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12 Casos em que nosso cérebro falha e distorce a realidade

Todos cometemos erros parecidos. Recentemente, pesquisadores descobriram que existem várias razões para tal fato.

Incrível.club traz vários desvios do comportamento e pensamentos comuns que explicam por que motivo, em algumas situações, nos comportamos de um jeito tão estranho e sem explicação aparente.

12. O erro da porcentagem básica ou o que está por trás do medo de voar

O que é. A pessoa tem medo de viajar de avião mesmo sabendo que a probabilidade de morrer numa catástrofe aérea é de 1 em 8 milhões. Em outras palavras, seria preciso pegar diversos voos todos os dias durante 21 mil anos para morrer.

Muitas vezes ignoramos as estatísticas de algum fato, nos focando em um caso em particular, que não tem a menor ligação com nossas vidas. Talvez porque a chance de morrer quando um avião cai é mínima e isso, por si, já é suficiente pra meter muito medo.

11. Tendência ao negativo: por que as pessoas gostam mais das notícias ruins?

O que é. A audiência televisiva dá mais importância às notícias ruins. Esse efeito é estendido também à percepção de outras pessoas: quando fazemos algo de errado uma vez, tal fato superará tudo de bom que fizemos antes.

Percebemos a informação negativa de forma mais intensa que a positiva. Acredita-se que algumas pessoas perdem essa distorção cognitiva com o passar dos anos.

10. Efeito Barnum, ou o segredo de qualquer horóscopo

O que é. Ao lerem o horóscopo, algumas pessoas consideram que as características associadas ao seu signo coincidem com as ideias que elas possuem de si mesmas. Há ainda o caso de quem toma remédios homeopáticos e sente um efeito curativo — coisa que alguns médicos garantem que não ocorre.

Até os mais céticos podem sofrer deste fenômeno. Os videntes recorrem muito a ele. Quanto mais positiva for a descrição, mais coincidências a pessoa encontra. Sobretudo quando acredita no que é dito (aqui, entra em ação o efeito placebo).

9. Erro sistemático do sobrevivente

O que é. As pessoas ouvem com mais interesse as histórias de sucesso de outros indivíduos, passando a repetí-las. Contudo, o que realmente tem valor é a experiência daqueles que se equivocaram. Todos cometemos os mesmos erros, mas as histórias de sucesso são sempre individuais, e não podem ser repetidas. Ou você acha mesmo que pode se tornar o novo Steve Jobs?

O erro do sobrevivente pode ser encontrado na vida com muito mais frequência do que se imagina. Por exemplo, quando os testes de um medicamento não foram positivos, os laboratórios farmacêuticos não costumam publicar notícias sobre o assunto. Por isso, o que chega aos nossos ouvidos é apenas os casos em que "o remédio foi testado com sucesso".

8. Efeito da âncora ou como os números impõem seu ponto de vista

O que é. Para resolver a equação acima, você multiplicou os primeiros dígitos e, ao ver que o resultado não era um número muito alto, deduziu que a resposta final dificilmente seria maior que mil? Pois a resposta certa é 40.320.

O que acontece é que as pessoas costumam usar a informação recebida como se fosse uma âncora. Depois, tiram suas conclusões com base nessa âncora, raramente avaliando os fatos que vão além da "âncora" convencional.

7. Ilusão do controle, ou se a cara já apareceu 9 vezes, agora será vez da coroa

O que é. Ao jogar uma moeda para cima, nos convencemos de que ela cairá de um lado específico. Outro exemplo: pensamos que se movimentarmos o pulso com mais força, os dados cairão com os números que desejamos.

Na realidade, muitos fatos não dependem de nós. O mais provável é que esta distorção cognitiva se manifeste quando estamos muito interessados em obter resultados positivos.

6. Ilusão de transparência, ou você consegue adivinhar uma canção só pelo ritmo?

O que é. Assobie o ritmo de alguma música bem famosa e peça que seus amigos adivinhem qual é. Talvez você pense que a probabilidade de acerto é de , no mínimo, 50%. No entanto, só 3 em cada 5 geralmente conseguem reconhecer a canção (normalmente é a música "We will rock you", do Queen).

Com frequência, superestimamos nossa capacidade de entender os outros, e vice-versa. Pelo mesmo motivo, o mentiroso sempre acha que está a ponto de ser descoberto.

5. Efeito de contexto, ou o que acontece com os pontos do meio?

O que é. Os pontos no meio das figuras são idênticas, mas por causa das figuras vizinhas, os enxergamos como se fossem de tamanho diferente. Outro exemplo: quando você se sente confortável andando sobre o piso de uma loja, gastará mais dinheiro do que havia planejado.

Frequentemente, nosso cérebro leva em consideração a influência do meio ambiente e de outros fatores que podem não estar vinculados a uma imagem específica. Por isso, acabamos tendo dificuldades em ser objetivos.

4. Erro sistemático de atenção, ou por que costumamos ver o que queremos

O que é. Se você for uma pessoa preocupada com seu sobrepeso, irá ignorar todos os elogios e prestar atenção apenas nos comentários sobre seu peso.

Alguns pensamentos adotam um caráter intrusivo, afetando a maneira como você acredita ser visto pelo mundo.

3. Falta de empatia ou por que há tão pouca solidariedade no mundo

O que é. Muitas crianças têm dificuldades para estudar, mas os pais não enxergam isso como um problema sério. Afinal de contas, dizem, todo mundo passou por isso, e existem problemas muito mais importantes.

Caso você já tenha passado por uma situação difícil, é bem pouco provável que vá querer ajudar outra pessoa que esteja enfrentando o mesmo problema. Tendemos a pensar o seguinte: se eu pude superar, a pessoa também conseguirá.

2. Efeito Dunning-Krueger

O que é. Uma senhora se ofereceu para restaurar o afresco acima. Ela tinha certeza de que seu trabalho mereceria uma homenagem especial. Mas os religiosos ficaram horrorizados ao verem a peça após a restauração.

O que acontece é que as pessoas menos competentes costumam cometer erros, mas não consegue reconhecê-los por conta do seu baixo nível de preparo. Ao mesmo tempo, estão convencidas de seu próprio profissionalismo.

A propósito: Dunning-Krueger é a junção do sobrenome dos pesquisadores que descobriram o fenômeno, não o nome da mulher que restaurou o afresco.

1. Erro do tiro ao alvo

O que é. Você lê as profecias de Nostradamus e acha que elas descrevem à perfeição a vida contemporânea? E quantas vezes os criadores de "Os Simpsons" previram o futuro da humanidade?

Isto também é uma distorção cognitiva. As profecias de Nostradamus e as coincidências nas séries de TV se ajustam à realidade, pois não prestamos atenção às previsões que não se confirmaram. Foi assim que nasceu o boato segundo o qual as pessoas que moram perto de linhas elétricas costumam desenvolver mais leucemia do que as demais.

Bônus. Maior nível de inteligência, mais estupidez

Se você acha que só as pessoas menos inteligentes são propensas a bobagens deste tipo, ficará surpreso com a seguinte informação: estudiosos descobriram que as pessoas inteligentes desenvolvem mais distorções cognitivas. Mas existe uma saída. Quando damos mais importância aos fatos, fica mais fácil "enganar" o cérebro.