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8 detalhes importantes sobre a situação da mulher na Islândia

8 detalhes importantes sobre a situação da mulher na Islândia

A luta pela igualdade de gênero passou por muitas etapas. Houve uma época em que as mulheres não podiam votar em nenhum país. Hoje em dia, a grande batalha se concentra na igualdade de remuneração do trabalho entre homens e mulheres, mas ela não para por aí. O mundo ainda precisa evoluir muito para que o machismo e o patriarcado sejam completamente eliminados. Hoje, o Incrível.club traz alguns detalhes sobre a situação das mulheres na Islândia. Um país que tem muito a ensinar para o resto do mundo.

1. Exigir seus direitos

No dia 24 de Outubro de 1975, um quinto das mulheres de toda a Islândia (mais ou menos 25.000 mulheres) saiu às ruas para exigir seus direitos em uma passeata em Reikiavik conhecida como "O dia livre das mulheres". A partir deste dia, as mulheres passaram a ser ouvidas e, seus direitos, respeitados.

2. Ter um partido próprio

Como consequência da manifestação de 1975, formou-se um partido exclusivo para mulheres chamado Aliança de Mulheres.

3. Ter posições de poder

Vigdis Finnbogadottir foi a primeira chefe de Estado eleita democraticamente no mundo. Isso aconteceu em 1980. Essa passagem foi determinante para firmar a posição da mulher na política do país. Nos anos 90, a participação das mulheres no parlamento chegou a 1/3 e, hoje, alcança os 41%, bem diferente do que vemos na maior parte dos países.

Wikipedia

4. Licença paternidade e maternidade

Em 2000, ficou decidido que a licença “maternidade”, por exemplo, é dividida igualmente entre pais e mães. Desta forma, o pai pode participar ativamente da primeira infância e a mãe não corre o risco de perder o emprego, um risco muito grande na maioria dos países.

5. A expressão por meio da arte

A Islândia é um país com muitos talentos musicais. O maior referência é a cantora Björk, mas existem muitas outras, como as 15 jovens que compõem o grupo de rap Reykjavíkurdætur e que interpretam músicas escritas por elas mesmas sobre desigualdade e violência de gênero.

6. Aprender na escola o que é ser uma mulher poderosa

Por incrível que pareça, em várias escolas existe uma matéria obrigatória que trata de empoderamento feminino. Uma boa maneira de acabar com a desigualdade.

7. Liberdade para usar a tecnologia do jeito que quiser

Um terço das mulheres na Islândia pertence a um grupo no Facebook chamado ironicamente de "Conselhos de Beleza", em que elas discutem o que significa ser mulher.

8. Personagens femininas no papel de heroínas nas sagas

Em geral, mulheres ficam no papel de heroínas nas sagas islandesas. Um bom exemplo é a saga de Njál.

Janus Bahs Jacquet
Tradução e adaptação Incrível.club
Imagem de capa Pexels
Produzido com base em material de The Guardian, The Guardian