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Além de libertar o coração, perdoar reduz o risco de problemas cardiovasculares (a ciência garante)

Além de libertar o coração, perdoar reduz o risco de problemas cardiovasculares (a ciência garante)

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É um fato que perdoar não é fácil, e muito menos pedir perdão. No entanto, quando não perdoamos, deixamos uma ferida aberta que será revivida constantemente, de forma que o nosso corpo libere o tempo todo hormônios do estresse que podem prejudicar a saúde do coração.

Sendo assim, de acordo com o Jornal Extra, um estudo apresentado no 40º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) mostrou que quem perdoa é bem menos propenso a sofrer com problemas cardiovasculares. Além do gesto ajudar, é claro, é possível “seguir a vida” e viver novas experiências.

Incrível.club decidiu pesquisar mais afundo, e trouxe para você os detalhes mais importantes desse estudo. Aliás, quem não quer aumentar a qualidade de vida, não é mesmo?

Como foi feita a análise

Sim, perdoar faz bem para o coração, para a alma e para a vida! Quando perdoamos, tiramos um “peso das costas” e os problemas associados à magoa diminuem a ponto de diferenças físicas notáveis aparecerem em nosso corpo. Portanto, para chegar a essa conclusão, os responsáveis pelo projeto desenvolvido na Universidade de Santo Amaro (UNISA) observaram 2 grupos que se dividiam entre: pessoas que apresentavam infarto agudo do miocárdio (primeiro grupo), e indivíduos que não haviam adquirido doenças cardiovasculares diagnosticadas conhecidas (segundo grupo).

Cerca de 130 pessoas foram analisadas, logo, os resultados mostraram que o grupo de infartados era o que mais tinha dificuldade em perdoar. Enquanto o grupo que não possuía problemas de coração era composto justamente pelas pessoas que estavam mais propensas ao perdão. De acordo com Suzana Avezum, psicóloga e psicanalista, principal autora do estudo: “A mágoa e o ressentimento são muito negativos, e esta negatividade gera estresse, fator que prejudica o coração. A pessoa fica remoendo aquele sentimento e acaba se prejudicando”.

A associação entre o perdão e a saúde do coração

Da mesma forma, o presidente da Socesp, José Francisco Kerr Saraiva, afirma que pessoas que constatemente estão com os ânimos exaltados ou apresentam comportamento de ódio, são mais vulneráveis a sofrer com alguma doença coronariana. Por essas razões, a análise feita clarifica a relação entre o perdão e a saúde do coração: esse ato simples pode, sem dúvidas, trazer benefícios a um de nossos orgãos vitais. Quem perdoa, além de reduzir a chance de adquirir problemas cardiovasculares — inclusive o infarto — assegura um ganho considerável de qualidade de vida, de modo a deixar para trás os rancores e se permitir viver novas experiências.

O índice do estudo mostra ainda que dentre as situações que as pessoas analisadas estão mais dispostas a perdoar estão: a invasão de privacidade; comentários negativos advindos do núcleo famíliar; a falta de atenção de um respectivo parceiro ou parceira que o tenha convidado para uma festividade etc.

Não pedir desculpas também é prejudicial

Agora, nós sabemos que não perdoar pode ser prejudicial, mas e quanto a pedir perdão? Segundo o Jornal Extra, carregar a culpa de magoar alguém e não ter a capacidade de pedir desculpas pode ser igualmente danoso à saúde.

O antropólogo e autor do livro As Cinco Linguagens do Perdão, Gary Chapman, comentou que os homens, em especial, são os que mais sofrem com esse problema, levando em consideração que há uma estrutura social onde a maioria deles foi ensinada pelos pais a não pedir desculpas. Em contrapartida, outras pessoas, simplesmente, não tiveram um modelo para seguir, e sequer podiam se espelhar em seus pais, uma vez que nunca os ouviram se desculpar, ou seja, elas apenas foram criadas dessa maneira.

Chapman reitera: “A baixa autoestima também pode ser uma das razões que fazem com que alguns indivíduos acreditem que admitir o erro significa ser alguém mau, quando, na verdade, pedir perdão é sinal de maturidade, e não de fraqueza.”

No momento de se desculpar, portanto, é preciso se politizar quanto ao tom de voz e a maneira como se fala, para não cometer o mesmo erro e, novamente, magoar a pessoa a quem se quer obter o perdão. Desse modo, o melhor a se fazer é não criar grandes expectativas, visto que há chances da pessoa não aceitar as desculpas. Ainda que seja difícil, perdoar e pedir perdão são atos que parecem surtir o mesmo efeito no corpo humano, eles não só fazem bem para a saúde física, como nos deixam mais otimistas e afetuosos. São um caminho de cura e liberdade para o coração. O peito agradece!

Esse gesto é simples, porém muito bonito e benevolente. Quantas vezes o fato de perdoar alguém lhe trouxe alívio interior? Você lembra? Conte-nos na aba destinada aos comentários!

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