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Acupunturista criou projeto social que auxilia no tratamento da dependência, ansiedade e depressão

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Ajudar o próximo é uma das formas de manter a mente saudável e feliz. Contribuir também permite nutrir fortes conexões que podem ser usadas para criar uma comunidade mais feliz e forte. Doar não se trata necessariamente de bens materiais, mas sim de você compartilhar seu tempo, talento, atenção e tudo que tiver de melhor.

Incrível.club conversou com Ramon Oliveira, um acupunturista de São Paulo que, após anos de trabalho em hospitais psiquiátricos, decidiu compartilhar o seu conhecimento com aqueles que precisavam. Acompanhe esta história.

Como tudo começou

Ramon trabalhou por 5 anos em um hospital na área de desintoxicação. Um ambiente um tanto que hostil, que recorria a medicamentos para que seus pacientes pudessem dormir. Em uma conversa com a equipe do Incrível.club, Ramon contou porque decidiu estender o seu trabalho para as pessoas em vulnerabilidade.

“Eu decidi fazer esse tipo trabalho com moradores de rua após ver que os números de moradores e dependentes químicos estavam aumentando muito. Eu sempre tive esse viés psiquiátrico, sempre lidei com o tratamento para dependentes químicos”.

“Então, lá no hospital em que eu trabalhava percebi que a acupuntura fazia efeito. Eu pensei: ’Caramba, as pessoas se sentem muito mais tranquilas e em alguns casos o remédio foi cortado’. Então, eu pensei que ainda tinha muito o que fazer”.

Como a acupuntura funciona?

Existem várias teorias acerca desse assunto e uma das mais conhecidas é de que a acupuntura funciona com espetadas especiais sobre locais específicos por todo o corpo. Cada ponto está sobre uma terminação nervosa que se liga à um órgão.

Cada um deles captam estímulos e levam a informação para o cérebro que, então, dispara ações por todo o organismo.

Como foi possível iniciar o projeto?

“O primeiro passo foi pegar tatames (como aqueles usados nos esportes) e esteiras, e me descolar para instituições que já ofereciam um trabalho de apoio e suporte para eles”.

Hoje, ele possui um ambulatório que criou em São Paulo, e já realizou mais de 1.000 atendimentos. É destinado para aqueles que estão em vulnerabilidade social com quadros de depressão e ansiedade.

O fato da acupuntura trabalhar com agulhas pode deixar um familiar receoso: você tem algum conselho para dar?

“As agulhas de vacina tem a medida de 0,90 milímetros, já as de acupuntura são de 0,10 milímetros. É o tipo de agulha mais fina do mercado. Ela só dói nos pontos que estão fracos; têm pontos que você nem sente. É através do ponto fraco que se consegue estabilizar o corpo e fazer com que a pessoa se sinta melhor”.

Agora, o projeto continua evoluindo cada dia mais. Na busca por melhores abordagens, em um ambiente de tratamento humano e integrado, as práticas integrativas complementares fazem extensão com as terapias naturais: reiki, auriculo, calatonia, argila e acupuntura.

Se de alguma maneira quiser e puder contribuir com o projeto, basta contatá-los no Instagram.

O que achou desse projeto? Compartilhe sua opinião conosco nos comentários. 😉

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