Incrível
NovoPopular
Inspiração
Criatividade
Admiração

Por que frequentemente não nos lembramos dos nossos sonhos

9-8-
313

Todas as pessoas sonham. No entanto, pouquíssimas conseguem lembrar o que sonharam, pois, alguns fatores contribuem para o esquecimento do que foi vivido dormindo, minutos após acordarmos. Existem estudos segundo os quais certos estímulos podem influenciar os ciclos do sono ou os intervalos do despertar em diferentes períodos.

Incrível.club pesquisou quais são os fatores que influenciam na lembrança ou não dos sonhos e como os estímulos externos podem nos ajudar a reter essas lembranças a longo prazo.

1. É mais fácil lembrar das cenas ativas do que das estáticas

O processo em que permanecemos dormindo é dividido em duas grandes fases: sono não-REM e sono REM. Na primeira, sonhamos com imagens estáticas e reflexivas, enquanto na segunda, tendemos a sonhar com imagens mais dinâmicas e vivas.

Os sonhos que mais nos lembramos costumam ocorrer durante a fase REM, pois, geralmente, é mais fácil lembrar das cenas chamativas em relação a cores, imagens e emoções. Mesmo assim, há intervalos em que temos sonhos diferentes em uma única noite, dependendo da quantidade de vezes que despertamos.

2. Certos componentes e funções do cérebro podem afetar a memória do sonho

Um especialista destaca que tendemos a nos esquecer de certos sonhos, por causa de alguns componentes neuroquímicos do cérebro, que afetam principalmente a etapa REM. Mas também pode estar relacionado a certas funções cerebrais, como a capacidade de armazenar aquilo que nos parece impressionante e “digno” de lembrança. O que não é essencial é simplesmente eliminado da nossa memória.

3. A duração do despertar após o sonho pode influenciar em sua lembrança

Um estudo sugere que os estímulos externos detectados pelo cérebro, enquanto dormimos, são os responsáveis ​​pela quantidade de vezes que conseguimos nos lembrar do que sonhamos ao acordar. Para isso, os cientistas analisaram um grupo de pessoas, que ouviram uma série de sons durante o sono em intervalos de tempo, para acordá-las nesse processo.

Como resultado, estima-se que seja a duração do despertar e não o estímulo, que ajuda a codificar a lembrança do sonho para armazená-lo em nossa memória de longo prazo. Quanto maior a detecção dos estímulos externos, maiores serão as chances de o cérebro ser reativado para se lembrar do sonho.

4. A sugestão pode determinar o número de vezes que nos lembramos dos sonhos ou não

Um estudo propôs a sugestão como um fator-chave para melhorar a quantidade de vezes que nos lembramos de um sonho. Nesse caso, foram analisadas pessoas divididas em dois grupos: para a metade, disseram que elas tinham alta capacidade para sonhar; para as demais, sugeriram possuírem uma capacidade normal, com base nos questionários preenchidos por elas.

Os resultados sugerem que aquelas pessoas que acreditavam ter uma alta capacidade de sonhar, mostraram uma frequência maior de lembranças do que as outras. No entanto, isso também pode estar relacionado a muitos outros fatores, como depressão ou ansiedade, portanto, são necessárias pesquisas mais profundas para maiores dados sobre o assunto.

Você é uma dessas pessoas que não se lembra dos sonhos? Em caso afirmativo, como se sente por não se lembrar deles?

9-8-
313
Compartilhar este artigo