesma forma que seus pares, aprovou um projeto de lei para que animais silvestres deixem de fazer parte do circo. Além disso, a secretária distrital do meio ambiente do país, Susana Muhamad, explicou que este projeto foi além da proibição das touradas, porque ambos são considerados espetáculos de crueldade.

5. Itália

Desde 2018, há um regulamento na Itália que proíbe espetáculos de circo com animais. Este documento também serviu para remover mais de 2.000 espécies exploradas nos picadeiros.

6. Áustria

Em 1996, a Associação Contra a Exploração de Animais da Áustria (VGT) iniciou uma campanha contra os circos com animais, mas só em 2002 uma virada na proposta ajudou. Naquele ano, houve foco apenas na proibição de espécies silvestres, que em 2003 já era lei e, em 2005, entrou em vigor. Foi então, segundo a própria associação, que os circos com bichos silvestres deixaram de existir no país.

7. Holanda

Em 2015, graças a um trabalho de mais de 10 anos da organização de bem-estar animal Wilde Dieren de Tent Uit, o uso de animais selvagens nos circos do país foi proibido. A partir do momento em que a notícia foi divulgada, a associação se comprometeu na realocação dos espécimes para um espaço adequado em que poderiam levar uma vida de acordo com suas necessidades.

8. Grécia

A Grécia foi o primeiro país da Europa a proibir o uso de animais selvagens e domésticos em circos e deu um passo além dos seus pares. Tudo foi feito de forma positiva, graças a uma extensa campanha da Animal Defenders International (ADI) e do Greek Animal Welfare Fund (GAWF), em conjunto com 52 associações de proteção animal, que pressionaram os políticos daquele país a conhecer os abusos e maus-tratos a que os bichos eram submetidos.

9. Portugal

Este país foi o último na Europa a aumentar a conscientização sobre o abuso de animais em circos e a lei entrará em vigor a partir de 2024, ano em que os proprietários de espetáculos entregarão seus espécimes selvagens para que possam ser realocados em seus habitats.

10. Índia

Em 2018, a Índia comemorou que o governo colocou na mesa uma proposta para proibir o uso de todos os animais no circo. As organizações e comunidade encarregadas de defender a vida selvagem fizeram esforços para resgatar mais de 100 espécimes, que foram reabilitados e realocados para seus verdadeiros espaços de convivência.

Bônus: um circo que tem como atração animais, mas em hologramas

Circo Roncalli, fundado em 1976, na Alemanha, é o primeiro a usar hologramas de animais (embora nunca lhe tenha sido exigido que fizessem seus espetáculos dessa forma, exceto cavalos). O investimento em espécies virtuais não é barato, porque somente entre produção e montagem o investimento chega a cerca de 2 milhões de reais. Mas já parece ser uma alternativa para quem ama espetáculo com bichos. Desta forma, muitos circos estão percebendo que não precisam maltratar ou explorar os animais para fazer um espetáculo, e muitos deles estão comprometidos em mostrar o lado B de seus shows e integrar a própria comunidade a participar como os verdadeiros protagonistas.

Quais mudanças você considera que deveriam ser feitas nos circos brasileiros? Como acha que devem ser os espetáculos que usam animais? Compartilhe nos comentários!