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15+ Mulheres e suas histórias de coragem que deveriam ser contadas pelos livros escolares

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Na História do Brasil que ensinam na escola não vemos muitas mulheres que protagonizaram conquistas. Mas elas existiram e foram muitas. Para homenagear algumas, listamos 18 brasileiras ilustres e corajosas que mudaram o País com suas conquistas nas batalhas, na Música, no Esporte e até mesmo na Cultura.

A lista de mulheres fabulosas que o Incrível.club traz para você vai te encher de orgulho de ser mulher e brasileira. Veja a lista e se surpreenda.

1. Aracy De Carvalho Guimarães Rosa

Aracy se mudou para a Alemanha na década de 1930 e trabalhou no consulado brasileiro, onde pôde salvar a vida de judeus que emigravam para fugir do nazismo. Ela usou seu próprio carro e suas joias para conseguir ajudar os refugiados, e ficou conhecida como o “Anjo de Hamburgo”. É a única mulher citada no Museu do Holocausto, e recebeu o reconhecimento de “Justa entre as Nações” por ajudar judeus perseguidos.

2. Raimunda Putani Yawanawa

Raimunda Putani Yawanawa é uma índia acreana bilíngue e foi a primeira mulher a se submeter ao treinamento duro para se tornar pajé. Ela e a irmã, Katia, fizeram o juramento à planta Rarê Muká e se tornaram embaixadoras da cultura da sua tribo. Raimunda ainda recebeu do senado o Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz.

3. Maria Quitéria de Jesus

Na idade indicada para o alistamento, Maria Quitéria pediu ao pai para fazer parte do regimento do Príncipe-Regente. Como o pai não aceitou, ela fugiu de casa e se tornou o “soldado” Medeiros. Com muito esforço e dedicação, transformou-se na 1ª mulher a fazer parte das forças regulares no Brasil e lutou pela independência, tendo sido condecorada com a Ordem Imperial do Cruzeiro pelo Imperador Dom Pedro I.

4. Carmen Miranda

Carmen Miranda foi uma portuguesa naturalizada que conheceu o samba no Rio e se apaixonou por ele. Mais tarde, fez um dueto com a irmã cantando marchinhas e sambas nas rádios. Seu primeiro disco solo vendeu 35 mil cópias e inaugurou uma Era de prosperidade para a música brasileira. Até os dias de hoje o Brasil é conhecido no mundo por sua música e popularidade.

5. Enedina Alves Marques

Enedina foi uma catarinense que se formou em Engenharia na Universidade Federal do Paraná na década de 1940. Participou da construção da usina hidrelétrica paranaense de Capivari-Cachoeira, e construiu a Casa do Estudante Universitário do Paraná e o Colégio Estadual do Paraná. Hoje, tem seu nome homenageado como a “pioneira da Engenharia”, e também no Instituto de Mulheres Negras, em Maringá (PR).

6. Maria Esther Bueno

Maria Esther Bueno foi uma tenista paulista que conquistou 71 títulos pelo mundo, e foi a número 1 do ranking por três vezes (1959, 1964 e 1966), sendo ainda a única mulher brasileira até hoje no famoso Salão da Fama Internacional do Tênis (1978). Ganhou também medalhas de ouro e de prata nos Jogos Pan-Americanos de São Paulo (1963), e foi homenageada no Centro de Tênis Olímpico, no Rio de Janeiro.

7. Chiquinha Gonzaga

Francisca Edwiges Neves Gonzaga foi neta de escravos, pianista e compositora autodidata. Em 1884 estreou uma opereta sob sua regência, e isso a tornou a primeira maestrina brasileira. Fez parte da luta pelo fim da escravidão e se recusou a adotar um pseudônimo masculino para que suas partituras fossem aceitas. Deixou mais de duas mil composições, e seu aniversário é hoje o Dia Nacional da Música Popular Brasileira.

8. Jovita Feitosa

Jovita foi uma jovem cearense que se alistou aos 17 anos para lutar na Guerra do Paraguai. Para isso, disfarçou-se de homem. Mesmo tendo sido descoberta, foi aceita no Exército Nacional como segundo-sargento. Jovita chegou ao posto de primeiro-sargento, e recebeu homenagens e presentes por sua participação no conflito.

9. Carlota Pereira de Queirós

Carlota foi médica, escritora e historiadora. Primeira mulher a se eleger deputada federal, participou da Assembleia Nacional Constituinte entre 1934 e 1935. Participou da Associação Paulista de Medicina, Academia Nacional de Medicina de São Paulo e da Academia Nacional de Medicina de Buenos Aires. Fundou a Academia Brasileira de Mulheres Médicas, em 1950.

10. Clara Camarão

Clara foi uma índia do século XVIII, da nação Potiguara. Catequisada, casou-se com o chefe da tribo, Poti, e ao lado dele combateu os holandeses em Pernambuco. Foi também líder de um grupo de grandes guerreiras. Fez parte do “exército” em Porto Calvo e na Batalha de Guararapes, tendo sido figura decisiva para a vitória.

11. Carolina de Jesus

Carolina de Jesus foi uma das primeiras escritoras negras brasileiras, e a mais importante do País. Escreveu o livro “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”, publicado em 1960 e traduzido para 14 idiomas. Viveu na favela paulista do Canindé e ganhava a vida como catadora de papéis, mas foi também compositora e poetisa. Morreu em 1977 por problemas respiratórios.

12. Maria Felipa de Oliveira

Maria Felipa foi marisqueira, pescadora e trabalhadora braçal. Foi líder de um grupo de cerca de 200 pessoas (mulheres, negros e índios) que lutou contra o ataque dos portugueses na Ilha de Itaparica. Em 2018 teve seu nome inscrito no “Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria”, que se encontra no “Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves”, em Brasília.

13. Narcisa Amália de Campos

Narcisa Amália de Campos foi a primeira mulher jornalista. Criou um jornal chamado “Gazetinha”, voltado às mulheres, mas que também falava sobre nacionalismo e contra a escravidão. Foi elogiada por Machado de Assis por sua obra poética chamada “Nebulosas”, e acabou sendo acusada de plágio pelo ex-marido, que não aceitava o divórcio.

14. Antonieta de Barros

Antonieta de Barros foi uma catarinense pobre e órfã de pai que se dedicou à luta pela alfabetização de pessoas carentes. Fundou o Curso Particular Antonieta de Barros, que só fechou com a sua morte, em 1964. Foi ainda a primeira deputada estadual negra do País e a primeira deputada do Estado de Santa Catarina, em 1934. Também foi jornalista e escritora, e lutou sempre pelos mais carentes.

15. Zilda Arns

Zilda Arns foi uma catarinense que se tornou médica sanitarista e se dedicou aos necessitados, atuando na Pastoral da Criança e na Pastoral da Pessoa Idosa, com vários trabalhos contra a desnutrição, a violência e a mortalidade infantil. Hoje a Pastoral atua em 43 mil municípios brasileiros, e mais de 2 milhões de crianças já foram atendidas. Zilda Arns faleceu no grande terremoto de 2010, no Haiti.

16. Cristina Ortiz

Cristina Ortiz foi uma baiana que já dominava a arte de ser pianista desde criança. Fez parte do Conservatório Brasileiro de Música, no Rio de Janeiro, e aos 11 anos se apresentou sob a batuta do maestro Eleazar de Carvalho. Estudou em Paris, com bolsa, aos 15 anos, e foi a primeira mulher e a primeira brasileira a vencer o Concurso Van Cliburn. Somente após 30 anos outra mulher ganharia esse prêmio.

17. Maria Tomásia Figueira Lima

Em 1882, Maria Tomásia Figueira Lima criou a Sociedade Abolicionista das Senhoras Libertadoras, que visava à alforria dos escravos e conscientizava a sociedade para a necessidade de o governo aceitar a abolição. Foi por causa desse movimento que, em 1884, a Assembleia Legislativa provincial proclamou o fim da escravidão no Ceará, que se tornou assim o primeiro Estado brasileiro a tomar essa decisão.

18. Catharina Paraguaçu

Catharina foi uma índia, filha do cacique Taparica, que deu nome à Ilha de Itaparica na Bahia. Ela se apaixonou pelo português Diogo Álvares Correia, conhecido como Caramuru, com quem se casou e teve 4 filhos. Mais tarde, mudou o nome para Catarina do Brasil e se tornou católica. Paraguaçu, junto com Caramuru, foi de extrema importância na fundação da cidade de Salvador.

Gostou de conhecer a história dessas mulheres corajosas? Conhece mais alguma que mereceria estar nesta lista? Conte para nós.

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