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10 Mulheres que colocaram o gênero feminino no topo com suas conquistas

Ao longo da história, muitas mulheres passaram por centenas de obstáculos para ganhar reconhecimento em um mundo que parecia ser dominado pelo gênero masculino. Os costumes mudaram graças ao esforço e risco que elas assumiram em algo que, em seu tempo, era muito complicado ou impossível. Isto foi um divisor de águas, porque, suas realizações inspiraram outras mulheres.

Incrível.club compartilha com você as histórias de algumas das mulheres que marcaram época com sua inteligência e coragem.

1. Julia Ward Howe incentivou a criação do Dia das Mães

Nascida em 27 de maio de 1819, lutou pelo direito de voto das mulheres e defendeu a importância de seu papel como mães. Casou-se e teve 5 filhos, mas o casamento não era o que ela queria. Seu marido não permitia que ela saísse e mantinha sua renda controlada. Diante dessa situação, Julia secretamente continuou sua educação autodidata e a escrever.

Graças a seus esforços, ingressou na Academia Americana de Artes e Letras. Seu trabalho mais conhecido foi o poema O Hino da Batalha da República, que se tornou a canção mais conhecida da Guerra de Secessão. Julia escreveu a Proclamação do Dia das Mães, um chamado para as mulheres de todo o mundo se unirem pela paz, mas não chegou a vê-lo: morreu em 1910 e o Dia das Mães foi instituído oficialmente em 1914.

2. Elisabet Ney fez bustos de líderes famosos

Elisabet Ney foi uma escultora do século XIX. Ela nasceu em 26 de janeiro de 1836 e se tornou responsável pelos bustos de Giuseppe Garibaldi e do rei George V de Hannover. Mesmo que os pais se opusessem ao seu desejo de ser escultora, Elisabet parou de comer até eles cederem. Seu primeiro estúdio foi em Berlim, onde esculpiu várias figuras da época, como Jacob Grimm ou Richard Wagner. Em 1863, ela se casou e se mudou para o Texas, onde continuou praticando sua arte até morrer, em 1907.

3. Mary Shelley escreveu Frankenstein

Mary Shelley, a autora de Frankenstein (primeiro trabalho de ficção científica da história) era pouco reconhecida na época e tinha uma luta constante com a sociedade. Desde a infância, Mary era atraída por histórias de fantasmas, mas começou sua aventura na literatura após conhecer o escritor Percy Shelley .

Percy e Mary se apaixonaram profundamente, embora ele já fosse casado. Eles tiveram uma filha, mas ela morreu alguns dias depois de seu nascimento. Em 1816, o casal passou um verão na companhia de Lord Byron, John William PolidoriClaire Clairmont (a meia-irmã de Mary), onde foi desafiado a escrever uma história de fantasmas. Foi lá que Mary concebeu a ideia de Frankenstein.

4. Amelia Earhart incentivou a aviação entre as mulheres

Amelia teve a oportunidade de ver seu primeiro avião em uma feira estadual aos 10 anos. Lá ela disse que o dispositivo “era uma coisa feita de cabos enferrujados e madeira, nada de interessante”. Durante a Primeira Guerra Mundial, ela atendeu os pilotos feridos e aproveitou a oportunidade para visitar um campo da Royal Flying Corps, onde ficou ainda mais curiosa sobre a aviação.

Depois de uma viagem de 10 minutos em um biplano sobre Los Angeles, ela sabia que teria que voar até o dia de sua morte. Amelia foi a primeira mulher a atravessar o Oceano Atlântico sozinha e morreu em um acidente de avião, quando estava no meio de sua jornada ao redor do mundo.

Embora estivesse ciente dos perigos, quis fazer isso de qualquer maneira. Achava que as mulheres deviam fazer o que quisessem, como os homens, e que, a cada vez que essas tentativas fracassavam, seria um desafio para as outras.

5. Joana D’Arc foi a heroína da França

Nascida em 1412, ela era uma jovem camponesa francesa que acabou guiando o exército francês na Guerra dos Cem Anos contra a Inglaterra, fazendo Carlos VII de Valois ser coroado rei da França. Ela libertou seu país de invasores estrangeiros carregando milhares de soldados para a batalha, embora não tivesse nenhum treinamento como soldado.

Após anos de batalhas, ela foi capturada por um duque de Borgonha para ser vendida aos ingleses. Joana alegou que podia ouvir vozes divinas, mas eles acreditavam que eram vozes malignas. Por isso disseram que o rei francês obedecia a uma bruxa. Ela morreu na fogueira acusada de bruxaria.

6. Annie Oakley bateu recordes em concursos de tiro

Desde muito jovem, Annie Oakley caçava animais para vendê-los e ajudar sua numerosa família. Aos 15 anos, competiu contra Frank Butler, um famoso atirador que apostou 100 dólares em qualquer um que pudesse vencê-lo. Annie aceitou o desafio. Depois de 25 tiros certeiros, ele falhou em um e, com isso, foi surpreendido pela adversária. Frank logo começou a enviar para ela cartas assinadas por seu cachorro George. Isso a conquistou e eles casaram.

A dupla participou de vários shows nos Estados Unidos. Em algumas apresentações, ela atirava em um centavo no ar ou em um cigarro que Frank segurava entre os lábios. Quando Annie completou 60 anos, seu talento ainda estava intacto e ela continuava quebrando recordes em competições de tiro. Mais tarde, ela adoeceu e sua saúde piorou com o passar do tempo. Morreu aos 66 anos, de anemia.

Tempos depois, descobriu-se que toda a sua fortuna havia sido gasta com sua família e instituições de caridade. Frank não resistiu à vida sem ela e morreu 18 dias depois de perdê-la.

7. Florence Nightingale foi a precursora da enfermagem profissional

Essa mulher britânica é considerada a precursora da enfermagem, pois criou o primeiro modelo conceitual da profissão. Graças à sua grande habilidade em matemática, foi capaz de aplicar seus conhecimentos à epidemiologia e às estatísticas sanitárias.

Florence estabeleceu as bases da profissionalização em sua escola localizada em Londres, a primeira instituição de ensino laica de enfermagem do mundo. Ela era conhecida como “a dama da lâmpada”, por seu hábito de fazer turnos noturnos com uma lâmpada para atender seus pacientes. Todo o trabalho de Florence foi inspiração para Henri Dunant, fundador da Cruz Vermelha.

8. Nellie Bly foi a primeira a fazer jornalismo investigativo

Seu nome era Elizabeth Jane Cochran, mas ela era mais conhecida pelo pseudônimo “Nellie Bly”. Para fazer uma reportagem, fingiu estar louca para entrar em um manicômio de Nova York. Após a experiência, escreveu o trabalho solicitado, intitulado Dez dias em um manicômio.

Esse tipo de jornalismo investigativo tornou-se seu estilo, além de sua visão de mundo feminista. Isso permitiu que ela mostrasse outra perspectiva em suas matérias e fosse a primeira a se envolver em projetos reservados apenas para homens. Outra de suas conquistas foi viajar pelo mundo em apenas 72 dias, superando Júlio Verne, que escreveu o livro Volta ao Mundo em Oitenta Dias.

9. Grace Hooper foi a pioneira da ciência da computação e militar com grau de contra-almirante

Grace foi a primeira programadora a usar o Mark I, o primeiro computador eletromecânico. Ela desenvolveu o primeiro compilador da história para uma linguagem de programação e também facilitou métodos de validação.

Aos 34 anos (1940), Grace queria seguir os passos de seu bisavô, que era um almirante, e se juntou às forças armadas na Segunda Guerra Mundial. Quando o conflito terminou, ela queria continuar fazendo parte da Marinha, mas o limite era de 38 anos e ela já estava com 40.

Anos depois, Grace foi chamada para voltar. Aposentou-se definitivamente em 1986, sendo naquele momento a oficial da Marinha dos Estados Unidos com mais idade.

10. Victoria Woodhull foi a primeira a apresentar sua candidatura à presidência dos Estados Unidos

Ativista em favor dos direitos das mulheres e reformas trabalhistas. Em 1870, aos 32 anos, Victoria tornou-se a primeira mulher a apresentar uma candidatura à presidência dos Estados Unidos como representante de um partido que defendia o voto feminino e a igualdade de direitos. Junto com sua irmã, ela foi a primeira mulher a operar uma empresa financeira em Wall Street, e ambas estavam entre as primeiras mulheres a fundar um jornal.

O que você acha das conquistas dessas mulheres? Adicionaria alguém mais a essa lista? Conte para a gente suas respostas nos comentários.

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